J O R N A L   ABDER - JUL/AGO 2001


Júlio Rodrigues quer ênfase para a Conservação Rodoviária

        O presidente da ABDER, Engº.Júlio Rodrigues (DER-PI) eleito na Assembléia Geral do último dia 10 de maio, promete dar continuidade ao trabalho de seu antecessor Engº. Paulinho Dalmaz (DER-PR), com ênfase para as questões que envolvem a conservação rodoviária.
          Ex-Diretor de Planejamento da ABDER, Júlio Rodrigues enfatizou que a nova diretoria irá trabalhar com determinação para cumprir as metas da entidade, traçadas para o biênio 2000/2001, principalmente no que tange a remodelação e reestruturação dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem-DERs.
O novo presidente destacou a grande colaboração que o Eng. Paulinho Dalmaz deu a ABDER como Presidente da entidade e o quanto ainda poderá colaborar agora como membro do Conselho Fiscal.
A implantação dos novos grupos de trabalho da ABDER, como Reforma Institucional dos DERs; Custos Rodoviários e Segurança Rodoviária e CTB, foram um amostra da determinação do presidente Júlio Rodrigues em dar continuidade ao trabalho dos grupos que são coordenados pela ABDER.
Segundo adiantou, sua principal atenção, neste momento, será para o VI Encontro Nacional de Conservação Rodoviária que será realizado em Brasília no final do mês de julho e no início de agosto de 2001, por entender que a conservação rodoviária é a menina dos olhos de todos aqueles que lidam com rodovias, principalmente na atual conjuntura em que a construção de novas rodovias tornou-se impraticável devido a ausência de recursos para o setor de Transportes.
Outra meta do Presidente Júlio Rodrigues é o fortalecimento dos Grupos Técnicos de Trabalho da ABDER, conforme já vinha sendo feito pelo ex-presidente. Isto ficou latente na primeira reunião do Conselho de Administração da ABDER, realizado no dia 31 de maio, na sede da entidade, em Brasília, que reuniu a coordenação dos grupos, inclusive dos novos que foram implantados em 2001.
"A ABDER também acompanhará as ações do Congresso Nacional, especialmente aquelas que visem a criação de um instrumento que garanta recursos para o setor de Transportes", salientou, frisando que a entidade também está acompanhando algumas iniciativas estaduais e municipais de criação de fundos rodoviários locais para a manutenção e conservação de rodovias estaduais e municipais.

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ABDER tem nova diretoria

No último dia 10 de maio, foi realizada, na sede da ABDER,
em Brasília, a Assembléia Geral Ordinária, cujo principal
objetivo foi a eleição da nova diretoria e do conselho fiscal
da ABDER para o biênio 2001/2003 que ficou assim constituída:


PRESIDENTE
DIRETOR GERAL - DER-PIAUÍ
ENGº JÚLIO RODRIGUES DE BRITO FILHO
DIRETOR DE PLANEJAMENTO
ASSESSOR DO DIRETOR GERAL - DER-MINAS GERAIS
ENGº ANTÔNIO ERDES BORTOLETTI
DIRETOR DE OPERAÇÕES
SUPERINTENDENTE - DERT-CEARÁ
ENGº LÚCIO DE CASTRO BOMFIM JÚNIOR
DIRETOR DE APOIO
DIRETOR GERAL DO DER-DISTRITO FEDERAL
ENGº BRASIL AMÉRICO LOULY CAMPOS
DIRETOR DE PROGRAMAS ESPECIAIS
DIRETOR DE PROGRAMAS ESPECIAIS
DER-SANTA CATARINA
ENGº SHU HAN LEE

SECRETÁRIO GERAL
AGETOP - GOIÁS
ENGº RIUMAR DOS SANTOS
SUPERINTENDENTE EXECUTIVO
ENGº JÚLIO XAVIER RANGEL
ENGENHEIRO DA ABDER
ENGº. PAULO SÉRGIO DA SILVA SOUZA
CONSELHO FISCAL
ENGº PAULINHO DALMAZ / DER-PR
ENGº PEDRO RICARDO F. BLASSIOLI / DER-SP
ENGº JORGE HÉLIO LEAL / DER-ES
SUPLENTES DO CONSELHO FISCAL
ENGº ATAÍDE DE OLIVEIRA / DERTINS
ENGº CARLOS ROBERTO DA CUNHA / DER-BA
SECRETÁRIAS
PAULA CRISTIANE ALVES
JULIANI LIBERATO CONCONI



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Encontro Nacional de Conservação Rodoviária

          Com o tema central "Soluções a Caminho" o VI Encontro Nacional de Conservação rodoviária será realizado em Brasília, no período de 31 de julho a 03 de agosto de 2001 e discutirá os seguintes temas:
Aspectos Administrativos da Conservação Rodoviária:
          Fontes de recursos - Modelos de Gestão - Concessões - Licenciamento Ambiental - Faixa de Domínio - Policiamento Rodoviário - Compensação de Multas entre Estados.
Tecnologia Rodoviária:
          Pavimentação - Sinalização - Drenagem - Estabilização de Taludes - Meio Ambiente - Produtos e Serviços Especializados.
Operação Viária:
          Controle de Velocidade - Rodovias Inteligentes - Gerenciamento de Tráfego - Segurança/Programas de Redução de Acidentes - Controle de Peso de Veículos.
Estudo de Casos:
Obras ou Projetos relevantes pela magnitude, inovação tecnológica ou singularidade.

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Grupos técnicos expõem trabalhos na ABDER

 No dia 31 de maio foi realizada a primeira reunião do novo Conselho de Administração da ABDER, à qual, compareceram membros da diretoria da ABDER e Coordenadores e membros de Grupos Técnicos de Trabalhos, os quais expuseram à nova diretoria a situação de cada Grupo e as ações em andamento ou a serem tomadas por cada um.
          Por sugestão do Presidente da ABDER, Engº Júlio Rodrigues foram definidos diretores responsáveis para acompanhamento dos Grupos conforme seu andamento. Confira os nomes no quadro abaixo.

Grupos Procuradores Jurídicos e de Troca de Multas:
Engº Antonio Erdes Bortoletti

Grupo de Informática:
Engº Brasil Américo

Grupos de Faixa de Domínio e de Custos Rodoviários:
Engº Lúcio Bonfim
Grupo de Gerência de Pavimentos:
Engº Shu Han Lee

Grupo de Reforma Insti-ptucional dos DERs:
Engº Júlio Rodrigues

Grupo de Segurança Rodoviária:
Engº Riumar dos Santos




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ABDER implanta três novos Grupos de Trabalho


          
Três novos grupos de trabalho já estão em plena atividade na ABDER: Reforma Institucional dos DERs, coordenado pelos Engenheiros Paulo Henrique Oliveira (DERBA-BA) e Renato Pinheiro Nunes (DERT-CE); Custos Rodoviários, Coordenado pelos Engenheiros Francisco Erivan Martins Parente (DERT-CE) e Viktor Baras (DER-PR) e Segurança Rodoviária e CTB, coordenado pelo Engenheiro Pascoal Sobrinho (DER-SP).
          Durante o mês de maio foram realizadas reuniões para a implantação e a adoção do cronograma de trabalho destes grupos.
          O Grupo Segurança Rodoviária e CTB reuniu-se no dia 22 de maio, com a presença de 15 membros, com o objetivo de determinar as primeiras ações de trabalho. Ficou definido que o Grupo intensificará suas ações nos pontos mais críticos do item segurança rodoviária, notadamente a criação de um banco de dados de acidentes, a classificação dos pontos críticos e a criação de um sistema eletrônico de divulgação dos boletins de ocorrência.
Foi apresentado pelo Coordena- dor do grupo o "Plano de Ação para Segurança Rodoviária em São Paulo", para servir de base para definição de um plano nacional, cujo conteúdo será passado via e-mail aos DERs que se fizeram presentes à reunião.
           No dia 11 de junho foi a vez do Grupo de Estudos de Custos Rodoviários que, na verdade, foi reativado. O grupo vem buscando produzir uma metodologia para se chegar a uma planilha básica de custos e para tanto já definiu a realização de reuniões plenárias com intervalo de mais ou menos 60 dias, ficando o estabelecimento da data a cargo da ABDER.

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ABDER está criando E-Grupos para discussões via internet


          Reconhecendo a importância da Internet para a discussão e a troca de idéias entre membros de Grupos de Trabalhos da ABDER, estão sendo criados E-Grupos para discussão via Internet dos assuntos relacionados a cada Grupo de Trabalho da entidade.
          Inicialmente foram implantados os E-Grupo de Segurança Rodoviária que será coordenado pela ABDER através do E-mail segrod@abder.org.br e de Estudos de Custos Rodoviárias através do E-mail custosrod@abder.org.br. Com este serviço, cada vez que um membro filiado do grupo enviar material para o E-mail do E-Grupo, o mesmo ficará disponibili-zado para todos.
          A medida estará sendo implantada em breve para todos os grupos de Trabalho da ABDER e para participar das discussões e se cadastrar no respectivo grupo o membro deve se inscrever com Paulo Sérgio pelo E-mail: abder@abder.org.br.

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PROCURADORES JURIDICOS:


         O Advogado Antônio Carlos Cabral Queiroz, do DER-PR, Coordenador do grupo fez a explanação explicando a importância das reuniões ocorridas nos últimos meses e confirmou, juntamente com o Presidente da ABDER, a próxima reunião a ser realizada no DER-PI, com o tema básico sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Este grupo realizou até então oito encontros, nos quais foram discutidos diversos assuntos de interesse da área jurídica, dando prioridade às matérias atuais e polêmicas que atingem diretamente os DERs, como o Código de Trânsito Brasileiro, Lei de Responsabilidade Fiscal, dentre outros.
         Segundo Antônio Queiroz, a maior dificuldade para a efetivação desses encontros diz respeito ao modo como eles são elaborados, expondo que não são os procuradores que entre si levantam e discutem os problemas comuns e sim que das matérias arroladas são convidados especialistas nestas áreas e que discorrem sobre as mesmas, e posteriormente abre-se discussão entre participantes.
        "Como em cada encontro são levantados mais de um assunto, onera o Estado patrocinador com as despesas desses convidados palestrantes, bem como dificulta devido a complexidade das mesmas para melhor utilização pelos DERs", disse Antônio Queiroz, sugerindo o agendamento para a próxima reunião de um assunto especifico e de interesse comum de todos os DERs, podendo ser convidado um especialista para discutir e analisar e ajudar o grupo a dirimir dúvidas e padronizar um entendimento comum a todas as autarquias rodoviárias.

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INFORMÁTICA DOS DERs:


          O Analista Jorge Rêgo da Silva (DER-DF) Coordenador do Grupo, fez uma explanação das atividades do Grupo de Informática, detalhando as atividades realizadas nas sete últimas reuniões já ocorridas e nas quais foram tratados assuntos referentes ao processo de informatização dos DERs.
          Dentre as mais recentes propostas em discussão no Grupo, destaca-se as discutidas nos VI e VII Encontro, realizados em Minas Gerais, em 2000 e no Espírito Santo, em 2001. notadamente a adoção de softwares alternativos, modularização da implementação de Rede, Hardware e Software, visitas técnicas aos DERs, novas tecnologias da informação, auditoria de segurança e a realização de uma mesa redonda sobre GEOPROCESSAMENTO, para discutir equalização de conhecimentos, soluções de mercado, custo e viabilidade prática do sistema, dentre outros.
          Jorge afirmou que a meta do grupo é lutar para solidificar cada vez mais a informatização responsável dos DERs que, com árduo trabalho, produz frutos.
          Para ele, tais frutos têm um diferencial que é a co-responsabilidade, participação e engajamento de todos, especialmente na ajuda para a implantação e o desenvolvimento do trabalhos dos outros grupos que sempre precisarão do Grupo de informática para trabalharem harmoniosamente.

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FAIXA DE DOMÍNIO:

          Na ausência do seu Coordenador Engº Daniel Melo, o Grupo foi representado pelo Advogado Antônio Carlos Queiroz (DER-PR), que participa ativamente do mesmo, informando que o grupo tem dado grandes resultados para os DERs, pelo fato de que já arrecadaram recursos provenientes do uso das Faixas de Domínio, notadamente da propaganda nestes locais. Ele informou que na próxima reunião, a ser realizada em Fortaleza-CE, será apresentado o modelo de contrato para Ocupação das Faixas de Domínio.
          Ainda durante a explanação do Grupo Faixa de Domínio, o Engº Lúcio Bonfim do DERT-CE, falou sobre a reunião ocorrida em Recife-PE sobre Faixas de Domínio na Região Nordeste, relatando sobre a situação de cada Estado Nordestino quanto a cobrança de uso de Faixa de Domínio, inclusive, através de uma tabela que promove desconto de acordo com a extensão da malha utilizada.

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TROCA DE MULTAS:


          Nascido dentro do Grupo de Informática, o Grupo Troca de Multas, coordenado pela Administradora Ana Paula (DER-MG) vem buscando, em conjunto com o Grupo de Informática, soluções para o tema Troca de Multas, sendo que muitas idéias estão sendo apontadas como soluções gradativas tendo em vista as particularidades de cada DER e também dos demais órgãos rodoviários federais ou municipais.

          Ana Paula informou os benefícios que foram obtidos com as reuniões do Grupo, notadamente da última ocorrida em março deste ano no Rio de Janeiro, destacando a importância da integração entre DER/DETRAN/MUNICÍPIOS e o DENATRAN para o funcionamento do sistema de troca de multas que já foi implantado e está sendo efetuado entre os DERS do Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

          Dentre as propostas que o grupo vem apresentando destacam-se as dificuldades operacionais e entendimento da funcionalidade do sistema, a realização de reuniões de demonstração on-line, para saneamento de dúvidas básicas, a integração de multas eletrônicas, a troca e doação de sistemas para adoção do SIM pelo Estado em dificuldades, a solução do DENATRAN sobre o tema foi recentemente disciplinado pela portaria nº 28 de 30/05/01 e publicada no DOU de 1/06/01

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GERÊNCIA DE PAVIMENTOS:


          Em conseqüência do pedido de demissão ao DER de Santa Catarina, do Coordenador do Grupo Engº Antônio Marcon, a diretoria encarregou o Engº Shu Han Lee (DER-SC), Diretor de Programas Especiais da ABDER, para definir um novo representante do DER-SC para coordenar o Grupo Gerência de Pavimentos.

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Alternativas de recursos para as rodovias

          Embora se volte a falar no Congresso Nacional no retorno do Fundo Rodoviário Nacional que garanta recursos para a manutenção e a conservação das rodovias federais, alguns estados da federação já vem buscando alternativas que garantam recursos para a conservação das rodovias estaduais e municipais. Um amplo estudo e levantamento foi feito pelo economista Antônio Carlos Firmino, técnico do GEIPOT, tendo sido Secretário - Executivo do Fórum de Secretários Estaduais de Transporte e assessor técnico da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, o qual publicamos algumas partes a seguir.
          Ao contrário da União, alguns estados e municípios já começam a caminhar, efetivamente, no sentido de restabelecer um modelo de financiamento mais adequado para os seus sistemas viários, com recursos vinculados a obras ou serviços para infra-estrutura rodoviária. Estão sendo instituídos, inclusive, em alguns casos, gravames seletivos, incidentes sobre os combustíveis e lubrificantes automotivos. Os processos são ainda embrionários, mas promissores, na medida em que se nota o crescente aumento do interesse de outras unidades da Federação em seguir os mesmos passos.
          Destes modelos, o do Estado do Paraná destaca-se ao criar um tributo seletivo sobre combustíveis, destinado a um fundo exclusivo para conservação. Os Estados de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso instituíram formas semelhantes, com a vantagem de ter uma alternativa de fonte facultativa de contribuições dos usuários agropecuários; contudo, permitem, porém destinar recursos para obras de novas rodovias. O modelo mineiro também permite o financiamento de expansões do sistema e não cria fontes seletivas de recursos para as rodovias. O fundo goiano destina recursos exclusivamente à conservação e a melhoramentos da malha rodoviária; inclui em suas dotações orçamentárias o Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores - IPVA. O fundo de conservação rodoviária do município de Santo Antônio da Patrulha (RS) teve, na verdade, o mérito de ser pioneiro.
          Ressalta-se ainda que todos os Fundos criados pelas unidades da Federação têm como elementos principais de gestão e controle Conselhos de Gestão. Estes Conselhos, em maior ou menor grau, têm entidades não governamentais em sua composição, conferindo, aos representantes das comunidades regionais envolvidas, o poder de gerir e fiscalizar as aplicações dos recursos dos contribuintes.
          Contudo, é polêmica a criação de gravames adicionais sobre os usuários de transportes (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná), com uma contribuição adicional sobre os combustíveis. Não deixa de ser um aumento na carga tributária do contribuinte que presta serviços de transportes rodoviários, carga essa já elevada. O processo atual é também ousado, no sentido que atua no limite da proibição constitucional de vincular imposto.
          Além disso, nas unidades federativas, com estradas pedagiadas, estes processos devem ser avaliados, considerando-se mais esta contribuição do usuário rodoviário e formas adequadas de compensação pelo múltiplo pagamento de gravames.           Também, na medida em que mais estados adiram a este processo, a União (Executivo e Judiciário) deve retomar, com ênfase, a discussão para permitir a vinculação setorial de recursos de impostos para a preservação da infra-estrutura de transportes, sem onerar o contribuinte e com mecanismos adequados de controle dos gastos públicos aí consignados.

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Histórico das tentativas de criação de Fundos


          Em 1988, imediatamente após a Assembléia Constituinte, duas propostas, de autoria do Poder Executivo, foram apreciadas pelo Congresso Nacional: em fins de 1988, o Selo-Pedágio, logo revogado; a Taxa Rodoviária de Conservação - TRC, vetada pelo Supremo Tribunal Federal. Desde essa época, várias proposições de emendas constitucionais, apresentadas por parlamentares, visaram restabelecer o imposto sobre combustíveis e vinculá-lo ao setor de transporte, sem lograr êxito.
          Também a Proposta de Emenda Constitucional - PEC Nº 81, de 1995, depois de aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, criada para aprecia-la, foi retirada de votação do Plenário, for falta de consenso com o Poder Executivo Federal e algumas lideranças do Parlamento; outro argumento foi o de a mesma deveria esperar a Reforma Tributária, que, por sua vez, também não conseguiu apoio para ir à Plenário.
          Após a experiência frustrada do Selo-Pedágio, o Poder Executivo Federal tentou aprovar a Taxa de Conservação Rodoviária-TCR para recompor as receitas do Governo Federal, a ser cobrada pelo uso efetivo ou potencial das vias integrantes do Sistema Rodoviário Federal. Suas receitas seriam destinadas às rodovias federais. O pagamento da Taxa proposta seria efetuado através dos preços dos combustíveis automotivos e dos lubrificantes (na verdade, sob o aspecto econômico, seria um adicional tarifário ou sobre preço). Assim, foi aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro de 1990, mas sequer chegou a ser aplicada, uma vez que o Supremo Tribunal Federal a julgou inconstitucional, por considerá-la um tributo sobre o preço dos combustíveis, o que é vedado pela Constituição (Art. 153... §3º À exceção dos impostos que tratam o inciso II, do caput e o Art. 153, I e II, nenhum outro tributo poderá incidir sobre operações relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do Pais "-. Os impostos do inciso II são o ICMS, o de importação e o de exportação)".

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Fundos Estaduais e os modelos do Fundo Nacional apresentados no Congresso Nacional


          Outrossim, existem diferenças entre os modelos que foram apresentados no Congresso Nacional e o atual dos entes federativos, a saber:
i) no âmbito da União, propôs-se mais recentemente, na prática, um Fundo Nacional de Transporte, único, com redistribuição para as três esferas de Governo (União, Estados e Municípios), com a criação de um tributo seletivo sobre combustíveis, de competência tributária da União, com arrecadação centralizada, a exemplo do antigo Fundo Rodoviário Nacional. Este modelo foi consubstanciado no Congresso Nacional através da Proposta de Emenda Constitucional - PEC Nº 81, de 1995, onde, em substitutivo aprovado por Comissão Especial, se propôs, também, liberar a vinculação dos impostos estaduais, incidentes sobre transportes (ICMS e IPVA).

ii) no modelo que começa a ser seguido por unidades federativas brasileiras, propõem-se, implicitamente, múltiplos fundos, um para cada unidade federativa; ao final, ter-se-ia um fundo federal e vários fundos estaduais ou municipais, que se adaptariam a cada realidade regional.

a) De forma pioneira no Brasil, em fins de 1998, o município de Santo Antônio da Patrulha, no Estado do Rio Grande do Sul, criou o Fundo Municipal de Conservação Viária (Lei municipal Nº. 3.362, de 31 de dezembro de 1998). De forma peculiar, a gerência deste Fundo ficou a cargo do Conselho Municipal de Conservação Viária, composto por dezessete membros: cinco representantes do Governo, dois representantes dos profissionais da área de conservação viária, dois representantes dos prestadores de serviços e oito representantes dos usuários, conforme definido em lei municipal.
b) O Estado do Mato Grosso do Sul foi o primeiro estado no Brasil a implantar um modelo mais completo de financiamento para a infra-estrutura rodoviária, instituindo fontes próprias de recursos. A legislação pertinente foi aprovada em meados de 1999, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2000 (Lei estadual Nº 1.962 de 11 de junho de 1999). Criou assim o Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul - FUNDERSUL. A principal fonte de arrecadação do Fundo provém de contribuições dos usuários rodoviários, através do recolhimento de R$ 0,01 para cada litro de óleo diesel e R$ 0,02 para cada litro de gasolina vendido. Além disso, de forma facultativa, podem contribuir para o Fundo os produtores agropecuários, na forma da lei, passando a ter direito, no caso de efetuarem a contribuição, ao benefício do diferimento do ICMS nas operações internas com produtos agropecuários. A destinação destes recursos, entre outros, através do Fundo, é para construção, manutenção e recuperação, bem como melhoramentos, de rodovias estaduais. Estes recursos são geridos por um Conselho de Administração, composto por oito representantes, sendo cinco do Governo do Estado, um da Associação de Municípios e dois do setor privado (da Federação da Agricultura e do Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados).
c) Ao se iniciar o ano de 2000, o Estado de Minas Gerais criou o Fundo Estadual de Desenvolvimento de Transportes -FUNTRANS (Lei Estadual Nº 13.452, de 12 de Janeiro de 2.000), com o objetivo de financiar e repassar recursos para serviços, obras, ações e atividades relativas aos transportes no Estado. Este fundo segue modelo diferente, sem criar novo tipo de contribuição, apenas aglutinando diversos tipos de recursos do Estado. Entre estes recursos destacam-se aqueles provenientes de programas de concessão de rodovias, de concessão de transporte coletivo, intermunicipal e metropolitano de passageiros e de concessão de administração e exploração de terminais de passageiros, receitas decorrentes de multas de trânsito, recursos oriundos de parceria entre o setor público e o privado, entre outros. O Fundo é supervisionado por um Grupo Coordenador, formado por seis representantes do Governo do Estado e dois da Assembléia Legislativa.
d) Logo em seguida, o Estado de Mato Grosso criou o Fundo de Transporte e Habitação - FETHAB (Lei estadual Nº 7.263, de 27 Março de 2000), destinado a financiar o planejamento, execução, acompanhamento e avaliação de obras e serviços de transportes e habitação em todo o território mato-grossense. Será regido por um Conselho Diretor, presidido por seis membros do Governo. Para formar o Fundo será cobrado o valor de R$ 0,04 por litro de álcool anidro, álcool hidratado, gasolina ou óleo diesel fornecido aos contribuintes, localizados ou não no Estado. Integram, também, entre outras, as receitas do Fundo determinadas contribuições, conforme definidas em lei, advindas de operações internas com soja e gado em pé, de caráter facultativo, concedendo-se em contrapartida ao contribuinte o benefício do diferimento do ICMS às operações internas com soja e gado em pé. A legislação não define qual o critério de distribuição dos recursos entre habitação e transportes, que fica a cargo do Conselho Diretor. O Fundo de Mato Grosso é, na verdade, assemelhado ao de Mato Grosso do Sul.
e) No final de 2000, o Estado do Paraná criou o Fundo de Conservação Rodoviária do Estado do Paraná - FUNCOR (Lei estadual Nº 13.031, de 29 de dezembro de 2000), destinado exclusivamente à conservação das rodovias integrantes do Sistema Rodoviário Estadual. Constituem receitas do FUNCOR a arrecadação decorrente da aplicação da retenção de valores sobre a comercialização de combustíveis no Estado (retenção dos valores do ICMS, correspondendo a R$ 0,01 para cada litro de gasolina e a R$ 0,002 para cada litro de óleo diesel vendido), assim como a arrecadação proveniente das multas de trânsito e por excesso de peso, entre outras. O Fundo é gerido por um Conselho de Administração, constituído de dezesseis membros, sendo quatro do Governo, um representante da Assembléia Legislativa, um representante da Associação dos Municípios, e ampla representação de segmentos da comunidade dos transportes rodoviários.
f) Logo em seguida, ao se iniciar o ano de 2001, o Estado de Goiás criou o Fundo de Transportes - FT (Lei Estadual Nº 13.797, de 17 de Janeiro de 2001), com o objetivo de financiar a conservação e o melhoramento da malha rodoviária estadual, bem como o planejamento e o acompanhamento das obras e serviços. Este fundo tem como fonte de receita dotações orçamentárias, advindas, principalmente, da arrecadação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores - IPVA, além de recursos de convênios firmados com o governo federal, contribuições e doações, entre outras. O Fundo de Transportes - FT será administrado por um Conselho Diretor, constituído dez membros, sendo cinco representantes do Governo, um representante da Agricultura ou da Indústria, o Presidente da Associação Goiana dos Municípios, o Presidente do Sindicato de Empresas de Transportes de Cargas do Estado de Goiás; o Presidente do Sindicato dos Despachantes Autônomos e Similares do Estado de Goiás e o Presidente da Comissão de Obras e Serviços da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás.

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Estado do Paraná é destaque seguido do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul


          Destes modelos, o do Estado do Paraná destaca-se ao criar um tributo seletivo sobre combustíveis, destinado a um fundo exclusivo para conservação, gerido por um Conselho de Administração, com participação da comunidade. Os Estados de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso instituíram formas semelhantes, com a vantagem de ter uma alternativa de fonte facultativa de contribuições dos usuários agropecuários; contudo, têm a desvantagem de permitir destinar recursos para obras de novas rodovias ou expansões do sistema, que pode descaracterizar este tipo de modelo.
          O modelo mineiro também permite o financiamento de expansões do sistema e não cria fontes seletivas de recursos para as rodovias. Tem o mérito, porém, de criar um fundo específico para a infra-estrutura rodoviária.
          O fundo goiano, embora tenha uma estrutura de receitas semelhante ao mineiro, destina recursos exclusivamente à conservação e a melhoramentos da malha rodoviária, enquadrando-se dentro de diretrizes mais próprias para fundos permanentes, com recursos de fontes seletivas. Na nova legislação do Estado de Goiás, salienta-se que as dotações orçamentárias para este Fundo de Transportes terão como lastro o Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores - IPVA. De um lado, este fato é positivo por se estar, na prática, vinculando recursos oriundos de uma fonte de tributação seletiva, específica do setor rodoviário. Por outro lado, pode ter problemas jurídicos, levantados por constitucionalistas ortodoxos, que se pautam, de forma rígida, pela interpretação literal do cânone constitucional, que proíbe vincular imposto a fundo (Art. 167. IV)[1].
          O fundo de conservação rodoviária do município de Santo Antônio da Patrulha tem problemas idênticos ao mineiro no que se refere às fontes de recursos. Destina, porém, os gastos exclusivamente à conservação. Tem também o mérito de possuir o Conselho de Administração, em princípio, mais bem formado em termos de participação da comunidade dos transportes. Apesar do pioneirismo, o modelo municipal adotado não criou fontes próprias de recursos, valendo-se das formas tradicionais de financiamento. Isto em parte é explicado pelos fracos graus de liberdade dos municípios brasileiros para alterar a sua política fiscal, em especial a sua prática de arrecadação. As informações que se tem sobre este fundo pioneiro é que, do ponto de vista operacional, não está sendo ativado, ultimamente.
          A criação de gravames seletivos no Brasil, vinculados setorialmente, tem sofrido fortes pressões contrárias, desde a Constituição de 1988, que eliminou os existentes anteriormente, em especial o Imposto Único sobre Lubrificantes e Combustíveis Líquidos e Gasosos - IULCLG, que formava o antigo Fundo Rodoviário Nacional - FRN.

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ABDER acompanha PEC que prevê vinculação de recursos para o Setor Rodoviário


          A ABDER acompanha com atenção a tramitação da Proposta de Emenda Constitucional 277-A, do Poder Executivo que visa a destinação de recursos da Parcela de Preços especifica a um fundo vinculado aos transportes e que poderá destinar ao setor R$ 4,1 bilhões ao ano.
          Várias emendas foram apresentadas, por parlamentares, à PEC na Comissão Especial que analisa a proposta, tendo, inclusive o Ministro dos Transportes, Eliseu Padilha comparecido a Câmara para falar sobre a intenção do governo federal.
Segundo Eliseu Padilha, ao contrário do que alguns setores entendem, a PEC 277-A, não trará nova contribuição incidente sobre os combustíveis, mas apenas o aproveitamento de uma parcela dos recursos da PPE, que é embutida nos preços pela Petrobrás para equalizar a conta-petróleo e a distribuição de seus derivados nas regiões brasileiras.
          Também, o presidente da Comissão Especial da PEC 277-A, deputado Eliseu Rezende (PFL-MG), entende que a proposta não trará novo imposto, explicando que como a Constituição Federal não permite vinculações de receita e o monopólio da estatal acabou, a PEC permitirá "substituir essa forma esdrúxula de arrecadação, que é a Parcela de Preços Específica-PPE".
          Em que pese a alíquota que poderá gerar o valor de R$ 4,1 bilhões pretendido pelo ministro deva ser estipulada por lei infra-constitucional, sua meta é investir R$ 2,98 bilhões desse montante no setor rodoviário - número três vezes maior do que o previsto no Orçamento deste ano - além de R$ 640 milhões no ferroviário, R$ 250 milhões no portuário, R$ 150 milhões no hidroviário e R$ 80 milhões em fiscalização.
          Eliseu Padilha disse aos deputados que a intenção do governo é fazer a malha rodoviária federal alcançar padrões internacionais, passando-a do índice de 33,9% em boas e ótimas condições para 78% e com esses investimentos na conservação, pavimentação, restauração e construção, poderão ser economizados R$ 2 bilhões ao ano em custos operacionais, R$ 1,7 bilhões em combustíveis ao ano, além da redução dos número de acidente em face da precariedade da conservação das rodovias brasileiras.
          A PEC 277-A, se por um lado vem gerando polêmica, por outro vem recebendo apoio até de deputados da Oposição, como do deputado Carlos Santana (PT-RJ) que já manifestou seu apoio, propondo-se, inclusive, a manter encontros com as centrais sindicais procurando o apoio das mesmas, em reforço ao que federações e sindicatos de trabalhadores do setor já empenharam. Ele ressaltou a importância de se explicar bem à sociedade que não se trata de criar um novo tributo, mas apenas oficializar em forma de contribuição por intervenção no domínio econômico os recursos que advêm da PPE.
          Tanto a Oposição como as bases Governistas ficaram convencidas da necessidade de vinculação de recursos para os transportes. Por isso, o presidente da Comissão Especial, deputado Eliseu Rezen-de, do PFL Mineiro, acredita que a Proposta de Emenda Constitucional será aprovada até dezembro, já que a partir de 2002 a importação de petróleo será aberta à iniciativa privada. A ABDER conclama seus filiados a acompanharem a tramitação da PEC 277-A e, no decorrer de sua análise, mobilize as bancadas federais de seus estados acerca do assunto.

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Câmara dos Deputados vai vistoriar rodovias federais


          A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, iniciou visitas de inspeção às dez piores rodovias federais no Brasil. O trabalho deve começar pelo Piauí e Ceará. O trecho da BR-407, por exemplo, que vai da cidade de Picos, no Piauí, a Petrolina, em Pernambuco, com cerca de 200 quilômetros de extensão, é considerado o pior do País, em pavimentação e sinalização. A situação, de acordo com levantamento feito anualmente pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), também é crítica em outras nove rodovias brasileiras, a maioria localizada nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste do País. Com base nesses dados, a Comissão de Fiscalização vai formar grupos para visitar os estados onde a situação é pior.
          O presidente da comissão, deputado Wellington Dias (PT-PI), disse que a intenção é "fazer com que o País perceba que esse problema atinge toda a população e mexe com o preço dos produtos. Ele leva ao aumento do Custo Brasil, com o aumento dos fretes e com os estragos das mercadorias que são transportadas pelas rodovias". Wellington Dias afirmou ainda que a comissão fará um levantamento sobre os recursos orçamentários destinados à manutenção das rodovias desde o ano de 1995, para saber se o dinheiro chegou aos locais de destino e se foi aplicado corretamente. Segundo ele, para recuperar os dez piores trechos de estradas federais, seriam necessários, hoje, R$ 1,2 bilhão.

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Senador alerta sobre as condições das estradas


          O Senador Nabor Junior (PMDB-AC) advertiu para a possibilidade de o país entrar também em colapso no setor rodoviário por falta de investimentos do governo federal nas estradas. Ele alertou que 70% dos 56 mil quilômetros de estradas federais são deficientes. A razão estaria na redução dos investimentos nas rodovias, que em 1975 recebiam o equivalente a 1,8% do PIB e nos anos 90 tiveram uma média de apenas 0,2%.

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ENCONTRO NACIONAL DE CONSERVAÇÃO RODOVIÁRIA


          Continuam abertas as inscrições para o VI Encontro Nacional de Conservação Rodoviária que será realizado em Brasília, no período de 31 de julho a 03 de agosto de 2001.
Para a apresentação de trabalhos técnicos, envie os trabalhos em letra tipo "Times New Roman", tamanho 12, espaço simples, justificado, contendo de 6 (seis) a 30 (trinta) laudas no tamanho A-4 numeradas a lápis. O formato do arquivo deverá ser compatível com o do Microsoft Word 97. O trabalho deverá estar contido em um único arquivo, inclusive com fotos, figuras ou gráficos, caso hajam. O titulo deve ser claro e objetivo. A seguir devem constar os nomes dos autores. O primeiro nome deve corresponder ao autor principal, seguido dos colaboradores. Envie duas cópias impressas e em disquete com o seguinte endere-çamento no envelope: VI En- contro Nacional de Conservação Rodoviária SAIN - Bloco C - Edifício Sede do DER-DF-TérreoCEP: 70.610-600 - Brasília- DF A/C Engenheira Mônica Velloso.
          A inscrição por Participante será de R$ 150,00 até o dia 29 de junho e de R$ 180,00 após esta data. A inscrição para estudante custará R$ 50,00. Serão concedidos descontos de 5% para 3 a 5 participantes, de 7% para 6 a 10 participantes e de 10% a partir de 11 participantes de um mesmo órgão ou entidade. O pagamento através de depósito bancário em nome de Apoio Multimídia Ltda - DER, no Banco do Brasil, Agência 3085-6, conta corrente nº 20842-6. Maiores informações: Fone - (061) 343-1910 - Fax (061) 342-3048 -E-mail: vienacor@der.df.gov.br

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DER/RR adquire balanças para fiscalizar excessos na BR-174


          O Governo do Estado de Roraima, através do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER) está adquirindo duas balanças modernas para ajudar na fiscalização nas rodovias que cruzam o Estado quanto aos abusos praticados a atualmente por caminhoneiros e carreteiros que transportam cargas em excesso em direção a Manaus (AM) ou à Venezuela.
          A concorrência pública para a compra do equipamento foi realizada em julho do ano passado, mas somente agora é que todo o processo burocrático da aquisição das balanças está sendo concluído. A empresa vencedora da concorrência foi a Siemens de São Paulo, que apresentou o menor preço e a melhor qualidade do equipamento composto por: dois furgões modificados Iveco/Fiat, modelo Daily 35.10. Cada veículo vem equipado com caixa d'água, ar condicionado, dormitório, grupo-gerador a diesel, banheiro, geladeira, fogão à gás; quatro placas, 16 grelhas (para os dados estatísticos) e rampas (para ajudar na subida do caminhão), um computador para a impressão do auto de infração e um rádio transmissor para comunicação entre os dois veículos, além de outros equipamentos básicos, formando o conjunto da balança. De acordo com o engenheiro Ignácio de La Rosa Siqueira, representante da Siemens, que está em Boa Vista (RR) acertando os últimos detalhes para a entrega do equipamento, as balanças são de fabricação alemã e possibilitam o monitoramento simultâneo em dois pontos distantes localizados na rodovia, facilitando a fiscalização. "O caminhão poderá ser fiscalizado em dois pontos da rodovia, permitindo à equipe de campo saber se o veículo teve ou não a sua carga alterada em determinado percurso", explica La Rosa.
          O equipamento custou ao Estado de Roraima cerca de R$ 400 mil (valor de julho de 200). Segundo La Rosa, se o valor tivesse sido atualizado de acordo com o dólar comercializado hoje, o preço ficaria em torno de R$ 500 mil. "O DER/RR economizou R$ 100 mil nesse período. Foi um bom investimento", comenta o engenheiro, ressaltando que o Estado investe R$ 400 mil na aquisição das balanças e economiza milhões, uma vez que a rodovia deixa de sofrer as agressões que mais prejudicam a conservação do seu leito, que são os excessos de carga praticados por caminhões e carretas. O engenheiro Ignácio de La Rosa estima que o equipamento estará à disposição do DER/RR, no máximo, no final do mês de maio, pronto para ser utilizado. "Antes disso, porém, um engenheiro técnico da Siemens virá de São Paulo ministrar um treinamento para a equipe que vai operacionalizar as balanças", informa La Rosa.

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DER/MG autorizado a contratar obras de duplicação da Fernão Dias


          O governador Itamar Franco assinou no dia 12 de junho a autorização ao Departamento de Estradas de Minas Gerais (DER/MG) para contratar as empresas consorciadas para execução do término das obras de duplicação da Rodovia Fernão Dias (BR-381). Com recursos da ordem de R$160 milhões, as obras entre o entroncamento de Nepomuceno até Extrema, na divisa de Minas / São Paulo, estarão concluídas em um prazo de 300 dias.
          O diretor geral do DER, Maurício Guedes, disse assumir o compromisso de inaugurar as obras no próximo ano, dentro do previsto, "mesmo com todas as pedras colocadas no caminho pelo Governo Federal", por ser esta uma determinação política do governador. As obras, segundo ele, sofreram interrupção em dezembro de 1998 e foram retomadas em março de 1999, já no atual governo. "O término das obras da duplicação da BR-381 se avizinha", garantiu Guedes, durante a solenidade.
          O edital de licitação divulgado pelo DER inclui a realização dos seguintes serviços na duplicação da Rodovia Fernão Dias: execução e complementação dos serviços de terraplanagem, de pavimentação da pista nova, restauração da pista existente, drenagem superficial e profunda, defensas, complementação do revestimento vegetal, construção de postos avançados do Corpo de Bombeiros, além de Delegacias da Polícia Rodoviária Federal e da Secretaria da Fazenda do Estado de Minas Gerais.
          A nova Fernão Dias terá pistas com largura que variam de 11,6 a 22,6 metros; canteiros centrais com cerca de três metros de largura; implantação de projeto especial para preservação e proteção do meio ambiente ao longo de todo o seu percurso e ampliação do parque industrial localizado em sua área de influência, entre outras. Com isso, segundo o DER, haverá redução de 20% do tempo de viagem entre Belo Horizonte e São Paulo.

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Enterrado em Florianópolis o ex-diretor do DER e primeiro presidente da ABDER

          Foi enterrado no dia 08/04, no Cemitério de Itacorubi, em Florianópolis, o corpo do engenheiro civil Antônio Carlos Werner, 74 anos, ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem e ex-secretário dos Transportes (interino), no governo de Antônio Carlos Konder Reis (1975-1979).
Natural de Bom Retiro, Werner descendia das primeiras famílias de imigrantes alemães que colonizaram Santa Catarina - os fundadores da colônia de São Pedro de Alcântara. Na década de 40, Werner transferiu-se para Curitiba (PR), onde cursou Engenharia Civil, graduando-se em 1956. No ano seguinte, ingressou nos quadros do DER, iniciando a carreira de engenheiro rodoviário.
          Em 1974, Werner assumiu a direção do DER. À frente do órgão, foi responsável pela execução do programa de governo de Konder Reis - que definiu a integração estadual através de construção de estradas. O lema de sua administração, "Governar é Encurtar Distâncias", foi cumprido à risca pelo diretor do DER, que acreditava na transformação econômica a partir da consolidação das rodovias, como fator determinante para o transporte da produção e para o crescimento da atividade turística.
          Ainda em sua administração à frente do DER, Werner foi responsável pela construção da nova rodoviária de Florianópolis - o Terminal Rita Maria -, fundamental para que a cidade ganhasse um perfil adequado ao desenvolvimento do turismo.
          Na VI REDORE, Reunião dos Diretores Gerais dos Deptos Rodoviários Estaduais, realizada em agosto de 1977, na cidade de Manaus AM, foi criada a ABDER, sendo o Eng. Antônio Carlos Werner eleito primeiro presidente da associação para a gestão de 1977 a 1979

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DER-SP - UMA HISTÓRIA, INCONTÁVEIS CONQUISTAS

          É de indagar-se quando surgiu, em território que hoje constitui o Estado de São Paulo, a primeira estrada de rodagem. Até meados do século XIX, a região central de São Paulo continuou a exportar açúcar, via porto de Santos, pelos caminhos do planalto e descendo a íngreme CALÇADA DO LORENA, que substituiu o antigo CAMINHO DO PADRE JOSÉ. Este caminho, segundo narrativa de alguns historiadores, foi aberto por Anchieta e seus índios, por ordem do Governador Mem de Sá, em 1560, para evitar os constantes ataques de silvícolas de tribos adversas, sofridos por viajantes que, anteriormente, demandavam os campos de Piratininga, partindo de Piaçaguera por uma trilha existente desde tempos imemoriais.
          A CALÇADA DO LORENA , que deve seu nome ao Governador da Capitania de São Paulo, Bernardo José de Lorena , foi inaugurada em 1790; embora com rampas violentas e largura de apenas três metros, era calçada de pedras, o que permitia o tráfego de tropas pela serra . Tanta melhoria trouxe esta realização que dela disse um cronista estrangeiro : "tudo nessa estrada contribui para dar uma idéia da energia dos brasileiros e das grandes empresas de que são capazes".
          Contudo, os produtores de açúcar insistiam na melhoria da CALÇADA, pois o custo do transporte chegava a atingir 50% do preço de venda do produto. Além do mais, com o aumento da exportação de açúcar e início da exportação do café produzido na região de Campinas, a situação dos transportes se havia agravado, dada a escassez de muares. A administração provincial procurou, em conseqüência, melhorar a via. . Em 1827 foi concluído e aberto ao trânsito público o aterro entre Cubatão e Santos, eliminando-se, assim a demorada e onerosa travessia da Baixada em canoa. O aterro continuou a ser melhorado nos anos seguintes, como também as pontes dos rios e braços de mar que a estrada atravessava.
          No entanto, foi só em 1844 que uma nova estrada na serra permitiu o tráfego de carruagens e diligências entre o planalto e o porto ; foi denominada ESTRADA DA MAIORIDADE, para comemorar a ascensão de D. Pedro II ao trono do Brasil, em 1840, quando iniciados os seus estudos , e com ela foram concretizadas as aspirações dos produtores paulistas por melhores condições de transporte.
          Cremos que foi essa via a que podemos considerar como a primeira estrada de rodagem pública de São Paulo, uma vez que os demais caminhos existentes na época só permitiam o transporte de mercadorias em lombo de burro. Mas, segundo Manoel Rodrigues Ferreira, ilustre jornalista e engenheiro estudioso do assunto, "o Caminho do Mar somente adquiriria condições de estrada de rodagem, no sentido técnico da palavra, com os trabalhos que começariam a ser executados pelo Comendador José Vergueiro Filho (filho do Senador Vergueiro). De São Paulo ao alto da serra ele modificou quase que inteiramente o traçado do velho Caminho do Mar. Na serra diminuiu as rampas, fez variantes, construiu marcos de pedra, deu-lhe maior largura, drenou águas das chuvas, calçou-a e apedregulhou-a. . Macadamizou o aterro do Cubatão e construiu de novo as pontes do Casqueiro e do Cubatão.
          Finalmente, pelos Decretos 6.529, de 02 de julho de 1934, foi criado o Departamento de Estradas de Rodagem, com seus trabalhos repartidos entre três Diretorias - Geral, Técnica e Administrativa - e com autonomia apenas administrativa. Foi seu primeiro Diretor Geral o Engenheiro Domício Pacheco e Silva, que apenas chegou a instalá-lo, convocado que foi pouco depois para outro cargo no governo. Coube ao seu sucessor , Engº Álvaro de Souza Lima, empossado em 05/09/1934, o trabalho definitivo de baixar os atos que , por força do Decreto nº 6.654, de 13/09/1934, deram ao Departamento a sua geral composição e regulamentação. No entanto , a falta de autonomia financeira, com aplicação exclusiva às estradas somente dos recursos delas obtidos (imposto sobre a gasolina, taxa de melhoria dos terrenos marginais, de circulação de veículos e outros) coloca o Departamento em situação idêntica à ex-Diretoria, pois seus recursos anuais continuam na dependência de duodécimos arbitrados pela Secretaria da Fazenda ; não tendo uma renda mais ou menos fixa, prejudicada fica a continuidade de um programa de trabalho.
          Vê-se o Departamento, em 1936/37, obrigado a substituir o pagamento das empreitadas de construção por tarefas com pagamento por uma tabela de preços unitários, executando a maioria delas por financiamentos garantidos por promissórias do Tesouro (Decretos nºs 8.052, de 26/12/1936 e 8.752, de 23/11/1937).
Outra inovação a destacar é o contrato, a partir de 1935, com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas, que o encarrega dos ensaios de materiais, dos estudos para verificação da estabilidade das pontes, da elaboração de cadernos de encargos, e o obriga a admitir em seus laboratórios , em estágios para aperfeiçoamento, engenheiros do Departamento.
          Hoje, como sempre, consciente do papel que deve desempenhar nas questões de transporte rodoviário, o DER-SP empenha-se em manter um planejamento sempre voltado para o aproveitamento máximo dos recursos viabilizados e volta-se cada vez mais para o aprimoramento dos padrões de eficiência, na diferentes atividades, seguindo assim, as metas estabelecidas pela Secretaria dos Transportes, a quem está vinculado.
          A busca de novas soluções para melhorar os serviços prestados pelas rodovias mantidas pelo estado, representa um esforço para apresentar um produto final de melhor qualidade.
Quando a malha rodoviária se encontra bem conservada e com sinalização eficiente, quando seus pontos com maior índice de acidentes são alvo de um programa contínuo e prioritário de melhorias e modernização, isto se reflete em uma malha rodoviária, mais segura para seus motoristas, mais eficiente para a população e mais econômica para o estado.
          Nota: Os dados constantes desta pequena parte do resumo da história do Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo foram colhidos, principalmente, em trabalho ainda inédito do engenheiro Hugo Alves Pequeno, complementado pela Diretoria de Planejamento de 1992 a 1999.

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