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J O R N A L I
N F O R M A T I V O
Brasília-DF
- Julho/Agosto de 1999 - Ano VIII - nº 23
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Palavra do presidente.
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Biênio de muito trabalho.
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ABDER avalia acordo do governo com caminhoneiros.
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DERs vão trocar autos de infração
pela Internet.
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Recomposição vegetal.
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Opinião.
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O rombo dos combustíveis.
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Agenda.
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Depois da privatização, a BR 040 está recebendo manutenção, mas as concessões não retiram do Governo a obrigação de manter as rodovias de menor volume de tráfego.
O
custo Brasil aumenta nas estradas brasileiras. Em Mato Grosso a tonelada
de soja sai do que seu maior concorrente os Estados Unidos. Mas chega ao
Porto de Santos dezessete reais mais cara do que a soja norte-americana
chega ao Golfo do México. O ministério do aumento de preços
pode ser desvendado nas estradas do Brasil. A falta de consevação
faz escoar o lucro e o esforço de milhões de brasileiros.
A democratização do consumo no mercado interno e os preços
competitivos para exportação se vão buraco abaixo
nas rodovias.
Pesquisas
realizadas demonstram que 60% das estradas não têm conservação
adequada. As consequências: perda de 20% da safra agrícola,
aumento 50% do consumo de combustíveis, duplicação
do tempo de viagem. Quem paga? Nós.
Nem
mesmo as concessões serão capazes de aliviar o peso do abandono
das estradas. A privatização não retira dos governos
estaduais o do governo federal a obrigação de manter as rodovias
de menor volume de tráfego. Em alguns estados são 85% das
estradas. Nas regiões Norte, Nordeste e
Centro-Oeste
o governo tem de assumir 100% das rodovias. Por falta de volume de tráfego,
a concessão não interessa a grupos privados. O ônus
é do Estado. Pelas pesquisas, no máximo 15% das estradas
brasileiras são privatizáveis.
Como
se não bastasse o custo Brasil, o número de acidentes continua
elevado apesar do novo código de trânsito. Vinte mil pessoas
morrem - em média, por ano - nas estradas. São mais de duzentos
e cinquenta mil acidentes e aproximadamente trezentos mil brasileiros com
seqüelas permanentes, e um custo que não se vê.
É
necessária uma forma de garantir recursos para o setor. Estimativas
mostram que seiam necessários seis bilhões e seiscentos milhões
de reais para recuperar as estradas federais. Enquanto isto, o orçamento
do Ministério dos Transportes para este ano é 25% menor do
que o de 1998. Os recursos previstos somam um bilhão e trezentos
milhões de reais. O ministro Eliseu Padilha afirma: é preciso
"usar criatividade"...
Situação
semelhante ocorre em quase todas as estradas da federação,
onde os recursos alucados à conservação são
insuficientes. A recém eleita diretoria da ABDER pretende mobilizar
o meio político e a população em geral, mostrando
o que vem ocorrendo por este Brasil afora, na busca de soluções
"criativas" para o setor.
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A
ABDER tem nova diretoria para o biênio 1999/2001. No dia 7 de maio
praticamente todos os diretores foram reeleitos. O engenheiro Paulinho
Dalmaz, Diretor Geral do DER / PR, continua na presidência da Associação
por mais dois anos.
As únicas
mudanças ficam por conta da Diretoria de Operações,
que será conduzida pelo engenheiro Antônio Erdes Bortoletti,
do DER de Minas Gerais.
Segundo
Paulinho, as metas da ABDER não são utópicas. O objetivo
da Associação é agregar as regiões brasileiras,
democratizando as informações entre os Estados. "O Brasil
é um país continental. A região norte está
fazendo hoje o que os Estados do Sul praticavam há dez, vinte anos.
Por isso é necessário disseminar as técnicas já
desenvolvidas". Para Paulinho, um Estado não precisa testar
novamente o que deu errado em outro lugar. "Com a troca de experiências,
os governos que estão começando a privatizar as rodovias
não vão começar da estaca zero".
Outro
luta da ABDER é um problema pontual: a falta de recursos para o
setor. Até 1988 o Fundo Rodoviário Nacional assegurava verbas
para os Estados investirem nas rodovias. Há mais de uma década
as estradas estão se deteriorando porque não há verba
específica para o setor. A manutenção depende do tesouro
de Estados, Municípios e da União.
A ABDER
apóia a criação de um novo Fundo Rodoviário,
desde que haja distribuição justa entre os Estados. "Vamos
continuar as gestões junto aos poderes para garantir verbas para
o setor rodoviário", afirmou Paulinho Dalmaz.
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movimento dos caminhoneiros trouxe à tona uma realidade: a dificuldade
que o setor de cargas está enfrentando. Na avaliação
da ABDER foi um alerta para o governo federal. É um problema difícil
de ser resolvido. Afinal, o drama dos caminhoneiros autônomos passa
por uma questão de mercado. "O preço do frete está
aviltado. É a lei da oferta e procura. O governo não pode
influenciar a livre concorrência", defende Paulinho Dalmaz. Dirigentes de DERs se encontraram em Brasília, em reunião extraordinária da ABDER, para analisar os resultados do movimento dos caminhoneiros. Segundo Paulinho, o acordo entre o Governo Federal e os grevistas tem pontos questionáveis. O principal deles é a liveração da pesagem de cargas em estradas federais, durante 60 dias. "Além de não resolver os problemas do setor, a liberação da pesagem via agravar o estado das rodovias. O excesso de peso é responsável pela deteriorização mais rápida das estradas", afirmou Paulinho. Outro problema: a maioria dos caminhoneiros não diferencia estradas federais das rodovias estaduais e municipais, causando confusão nos postos fiscais. Os motoristas reclamam da pesagem por eixo. Vale lembrar, entretanto, que a má distribuição da carga, mesmo dentro do limite de 45 toneladas, prejudica a conservação das rodovias. Durante a reunião, os dirigentes de DERs foram pegos de surpresa com a resolução nº 11 do CONTRAN, que elevou de 5% para 7,5% o limite de tolerância de excesso de peso por eixo, desde que o peso bruto total do caminhão esteja dentro dos limite estabelecido. |
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A falta de normatização para troca de autos de infração entre os estados está chegando ao fim. Depois do 3º Encontro de Informática dos DER's, em Curitiba, técnicos de sete estados se dispuseram a montar um grupo para padronizar a troca informatizada de multas de trânsito no Brasil. O objetivo é evitar a impunidade. Segundo o coordenador dos Encontros de Informática dos DER's, Jorge Rego, do DER/DF, o procedimento de troca deve ser simples e seguro. O meio escolhido foi a Internet. A rede mundial vai facilitar o contato e a troca de informações entre os departamentos estaduais, acredita Jorge. Atualmente, os estados que enviam e recebem autos de infração, utilizam os Correios. Mas o sistema nem sempre funciona. Segundo o Código de Trânsito, a multa tem que ser emitida em trinta dias após o cometimento, caso contrário, perde a validade. Com a definição de um lay-out padrão, as ações serão agilizadas. A idéia é unificar os autos de infração entre todos os estados. Na próxima reunião, o grupo de multas vai definir a norma de preenchimento do auto de infração e discutir a minuta do convênio entre os estados para que a troca de notificação no país se transforma em realidade.
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Exemplo que vem do Nordeste
O DERT do Ceará realiza, há dois anos, um trabalho de recomposição vegetal ao longo das estradas construídas no Estado. A recomposição de áreas desmatadas é feita com plantas nativas e espécies exóticas, e tem mudado a paisagem nas rodovias cearences. Especialistas do DERT formam um grupo multi-disciplinar de estudos. O GEMA procura conhecer e catalogar as plantas da região que mais se adaptam às faixas de domínio das estradas. Para facilitar o estudo, o Ceará foi dividido em sete grandes áreas. Em cada uma estão sendo analisadas as espécies de maior aceitação na região. Durante a construção de novas rodovias, o GEMA retira e estoca os primeiros dez centímetros de camada do solo. Esta é a parte mais rica porque contém material orgânico onde as sementes são depositadas. Depois da rodovia concluída, o material é espalhado pela região. O desmatamento - típico da construção de estradas - é amenizado, desta forma, com a ação humana. Outra solução adotada é o plantio de grama ao longo das estradas litorâneas. O capim de burro detém o avanço da areia e a erosão no caso de rodovias construídas entre dunas de areia fina.
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Pela Salvação das Faixas de Domínio
Criadas
desde a década de 40, as FAIXAS DE DOMÍNIO das rodovias estaduais
e federais vem sendo utilizadas de inúmeras formas pelos órgãos
responsáveis pela sua administração, pela iniciativa
privada e até mesmo pelos invasores de toda ordem.
Trata-se de
um assunto extremamente importante para o sistema rodoviário brasileiro
na medida que o DNER e os DER's poderão depender especialmente e
até pela sobrevivência destes órgãos num futuro
não muito distante. É claro que administrar todas essas áreas
adjacentes às rodovias não é tarefa muito fácil,
para estar sempre em vigília e gerenciando as FAIXAS DE DOMÍNIO
de todas as rodovias por todos os dias.
Mas vejamos
que algumas ações já poderão ser desenvolvidas
imediatamente em busca do resgate daquilo que é patrimônio
público valioso e de responsabilidade dos atuais dirigentes e técnicos
do setor rodoviário estadual e federal.
Instruções
Normativas deverão ser criadas urgentemente pelos respectivos órgãos
para estabelecer disciplinas de uso e exploração das FAIXAS
DE DOMÍNIO por qualquer interessado. É preciso criar um fato
novo que venha chamar a atenção dos interessados e apresentar
as novas regras a serem cumpridas a partir de um momento. Para alguns estados
este sistema já é praticado, mas pode ser melhorado.
Para as rodovias
hoje em operação pelo DNER e pelos DER's talvez estas faixas
sejam uma alternativa legal e salvadora de situação em que
encontram estes órgãos, seja para a exploração
ou até mesmo para a recuperação destas baixas que
hoje estão totalmente degradadas por invasão, erosões,
depósitos de lixos de prefeituras, decomposição vegetal
e degradação geral da natureza inclusive na fase construtiva
das rodovias.
Poderão
celebrar CONVÊNIOS ou CONTRATOS com empresas que desejam passar cabos
ópticos de comunicação, onde serão cobrados
serviços para os órgãos, aluguel pelo uso da faixa
por um determinado tempo. Poderá haver parcerias com empresas que
utilizam as faixas com polidutos gasosos ou petrolíferos. Poderão
permutar o uso de adutoras e redes de esgotos pelas despesas dos acampamentos.
As publicidades através de out doors poderão ser cobradas
e até mesmo transformadas em Campanhas de Segurança nas Estradas
ao longo das vias. Redes de Energia elétrica, acessos diversos,
trevos e outros terão que ser tratados sob um novo prisma, prisma
este voltado à valorização das FAIXAS DE DOMÍNIO
em benefício das usuários. Nada de exageros ou abusos por
parte dos órgãos responsáveis, mas sim uma nova gestão
para um grande tema.
Assim, a ABDER
vê a questão das ocupações irregulares das faixas
de domínios de forma urgente e quer debater o assunto através
de grupos de trabalho para em seguida avançar rapidamente e informar
aos Departamentos de Estradas de Rodagens os resultados que visem o controle
total destas faixas.
Vamos entrar
no ano 2000 com novas idéias, com criatividade e acima de tudo com
espírito público na gestão deste que é talvez
um dos maiores patrimônios públicos da sociedade brasileira,
as FAIXAS DE DOMÍNIO DAS RODOVIAS.
ENGº.
Riumar dos Santos
Diretor de Apoio da ABDER
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A
sonegação de impostos na venda de combustíveis é
um dos maiores argumentos para a adoção do imposto seletivo
único. Um tributo exclusivo para combustíveis cobrado na
hora da importação ou da venda pela refinaria, que pode substituir
todos os impostos que incidem atualmente sobre a gasolina e o óleo
diesel.
Segundo estimativas,
o prejuízo do governo com a sonegação de combustíveis
chega a um bilhões de reais por ano. O setor gera negócios
de até cinqüenta bilhões de reais anualmente. O potencial
tributário é de vinte bilhões de reais.
A incidência
de impostos sociais como PIS e Confins sobre combustíveis tem sido
largamente questionada. A sonegação é estimulada pela
não incidência do ICMS nas operações interestaduais.
E ainda existe a indústria de liminares, permitindo que empresas
revendedoras comprem combustíveis sem pagar ICMS, PIS e Cofins,
com a promessa de que o imposto ser recolhido na hora da venda, o que nunca
acontece.
Toda esta discussão
tem sido levada ao Congresso Nacional. A Comissão Especial da Reforma
Tributária está analisando a adoção do imposto
seletivo como forma de diminuir os problemas do setor.
Impresso
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AGOSTO
* 24 A 27 de AGO. - IV ENCONTRO NACIONAL DE CONSERVAÇÃO
RODOVIÁRIA. - DERT/CE
com apoio da ABDER. Centro de Convenções de Fortaleza. Fone:
0XX 85 231-1908 ou 488-5338 ou E-mail: dert.super@secrel.com.br
SETEMBRO
* 15 a 17 de SET. - III REUNIÃO DE USUÁRIOS DE SISTEMAS
DE GERÊNCIA DE PAVIMENTOS.
DERGO com apoio da ABDER. Caldas Novas/GO. Fone: 0XX 62 833-8427 ou 833-8428.
OUTUBRO
* 06 a 08 de OUT. - 1º CONGRESSO BRASILEIRO DE CONCESSÕES
DE RODOVIAS - CBCR 99 e EXPOVIAS 99. - ABCR
- Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias.
Local: Hotel Deville - Guarulhos/SP. Fone/Fax: 0XX 19 254-7602
* 18 a 21 de OUT. - II PROVIAL DE LAS AMERICAS Y EXPOVIAL' 99. - Temas: Conservação, Segurança e Institucionalidade Viária, Transporte Urbano, Participação do Setor Privado; Transporte Inteligente e Sistemas de Integração no Continente Americano. Asociación Peruana de Caminos. Swissôtel - Lima/Peru. Fone: (0051-1) 445-7515, 447- 7402 ou 446-1377. E-mail: caminos@chavin.rcp.net.pe
* 20 a 22 de OUT. - 3º SIMPÓSIO BRASILEIRO DE GEOSSINTÉTICOS e 1º SIMPÓSIO SUL-AMERICANO DE GEOSSINTÉTICOS. - ABMS e IGS Brasil - Associação Brasileira de Geossintéticos. Rio Othon Palace - RJ. Fone: 0XX 21 507-0321 ou 509-6177 ramal 102. E-mail: abmsrj@domain.com.br
* 25 a 28 de OUT. - A VARIÁVEL AMBIENTAL EM OBRAS RODOVIÁRIAS. - Organização: FUPEF/UFPR e DER/PR. Hotel Bourbon - Foz do Iguaçú/PR. FUPEF - Fone: 0XX 41 352-2443. E-mail: fupef@floresta.ufpr.br
* 27 a 30 de OUT. - 4º CONGRESSO BRASILEIRO DE ACIDENTES E MEDICINA DE TRÁFEGO. - ABRAMET - Associação Brasileira de Acidentes e Medicina de Tráfego. Hotel Sheraton - RJ. Fone: 0XX 11 539-3700.
NOVEMBRO
* 04 e 05 de NOV. - IV ENCONTRO DE INFORMÁTICA DOS DER's.
- DERBA
com apoio da ABDER. Salvador - BA. Fones: 0XX 71 370-2121 ou 370-2190.
* 08 a 12 de NOV. - 6th WORLD CONGRESS ON INTELLIGENT TRANSPORTATION SYSTEMS. - ITS America. Metro Toronto Convention Centre (MTCC). Toronto. ITS. Canadá, Fone: +(416) 588-5051 E-mail: info@itsworldcongress.org
* 08 a 12 de NOV. - XII CONGRESSO DE PESQUISA E ENSINO EM TRANSPORTES. - ANPET - Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes. Campus da USP-SP. Fones: 0XX 21 560-4697 ou 560-8832 ramal: 433. Email: anpet@pet.coppe.ufrj.br
* 08 a 13 de NOV. - 5º CONGRESSO BRASILEIRO DE CIMENTO. - ABCP - Associação Brasileira DE Cimento Portland. São Paulo. Fone: (0XX 11) 3760-5404/5405. E-mail: congresso@abcp.org.br
* 28 de NOV. a 03 de DEZ. -3º SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE AVALIAÇÃO DE PAVIMENTOS E PROJETOS DE REFORÇO. - ABPv - Associação Brasileira de Pavimentação. Belém/PA. Fone: 0XX 21 233-2020. E-mail: abpv@alternex.com.br
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