J O R N A L    ABDER - JAN/FEV  2003


    Índice


    ABDER realiza AGO e REDORE
    Senado e Câmara regulamentam o uso dos recursos da Cide
    Tributo incide sobre combustível
    MP 75 é rejeitada pela Câmara e derruba recurso contra multa de trânsito
    Tramitação
    REDORE - ABDER realiza AGO e REDORE em Pernambuco
    31ª  REDORE
    No Congresso Nacional - CPI do Roubo de Carga
    BR 232: a principal rodovia de Pernambuco
    Abder alerta sobre Transferência de Domínio
    DER/DF: Ponte JK é inaugurada em Brasília
    O que vai pelos DERs
    DER-SP - DER assina contratos com empresas para recuperação de rodovias
    DER/SP - Inaugurou nova pista da Rodovia dos Imigrantes
    AGETOP-GO - AGETOP conclui primeiras restaurações de rodovias


    ABDER realiza AGO e REDORE

              Realizou-se nos dias 28, 29 e 30 de novembro em Recife-PE a 2ª AGO - Assembléia Geral Ordinária 2002 da ABDER e a 31ª REDORE- Reunião dos Dirigentes de Órgãos Rodoviários Estaduais.

              Na foto ao lado, da direita para a esquerda, temos a presença dos engenheiros: Riumar dos Santos, Carlos Rosemberg, Vânia Torquato, Teógenes Leitão, Brasil Américo, Itamar Flamia, Júlio Rangel, Moacir Marafon e Jorge Hélio e Esposa.















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    Senado e Câmara regulamentam o uso dos recursos da Cide

              
    Após ter sido aprovada pelo Plenário da Câmara no último dia 11 de dezembro na forma de uma emenda substitutiva ao PL 6770/92, da Comissão de Transportes, prevendo 75% de recursos para o setor, o Plenário do Senado aprovou a Cide no último dia 19/12 regulamentando o uso dos recursos arrecadados com a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). O tributo incide sobre a importação e a comercialização de petróleo, gás natural e álcool etílico combustível. Foram registrados 35 votos a favor, 16 contra e duas abstenções. A proposta vai à sanção presidencial.
              De acordo com a Constituição, a Cide deve ser utilizada para financiar programas de infra-estrutura de transportes e de projetos ambientais relacionados com a indústria do petróleo e do gás, e para subsidiar preços ou transporte de álcool combustível, gás natural, petróleo e derivados.
              O texto aprovado aumentou em 72% o limite de cobrança da Cide sobre os combustíveis e determinou que os recursos arrecadados devem ser aplicados no Fundo Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (FNIT), criado em dezembro do ano passado. Com a aprovação da matéria, a previsão é de que a área de transportes deverá receber no mínimo 75% do total arrecadado com a Cide.
               Foram apresentadas três emendas visando aperfeiçoar o projeto e evitar que sua aprovação resultasse em aumento nos preços dos combustíveis. O senador Osmar Dias (PDT-PR) alertou que a alíquota incidente sobre o preço da gasolina estava sendo majorada em 107%, enquanto a incidente sobre o óleo diesel estava aumentando em 214%.
              O projeto tinha sido aprovado na Câmara na forma de uma emenda substitutiva do PT que elevou o teto das alíquotas para viabilizar a possibilidade de uso da Contribuição no controle do preço dos combustíveis. No caso da gasolina, por exemplo, passou de R$ 0,50 para R$ 0,80 por litro de gasolina, representando um aumento de arrecadação de R$ 7 bilhões, considerado o volume de consumo atual.


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    Tributo incide sobre combustível
              A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) foi instituída em 2001 pela Lei nº 10.336, em substituição à Parcela do Preço Específica (PPE), com o objetivo de aplicar recursos em infra-estrutura de transportes, ações de proteção ao meio ambiente e subsídios para o transporte ou preço de combustíveis. Ela incide sobre a venda e importação de combustíveis, inclusive gás. Até novembro deste ano, a Receita Federal havia obtido R$ 6,7 bilhões com o tributo.
    Para o próximo ano está previsto a arrecadação de R$ 10,8 bilhões, segundo o substitutivo à proposta do Orçamento. A previsão é que a Cide ocupe a sétima colocação em arrecadação, em 2003, entre os tributos administrados pela Receita Federal.


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    MP 75 é rejeitada pela Câmara e derruba recurso contra multa de trânsito

              
    A Câmara dos Deputados rejeitou no último dia 19 de dezembro a MP 75, editada em 25 de outubro com a intenção da facilitar os recursos quanto a multa de trânsito.
              A partir da edição da MP 75/2002, os motoristas brasileiros passaram a ter mais facilidades para contestar multas de trânsito, uma vez que o texto da MP determina alterações no Código de Trânsito, estabelecendo que os recursos referentes a multas recebidos pelos Departamentos deverão ser encaminhados num prazo máximo de 10 dias, contados a partir da data que o infrator entrou com o pedido, para as Juntas Administrativas de Recursos de Infração (JARI's) que terão prazo máximo de 30 dias para o julgamento.
              No entanto, por acordo das lideranças, foi rejeitada no dia 19 de dezembro MP 75/02 que trata de vários assuntos, dentre os quais várias alterações na legislação tributária referentes ao Simples, Refis e ao PIS/Pasep, além, de estabelecer prazos para recursos contra multa de trânsitos.
              De acordo com o relator da medida, há itens importantes a serem resolvidos. "Fomos informados pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura dos Transportes que o País terá um prejuízo de mais de R$ 300 milhões se o prazo de 60 dias para prescrição das multas for mantido. Também os valores de teto para a microempresa estão muito defasados. Temos 3,7 milhões de microempresas inativas no País, que não apresentam declaração anual de Imposto de Renda. Precisamos encontrar uma solução para o problema", afirmou, lembrando que ela poderá ser reeditada no ano que vem para uma discussão mais profunda.




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    Tramitação
              Com a rejeição da matéria, o Congresso terá de elaborar um decreto legislativo, num prazo de 60 dias, para disciplinar as relações jurídicas constituídas pela MP. Se o decreto não for editado no prazo previsto, os atos praticados durante a vigência da Medida permanecerão regidos pelas regras da mesma MP.
    O prazo não conta durante o período de recesso parlamentar


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    REDORE
    ABDER realiza AGO e REDORE em Pernambuco

              
    Durante a AGO foram discutidos assuntos relativos a atual situação da ABDER e as mudanças que ocorrerão no exercício de 2003, devido a troca dos governos estaduais.
              Também foram feitas apresentações do programa de atividades e o orçamento para 2003, que foram aprovados por unanimidade. Ficou decidido ainda que em março de 2003, será realizada em Brasília, na sede da ABDER, uma reunião com os novos dirigentes dos órgãos rodoviários estaduais, para se conhecerem e tomarem ciência dos assuntos que afetam o rodoviarismo nacional. Durante esta reunião, pretende-se trazer técnicos dos órgãos financiadores nacionais e estrangeiros para que apresentem as possibilidades de obtenção de empréstimos e a quantidade de recursos disponíveis para financiamento a serem aplicados na conservação, recuperação e duplicação de rodovias e também as concessões de rodovias.
              Foi discutido, também, a atuação dos diversos órgãos rodoviários estaduais junto as suas bancadas no Congresso Nacional, visando a tramitação dos projetos de interesse do setor rodoviário.


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    31ª  REDORE

              Durante a 31a REDORE foi abordado o tema relativo a informatização do DER/PE, e seus resultados no gerenciamento de suas atividades.
              Outro assunto tratado foi o bom resultado obtido com a utilização de pavimento concreto de Cimento Portland em rodovias e vias de grande tráfego no estado de Pernambuco.
    Aniversário da Abder
              Durante a 31ª REDORE comemoraram-se os 25 anos de existência da ABDER, distribuindo-se como lembrança, placa alusiva à data.
              Os participantes da REDORE, visitaram as obras de duplicação da rodovia Recife/Caruaru, conhecendo a tecnologia empregada na pavimentação com concreto de Cimento Portland.









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    No Congresso Nacional
    CPI do Roubo de Cargas

              
    A Comissão Mista Parlamentar de Inquérito do Roubo de Cargas aprovou no dia 12 de dezembro, por unanimidade, o relatório do deputado Oscar Andrade (PL-RO), no qual reitera que o roubo de cargas no país está ameaçando a segurança e a própria economia do país.
             Durante os quase três anos de intenso trabalho da CPI, foram tomados cerca de 200 depoimentos e promovidas audiências públicas em 12 cidades, além de diligências em vários estados da federação.
              O parecer pede o indiciamento de 156 pessoas e recomendou ao MP que investigue 12 empresas para que possa apurar quem é responsável pelo envolvimento nas atividades ilícitas constatadas pela comissão.
              O relator afirmou que foram registradas seis mil ocorrências em 2001, com valores que chegam a R$ 700 milhões e afirma ainda em seu texto que as entidades do setor estimam que o número tenha ultrapassado as nove mil ocorrências. Em decorrência, afirmou, o preço dos seguros aumentou, em média, 40% e, das 130 seguradoras brasileiras, apenas 10 fazem esse tipo de operações, impondo condições consideradas difíceis de serem atendidas. Ele registra que 200 empresas já fecharam nos últimos dois anos. Ampliando sua análise, Andrade explica que, como 80% do transporte de cargas no Brasil é feito por rodovias, a explosão dos roubos e suas conseqüências aumentam os fretes, pressionando a inflação.
              Entre as principais sugestões apresentadas para a infra-estrutura de combate ao crime, o relatório apresenta a de que a Polícia Federal possa interferir na apuração desse tipo de ilícito, já que esse combate esbarra nos limites de competência das polícias estaduais. O reaparelhamento, aperfeiçoamento e criação de sistema de informações nacionais, a identificação de mercadorias por unidades, como ocorre com carros e celulares e o agravamento de penas dos crimes de receptação são algumas das propostas apresentadas.
              Deputados e Senadores também juntaram ao relatório projetos de leis que aperfeiçoam o sistema atual e seus instrumentos, também selecionaram as proposições em tramitação na Câmara e no Senado que atendem às mudanças consideradas necessárias para minimizar a atual situação de roubo de cargas. De acordo com Andrade, se pelo menos metade das sugestões forem aceitas e efetivadas, "a situação se tornará suportável, não o absurdo que encontramos hoje".


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    BR 232: a principal rodovia de Pernambuco

              Principal rodovia de Pernam-buco, a BR-232 tem 550 quilômetros, cortando 24 municípios desde o Recife até Araripina, no sertão.
              Depois de mais de 50 anos do início da sua pavimentação, a estrada é objeto de uma obra que impulsionará o desenvolvimento do Estado em todos os segmentos econômicos, dos serviços à indústria, com reflexos sociais na geração de empregos e melhoria da qualidade vida.
              Estudos técnicos demonstram a saturação do tráfego, chegando em alguns trechos a um volume diário de 13.684 veículos, e baixos níveis de serviço, considerando-se os freqüentes congestionamentos, ultrapassagem difícil, desconforto, elevado número de acidentes, baixa velocidade de percurso e custo operacional elevado.
              A duplicação no trecho Recife-Caruaru, e posteriormente até São Caetano, além da restauração da pista atual, solucionarão os problemas atuais e ampliarão o potencial da BR-232, abrindo novas perspectivas de crescimento de Pernambuco.


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    Abder alerta sobre Transferência de Domínio

              No dia 12 de dezembro, o governo baixou a Medida Provisória nº 82/2002 dispondo sobre a transferência da União para os Estados e o Distrito Federal de parte da malha rodoviária sob jurisdição federal. Em seguida, no dia 18 de dezembro, o Ministro dos Transportes baixou a portaria na qual declara os trechos passíveis de transferência de domínio para cada estado e para o Distrito Federal, da malha rodoviária federal, nos termos da MP 82.
              A ABDER alerta que o prazo estabelecido para a opção constante da MP 82 é de 45 dias contados a partir da publicação da mesma, ou seja 13/12/2002, quando foi editada no Diário Oficial da União.
              Alerta-se também para os termos do artigo 4º da MP 82, que determina que as despesas com a manutenção, recuperação, conservação, melhoramento e pavimentação das rodovias transferidas passam a ser responsabilidade exclusiva das respectivas unidades da federação a partir do recebimento. Também é necessário observar o disposto no artigo 5º da MP 82, cuja redação diz que "fica vedado o ressarcimento de recursos correspondentes e gastos eventualmente realizados pelos estados e Distrito Federal, que não encontrem amparo em convênio firmado com a União, no qual estejam especificados planos de trabalho e de aplicação de recursos.


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    DER/DF: Ponte JK é inaugurada em Brasília

              No último dia 15 de dezembro, o Governo do Distrito Federal inaugurou uma obra prima da Engenharia Rodoviária, a ponte JK , com 1.220 metros de extensão, ligando áreas populosas do Distrito Federal ao seu centro político, administrativo.
              A funcionalidade da obra foi posta à prova com o tráfego de cerca de 20 mil veículos por dia nos dois sentidos da pista - segundo estimativa do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran/DF). A velocidade permitida nos acessos à ponte e sobre ela é de 70 km/h.
              Resultado de quase dois anos e meio de trabalho, a Ponte JK tem capacidade de suportar um tráfego de 2,7 mil carros por hora ou até 30 mil veículos por dia. A quantidade de aço usada para construí-la foi duas vezes maior que a utilizada na Torre Eiffel, em Paris. O volume de concreto submerso no Lago Paranoá seria suficiente para construir três superquadras de Brasília com dois mil apartamentos. Se as estacas utilizadas para sustentar a ponte fossem enfileiradas, chegariam a 13,7 quilômetros.
              A estrutura auxiliar montada para construir a ponte JK daria para fazer uma outra ponte de 480 metros. O engenheiro Hélcio Magela Ferreira, responsável pela obra, usa esse dado para mostrar o quanto foi difícil tirar o projeto do papel e transformá-lo em realidade. O traçado arquitetônico da ponte com arcos sobre a pista e blocos de sustentação submersos na água, exigiu dos profissionais a construção de estruturas extras de sustentação.
               Só para a colocação dos tabuleiros (blocos de 2,4 mil toneladas que formaram o chão da ponte), foram construídos dentro do lago Paranoá nove apoios secundários para permitir que os blocos deslizassem até seu local definitivo. A colocação dos arcos também exigiu estruturas auxiliares. Esses apoios foram descartados, à medida que as etapas da ponte eram concluídas. ''Muita coisa foi feita só para ajudar na construção, mas depois tudo foi retirado'', diz o engenheiro.


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    O que vai pelos DERs
    DER - SC  -  DER de Santa Catarina lança Manual Técnico de Conservação de Estradas Rurais

             
     Os Engenheiros Fernando Luiz R.Gonçalves e Dálcio Picler Baesso elaboraram, para o DER/SC, um Manual Técnico de Conservação de Estradas Rurais que após ter seu registro no CONFEA será publicado em Português e Espanhol, sob os auspícios do Programa de Microbacias II, com apoio do BIRD e da Secretaria de Agricultura do Estado de Santa Catarina. A publicação deve ocorrer no início do próximo ano.
              Esse trabalho foi desenvolvido ao longo de três anos, após ampla pesquisa bibliográfica sendo apresentado recentemente no V Encontro de Unidades Ambientais do Setor Transportes, realizado em novembro na Guatemala.


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    DER-SP
    DER assina contratos com empresas para recuperação de rodovias

              Os primeiros nove contratos do Programa de Recuperação de Rodovias do Estado de São Paulo foram assinados no último dia 3 de dezembro, entre o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e as empresas vencedoras da licitação internacional. Os serviços começaram no dia 17 de outubro, em 325 quilômetros de extensão, onde serão aplicados, aproximadamente, R$ 145 milhões. Os outros 11 contratos, que incluem as rodovias dessa região, deverão ser assinados nos próximos dias.
               "Um dos principais fatores levados em conta no Programa de Recuperação de Rodovias é a segurança dos usuários. Não se trata apenas de um simples recapeamento, mas sim de algo muito mais abrangente", afirma o superintendente do DER, Engº Pedro Ricardo Blassioli. Por isso, o BID exige que se dê tratamento diferenciado nos itens de segurança de tráfego (sinalização horizontal e vertical, obras de arte especiais, muros de proteção entre outros), Meio Ambiente (passivo ambiental: tratamento de taludes, encaminhamento das águas, impactos na região, cercas para evitar invasões etc.).
              Também estão previstos, construir ou restaurar acostamentos e obras de arte especiais (pontes, viadutos e passarelas); adaptar rotatórias; implantar terceiras faixas em trechos de aclives, ciclovias e calçadas, onde a via cruzar área urbana. Outro benefício que o Programa irá conceder é a intervenção nos terminais de ônibus com a finalidade de facilitar a circulação de todos os usuários, incluindo os deficientes físicos.
              O Programa desenvolve-se prioritariamente dentro da faixa de domínio, e as estradas foram objeto de estudos ambientais detalhados, encaminhados à Secretaria do Meio Ambiente, que emitiu o Certificado de Dispensa de Licença Ambiental. Além disso, os projetos de recuperação melhorarão as condições ambientais na área de influência das estradas componentes do Programa.
              Nas duas etapas serão recuperados 1.370 quilômetros de rodovias. Na primeira fase, há previsão de investimentos na realização das obras de, aproximadamente, R$ 410 milhões; e, na segunda fase do Programa, existe somente previsão de investimento nos projetos executivos, que é de R$ 7 milhões. O valor do empréstimo, para as duas fases, é de US$ 120 milhões, vindos do BID, e a contrapartida do Governo de igual valor, totalizando, US$ 240 milhões.


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    DER/SP Inaugurou nova pista da Rodovia dos Imigrantes

              A segunda pista da Rodovia dos Imigrantes foi inaugurada no último dia 17 de dezembro pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). A construção da estrada durou quatro anos e três meses e consumiu cerca de R$ 800 milhões. A pista terá 21 quilômetros de extensão, nove viadutos e três túneis. Um deles, com 3.146 metros, é o maior do Brasil.
              Para o governador Geraldo Alckmin, a obra é o início de um novo ciclo que demandará muito trabalho e novos serviços, estimulando o emprego, o Porto e a construção civil na Região Metropolitana da Baixada Santista, que envolve nove municípios: Santos, Praia Grande, Cubatão, Guarujá, Mongaguá, Itanhaém, São Vicente, Bertioga, Peruíbe. Para se ter uma idéia da dimensão da obra, a quantidade de concreto ali usada (420 mil metros cúbicos) seria suficiente para erguer nove estádios como o do Morumbi. E as 26 mil toneladas de aço gastas na estrutura dariam para construir quatro torres Eiffel. A nova pista da Imigrantes será aberta ao tráfego apenas na quarta, dia 18/12. Segundo a Ecovias, a princípio a segunda pista será usada apenas no sentido litoral. A velocidade máxima será de 80 km/h, controlada por radares eletrônicos. No dia da entrega da pista aos motoristas, na quarta-feira, o pedágio será reajustado e passa a R$ 9,60.


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    AGETOP-GO
    AGETOP conclui primeiras restaurações de rodovias

              A Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) concluiu em outubro três restaurações de rodovias dentro do primeiro grupo de obras do Programa de Melhoramento e Gerenciamento da Malha Rodoviária de Goiás (Pró-Melhor), financiado pelo Banco Mundial (Bird). O segundo grupo de restaurações também já foi iniciado e até dezembro deve ser entregue mais um trecho. Trata-se da GO-320, que vai do entroncamento da GO-040 até a BR-153, passando por Goiatuba.
              Os trechos que foram finalizados até o final de outubro são: GO-080 (BR-153 /Goianéisa), GO-217 (BR-153 / Piracanjuba / GO-139) e GO-320 (Joviânia / Vicentinópolis / Edéia).
              O trabalho de restauração vem sendo feito na maioria dos casos com a reciclagem total ou parcial da base das rodovias. Segundo os engenheiros do Departamento de Obras Rodoviárias da Agetop, essa reciclagem consiste no aproveitamento do cascalho empregado na construção da base antiga, que ganha ainda um acréscimo de cimento. O objetivo é melhorar o suporte do cascalho, fortalecendo a base e impedindo seu desgaste rápido.
              O engenheiro Aureliano Ferreira Feitosa explica que há trechos nos quais a capa asfáltica antiga também é aproveitada e passa a integrar a base. Logo depois, a rodovia ganha capa asfáltica e sinalização novas, ficando com aspecto totalmente renovado. A sinalização das rodovias restaurados dentro do Pró-Melhor está sendo reforçada com tachas refletivas, auxiliando o motorista que dirige à noite.
              José Gonzaga de Souza, engenheiro-chefe do Departamento de Obras Rodoviárias, salienta que todos os trechos em restauração já ultrapassaram a vida útil, período entre 10 e 15 anos, e estavam em estado precário, por nunca terem sofrido interferências tão radicais. "Estamos deixando nossas rodovias totalmente novas", frisa Carlos Rosemberg, presidente da Agetop.
              Dois dos trechos mais antigos que estão com as obras de restauração em fase de conclusão são a GO-080 (BR-153 / Goianésia) e a GO-217 (BR-153 / Piracanjuba / GO-139). Essas duas estradas foram construídas há mais de 30 anos.
              Os grupos de obras I e II, executadas com recursos do Banco Mundial e com contrapartida do governo estadual, compreendem 925,87 quilômetros de restauração. As primeiras obras foram iniciadas em maio deste ano.
              A reabilitação dos trechos do primeiro grupo de obras está consumindo R$ 34.814.541,58. Já o custo das obras do segundo grupo é de R$ 57.370.448,07. Esse dinheiro faz parte de um montante de 130 milhões de dólares a serem investidos no Pró-Melhor. O Banco Mundial está investindo 65 milhões de dólares e o Governo Estadual com igual contrapartida.
              O Programa foi dividido em duas fases. Para a primeira fase, foi prevista inicialmente a reabilitação de 1.500 quilômetros de rodovias e a pavimentação de mais 300 quilômetros de novas estradas. "Contudo, fatores como a contratação de empresas por bons preços e a alta do dólar permitiram o aumento desses números para 2.000 quilômetros de reabilitação e 500 de novos trechos", revela João Skaf Filho, coordenador do Pró-Melhor.
              A fase I do Pró-Melhor ainda é composta de um terceiro grupo de obras, cujos trechos estão sendo definidos. As prioridades devem sair ainda este mês para que a Agetop inicie a licitação dos projetos de engenharia.


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