J O R N A L    ABDER - MAR/ABR 2002


      Índice

      Engenheiro Brasil Américo é o novo presidente da ABDER
      VII ENACOR debate futuro da malha rodoviária no país
      ABDER 2002 Engenheiro Antônio Erdes Bortoletti presidiu interinamente a ABDER
      ANTT Fiscalizará preços de pedágios e tarifas
      Especialistas discutem em Belém-PA a infra-estrutura dos transportes na Amazônia
      ANTT - ANTAQ - DNIT  Decretos instalam Agências de Transportes e extingue DNER
      Diretores da ANTT e do DNIT já foram empossados
      VII ENACOR VII ENACOR debate futuro da malha rodoviária no país
      "Conservação - Vitória da Vida" é o tema do evento que estima reunir mais de 800 profissionais do setor.
      Grupos de Trabalho
      Troca de Multas
      DER-DF aplicou R$ 65 milhões em obras que mudaram a geografia rodoviária do Distrito Federal
      VIADUTO DO COLORADO Término:dezembro/2001 Custo:R$ 12 milhões
      VIADUTO DO PISTÃO SUL Término:outubro/01 Custo:R$ 5,2 milhões
      VIADUTO DA CANDANGOLÂNDIA Término:abril/2001 Custo:R$ 370 mil
      VIADUTO DO CATETINHO Término: abril/2001 Custo: R$ 5,1 milhões
      VIADUTO DE SAMAMBAIA Término:julho/01 Custo:R$ 7 milhões
      VIADUTO DO TORTO Término: dezembro/2001 Custo:R$ 8,7 milhões
      VIADUTO DO LAGO NORTE Término: dezembro/2000 Custo:R$ 1 milhão

      VIADUTO BALÃO DO AEROPORTO Término: agosto/2001 Custo:R$ 8,9 milhões
      VIADUTO DE SANTA MARIA Término:agosto/2001 Custo:R$ 7,5 milhões
      VIADUTO PÓLO VERDE Término: janeiro/2002 Custo:R$ 5,3 milhões
      VIADUTO DE SOBRADINHO Término: em andamento (previsão:março/2002) Custo:R$ 5 milhões
      DER/SP  Estado de São Paulo terá novas regras para BITREM
      DERTES/ES  Campanha Social "Abro mão do meu desconto" no VII ENACOR
      DAER/RS  Governo gaúcho define valor da AET para caminhões acima de sete eixos

      DER/SC  BID aprova empréstimo para estradas catarinenses
      DER/RR  Excesso de peso transportado está danificando BR e vicinais em Roraima
      AGETOP/GO Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas consegue empréstimo de US$ 65 milhões do BIRD
      Rodoviarismo O Patrimônio Rodoviário
      No Congresso Nacional Senado analisa projeto que prevê indenização por inadequada conservação de vias





      Engenheiro Brasil Américo é o novo presidente da ABDER

                Eleito por unanimidade na última Assembléia Geral Extraordinária da ABDER, em 05 de fevereiro de 2002, o Diretor Geral do DER-DF, assume a entidade para completar o mandato de presidente até maio de 2003, com o propósito de dar continuidade aos trabalhos que vinham sendo desenvolvidos pela gestão anterior.

                O Engenheiro Brasil Américo Louly Campos assumiu no dia 5 de fevereiro de 2002 a presidência da ABDER, substituindo o Engenheiro Antônio Erdes Bortoletti que cumpria um mandato interino na Associação. Com larga experiência no setor de transportes e uma invejável folha de serviços prestados ao ro-doviarismo, Brasil Américo, Diretor Geral do DER-DF, destaca como metas principais de sua gestão a recuperação financeira da ABDER e a reintegração dos associados até então ausentes. Também consta de seus propósitos a mobilização de todos os DERs para a regulamentação dos dispositivos da Emenda Constitucio- nal 33/2002, antiga PEC dos combustíveis, o fortalecimento dos grupos de trabalho e o acompanhamento sistemático das propostas em tramitação no Congresso Nacional que dizem respeito ao setor de transportes. Para ele, é fundamental, também, a divulgação dos encontros nacionais de conservação rodoviária que têm se revelado um dos mais importantes eventos do setor rodoviário nacional, para reciclagem e aquisição de novas técnicas.
                Brasil Américo é Engenheiro Civil, tem especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho e já exerceu diversas funções públicas tendo destacado-se como Administrador Regional de Planaltina/DF , Superintendente do Serviço de Limpeza Urbana do DF, Superintendente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, além de Vice Presidente do Sindicato dos Engenheiros do DF e Diretor do Clube de Engenharia de Brasília. Ele foi, também, representante do SENGE/DF no Conselho da Federação Nacional dos Engenheiros, Conselheiro do CREA/DF e Membro do Conselho Rodoviário do DF e é o atual Diretor-Geral do DER-DF.
                Para o cargo de Diretor de Apoio da ABDER, deixado vago por Brasil Américo, foi eleita a Engenheira Vânia Torquato Sobrado do DER/SP.


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      VII ENACOR debate futuro da malha rodoviária no país

      "Conservação - Vitória da Vida" é o tema do evento que estima reunir mais de 800 profissionais do setor.

                O futuro da malha rodoviária de todo o País estará em foco em um dos mais importantes eventos da engenharia rodoviária. É o VII Encontro Nacional de Conservação Rodoviária (Enacor), a ser realizado pelo Departamento de Edificações, Rodovias e Transportes do Estado do Espírito Santo (Dertes), antigo DER-ES, no período de 7 a 10 de maio de 2002, em Vitória, Espírito Santo. Sob a coordenação da Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem (ABDER), o encontro tem como tema "Conservação - Vitória da Vida". Página 3.



      Fórum Nacional de Secretários de Estado dos Transportes


                O atual Secretário de Estado dos Transportes do Distrito Federal, Dr. Abdala Carim Nabut, no evento realizado no último dia 7 de março, em Brasília, foi eleito o novo presidente do Fórum Nacional de Secretários de Estado dos Transportes.


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      ABDER 2002 Engenheiro Antônio Erdes Bortoletti presidiu interinamente a ABDER

                O Diretor de Planejamento da ABDER, Eng.º Antônio Erdes Bortoletti que esteve à frente da ABDER durante o período de transição da nova presidência, em decorrência da saída do presidente Júlio Rodrigues que deixou a Diretoria Geral do DER-PI e em conseqüência a presidência da ABDER, fez uma avaliação dos trabalhos da entidade.
                Para ele, a ABDER é um órgão que todo o setor rodoviário tem que dar força, porque é nela que se debate e se encaminham os principais assuntos que dizem respeito aos DERs.
                "Os diretores gerais de DERs que ficam nos estados estão isolados e é na ABDER que buscam as soluções para os seus problemas", disse, ressaltando ainda a importância da atuação dos Grupos de Trabalho da ABDER.
                Ele também destacou a importância dos Encontros Nacional de Conservação Rodoviária que, a seu ver, é o maior encontro rodoviário do país, capitaneado pela ABDER.
                "Hoje com a mudança política que está ocorrendo no Brasil, a ABDER se tornou o carro-chefe para puxar os DERs e integrá-los às lutas em defesa do rodoviarismo nacional, notadamente no que diz respeito às questões estaduais". Salientou, afirmando ser importante a busca para a Associação dos DERs que estão temporariamente ausentes das decisões da ABDER. Antônio Erdes Bortoletti passou o cargo para o Presidente eleito na Assembléia Geral Extraordinária do dia 5 de fevereiro, Engº Brasil Américo Louly Campos, afirmando que continuará dando a sua parcela de contribuição como Diretor de Planejamento da Associação, para o engrandecimento do setor rodoviário.

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      ANTT Fiscalizará preços de pedágios e tarifas

                Com a implantação da Agência Nacional dos Transportes Terrestres, que terá um orçamento de R$ 120 milhões, os preços dos pedágios e as tarifas de ônibus serão fiscalizados por ela. O governo criou também o Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte (Conit) para coordenar o setor.
                Cabe salientar que o poder da ANTT ficará restrito aos cerca de 7 mil quilômetros de estradas federais que deverão ser concedidos à iniciativa privada. Os outros 48 mil quilômetros de rodovias federais seguem delegados aos Estados ou à União.
                No orçamento de 2002, o DNER já não possui dotação de recursos. É o DNIT que deverá assumir seus contratos, contando com uma reserva orçamentária de R$ 3,46 bilhões para investimentos. A União será a sucessora da autarquia extinta e assumirá todas as obrigações das dívidas, além dos precatórios.

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      Especialistas discutem em Belém-PA a infra-estrutura dos transportes na Amazônia

                O I SITRAMA, Simpósio Internacional sobre Desenvolvimento da Infra-estrutura de Transportes e Meio Ambiente, acontecerá entre 19 e 22 de março em Belém do Pará. Informações: www.sitrama.com.br
                Organização: DEADLINE COM.: (61-328.7377 / 328.7173) Joelma Chaves deadline@deadlinecomunicacao.com.br

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      ANTT - ANTAQ - DNIT
      Decretos instalam Agências de Transportes e extingue DNER

                O Governo Federal editou no dia 15 de fevereiro, os decretos de instalação das Agências Nacionais de Transportes Terrestres (ANTT) e Aquaviários (ANTAQ) e do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) e também da extinção do DNER.
                A regulamentação das Agências é esperada desde o mês de junho passado, quando foi promulgada a Lei 10.233/2001, que criou os novos órgãos. Os decretos, divulgados no Diário Oficial da União no dia 18/02/2002 , tratam apenas do funcionamento e da competência dos cargos comissionados e técnicos das novas autarquias e da extinção do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER).
                O Decreto Nº 4.130, de 15 de fevereiro de 2002 aprovou o Regulamento e o Quadro Demonstrativo dos Cargos Comissionados e dos Cargos Comissionados Técnicos da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT e definiu como suas finalidades a implemen-tação, em sua respectiva esfera de atuação, das políticas formuladas pelo Ministério dos Transportes e pelo Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte, segundo os princípios e as diretrizes estabelecidos na Lei nº 10.233, de 2001 e também a regulação, supervisão e fiscalização das atividades de prestação de serviços e de exploração da infra-estrutura de transportes, exercidas por terceiros, com vistas a:
                a) garantir a movimentação de pessoas e bens, em cumprimento a padrões de eficiência, segurança, conforto, regularidade, pontualidade e modicidade nos fretes e tarifas;
                b) harmonizar os interesses dos usuários com os das empresas concessionárias, permis-sionárias, autorizadas e arrendatárias, e de entidades delegadas, preservado o interesse público; e
                c) arbitrar conflitos de interesses e impedir situações que configurem competição imperfeita ou infração contra a ordem econômica.

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      Diretores da ANTT e do DNIT já foram empossados

                A Agência Nacional dos Transportes Terrestres será dirigida por um Diretor Geral e quatro diretores nomeados pelo Presidente da República e já aprovados pelo Senado Federal para mandatos de quatro anos, não coincidentes, nos termos da alínea "f" do inciso III do art. 52 da Constituição Federal, admitida uma recondução, a saber:

      Os diretores da ANTT são os seguintes:
      José Alexandre Nogueira de Resende - Diretor-Geral
      Luiz Afonso dos Santos Senna - Diretor
      Reinaldo Alves Costa Neto - Diretor
      Noboru Ofugi - Diretor
      Anália Francisca Ferreira Martins - Diretora

      Os diretores do DNIT são os seguintes:
      Francisco de Paula Magalhães Gomes - Diretor-Geral
      Luziel Reginaldo de Souza - Diretor de Planejamento e Pesquisa
      Rogério Gonzales Alves - Diretor de Infra-estrutura Terrestre
      Wildjan da Fonseca Magno - Diretor de Infra-estrutura Arquivaria
      Antonio Machado Bastos - Diretor Administração e Finanças

      Inventariantes do DNER:
      Carlos Eduardo Esteves Lima
      Edson de Jesus dos Santos
      Luiz Francisco Silva Marcos
      João da Cruz Naves


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      VII ENACOR VII ENACOR debate futuro da malha rodoviária no país

                O futuro da malha rodoviária de todo o País estará em foco em um dos mais importantes eventos da engenharia rodoviária. É o VII Encontro Nacional de Conservação Rodoviária (Enacor), a ser realizado pelo Departamento de Edificações, Rodovias e Transportes do Estado do Espírito Santo (DERTES), antigo DER-ES, no período de 7 a 10 de maio de 2002, em Vitória, Espírito Santo. Sob a coordenação da Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem (ABDER), o encontro tem como tema "Conservação - Vitória da Vida".
                Simultaneamente, acontecerão a Reunião dos Dirigentes dos Órgãos Rodoviários Estaduais e o Fórum dos Secretários de Estado dos Transportes. De acordo com a comissão organizadora, presidida pela engenheira Tereza Maria Sepulcri Netto Casotti, o evento estima reunir mais de 800 engenheiros civis, técnicos, profissionais da área de meio ambiente, segurança e conservação.
                Um destaque é que o VII Enacor contará com a participação de profissionais internacionais. São eles: o engenheiro da Recipave, empresa especializada em reciclagem de pavimentos, situada em Lisboa, Paulo Fonseca, e o consultor em pavimentos flexíveis, Pierre Y. Chazae.
      Mini-cursos
                No primeiro dia do evento, serão oferecidos diversos mini-cursos, como impacto ambiental de um projeto rodoviário, geren-ciamento de pavimento de um sistema rodoviário, projeto e execução de pavimento em concreto e b-a-bá do asfalto e suas aplicações. Em seguida, terá início a solenidade de abertura, que contará com a apresentação da banda Roupa Nova.
                A comissão organizadora ressalta que a grade científica do evento ainda está na fase preliminar. Mas adianta que dentre os temas-macro a serem debatidos nos quatro dias estão segurança rodoviária, meio ambiente, conservação, asfalto e concessão. Os objetivos são permitir a troca de experiências entre os participantes e contribuir para a criação de ferramentas necessárias à adoção de técnicas que possam conjugar o desenvolvimento social e econômico do País.
                No Site www.enacor.com.br, do VII Encontro Nacional de Conservação Rodoviária pode se conferir, entre outras coisas, os preços de "Pacotes Turísticos" oferecidos pela agência de turismo oficial e as normas para a apresentação de "Trabalhos Científicos". Uma novidade é que os congressistas poderão encontrar uma relação dos principais agitos noturnos de Vitória, como bares, boates e restaurantes, acessando o link "Turismo".
                Para fazer a inscrição basta ligar para (27) 3200-3776 ou pelo e-mail: mseventos@ mseventos.com.br. e também via internet, no site do evento. Outras informações podem ser obtidas através do Dertes, no telefone (27) 3381-6748 ou através do e-mail tereza.deres@ bol.com.br.


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      "Conservação - Vitória da Vida" é o tema do evento que estima reunir mais de 800 profissionais do setor.

                Mensagem da presidente da Comissão Organizadora do VII Encontro Nacional de Conservação Rodoviária, Tereza Maria Sepulcri Netto Casotti
                Acreditamos que um evento como este propiciará aos profissionais da área as ferramentas necessárias para a adoção de metodologias e técnicas que conjuguem desenvolvimento social e econômico. O Encontro pretende, também, discutir a preservação do patrimônio constituído pelas rodovias, que, hoje, ultrapassa a 1,5 milhão de quilômetros, entre federais, estaduais e municipais.
                Desejamos que o VII Encontro Nacional de Conservação Rodoviária repita o sucesso dos anteriores, atendendo às expectativas dos participantes e que, também, se torne um marco de entrosamento e crescimento profissional.


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      Grupos de Trabalho

      Gerência de Pavimentos

                O Grupo de Trabalho de Gerência de Pavimentos dando continuidade às suas atividades, através da realização de reuniões de trabalho, deverá enfocar no ano de 2002, principalmente, a troca de experiências entre os DERs. Para atingir este objetivo, foi programada a realização da V Reunião dos Usuários de Sistema de Gerência de Pavimentos, de 16 a 18 de abril de 2002, em Florianópolis. Este tipo de evento, como os anteriores, é caracterizado como uma reunião de trabalho.
                Os encontros anteriores proporcionaram o conhecimento do estágio atual de desenvolvimento de sistemas de gerência de pavimentos que cada órgão participante alcançou. Nesta nova etapa, além do relato dos avanços alcançados, a finalidade principal será a troca de experiências durante o desenvolvimento e implantação dos atuais sistemas, bem como, da eficácia dos seus resultados para o órgãos.
                Espera-se a participação de todos os DERs, que implantaram, estão implantando ou planejam a implantação futura de um sistema de gerência de pavimentos.

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      Troca de Multas

                O DENATRAN editou em dezembro de 2001, a Portaria nº 57 que institui normas e procedimentos para a execução do Registro Nacional de Compensação de Multas-RENACOM, dentro do sistema de troca de multas entre os estados da federação, embora esteja ainda em fase final de testes.
                O Renacom objetiva permitir a cobrança da multa efetuada em outro estado, cujos carros não são nele licenciados. A expectativa é de que quando o Renacom estiver implantado definitivamente, os Departamentos de Trânsito e demais órgãos executivos de trânsito poderão punir infratores nas rodovias estaduais, federais e em vias urbanas, independente da origem do licenciamento da placa do automóvel.
                Esse sistema, gerenciado pelo DENATRAN, interligará, pela internet, os Detrans, os Departamentos de Estradas de Rodagem (DER) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
      No entanto, o Grupo de Trabalho Troca de Multas da ABDER coordenado por Ana Paula Mendes DER-MG e Jorge Rego DER-DF em conjunto com a Associação Nacional e Transportes Públicos-ANTP, já constatou vários problemas, tanto de ordem legal quanto de ordem operacional e que geraram um denso documento que tece comentários sobre a portaria do DENATRAN e que pode ser solicitado pelos membros do Grupo Troca de Multas através do e-mail ao qual os participantes do grupo têm acesso.
                Segundo Ana Paula, o Coordenador do Projeto do DENATRAN, César Ribeiro, informou que foi escolhido o Banco do Brasil para desenvolver o sistema informatizado que estará operando até o mês de março de 2002 em caráter experimental. Ela informa que o DER que se interessar, deverá efetuar um contrato com o Banco do Brasil para poder participar do Renacom e esclarece que não houve nenhum processo licitatório para este serviço.


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      DER-DF aplicou R$ 65 milhões em obras que mudaram a geografia rodoviária do Distrito Federal

                O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal vem dando exemplo de determinação ao cumprir com rigor as metas do governo do Distrito Federal para o setor rodoviário. Prova dessa determinação foi a aplicação de R$ 65 milhões de recursos próprios em obras que mudaram a geografia rodoviária da capital do país. Na direção do DER-DF, o Engenheiro Brasil Américo Louly Campos, em três anos conseguiu imprimir ao departamento uma nova dinâmica de trabalho que permitiu a concretização de obras que tornaram realidade grande parte dos anseios da população. Foram 11 grandes obras rodoviárias que marcaram a administração do Governador Joaquim Roriz e inauguram uma nova ordem político-administrativa, transformando impostos em um patrimônio inestimável para a população de todo o Distrito Federal.
                Confira a seguir o roteiro das obras, cujas imagens demonstram por si só a importância do trabalho realizado pelo DER-DF no período de 1998 a 2002.








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      VIADUTO DO COLORADO Término:dezembro/2001 Custo:R$ 12 milhões

                Localizado no início da BR 020, a obra é composta por 2 viadutos, uma pista de 1,6 mil metros em trincheira e uma passarela de pedestres, beneficiou o trânsito de 52 mil veículos/dia para aqueles que fazem o percurso entre Planaltina/Sobradinho e o Plano Piloto. Trouxe maior segurança, também, ao acesso às rodovias DF-150 e DF-001 (Lago Oeste). Também foram realizados serviços de drenagem, urbanização e sinalizações horizontal e vertical.










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      VIADUTO DO PISTÃO SUL Término:outubro/01 Custo:R$ 5,2 milhões

                Na saída de Brasília a Anápolis e Goiânia, est e viaduto ofereceu mais uma opção de trânsito aos veículos que partem de Taguatinga, Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo e região do entorno em direção ao Núcleo Bandeirante e Plano Piloto. Pelo local passam diariamente mais de 40 mil veículos. A obra é composta por 2 viadutos e de 2,5 quilômetros de vias de acesso. Foram plantadas 80 mil palmeiras e 100 mil metros quadrados de grama.












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      VIADUTO DA CANDANGOLÂNDIA Término:abril/2001 Custo:R$ 370 mil

                O viaduto da Candangolândia foi construído numa área densamente habitada, na entrada sul de Brasília e terminou com o congestionamento naquele acesso, dando fluidez ao tráfego na EPIA- Estrada Parque Indústria e Abastecimento.














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      VIADUTO DO CATETINHO Término: abril/2001 Custo: R$ 5,1 milhões

                A obra, no acesso da BR 040 a Brasília, trouxe segurança e economia de tempo aos mais de 40 mil veículos que trafegam na região por dia. A obra é composta por um viaduto de 100 metros de extensão e 13 metros de largura.















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      VIADUTO DE SAMAMBAIA Término:julho/01 Custo:R$ 7 milhões

                A construção deste viaduto veio trazer conforto e segurança aos 55 mil veículos provenientes do Recanto das Emas, Samambaia e Riacho Fundo II que acessam a BR 060 diariamente. A obra é composta por 2 viadutos com 80 metros de extensão e 17,1 metros de largura, e um terceiro com 80 metros de extensão e 13,6 metros de largura.













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      VIADUTO DO TORTO Término: dezembro/2001 Custo:R$ 8,7 milhões

                Principal acesso da entrada norte de Brasília, no eixo BR 020/BR 040, esta obra beneficiou 52 mil veículos/dia que passaram a trafegar com maior conforto e segurança. A obra, que beneficiou diretamente 400 mil pessoas residentes na região, é composta por 2 viadutos de 50 metros de extensão por 13,6 metros de largura.

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      VIADUTO DO LAGO NORTE Término: dezembro/2000 Custo:R$ 1 milhão

                Localizado na ligação BR 020/BR 040, o Viaduto do Lago Norte reduziu a distância entre o Lago Norte e a EPIA (Estrada Parque Indústria e Abastecimento).

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      VIADUTO BALÃO DO AEROPORTO Término: agosto/2001 Custo:R$ 8,9 milhões

                Esta construção terminou com o estrangulamento no Balão do Aeroporto ocasionado pelos mais de 50 mil veículos/dia provenientes do Lago Sul, ParkWay, Núcleo Bandeirantes, Gama, Valparaíso, entre outras localidades. São dois viadutos: o viaduto sul, na DF 025 (EPDB- Estrada Parque Dom Bosco), tem 22,5 metros de extensão e 41,2 metros de largura. O viaduto norte, na DF 046 (EPAR - Estrada Parque Aeroporto), tem 22,5 metros de extensão e 37,1 metros de largura.

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      VIADUTO DE SANTA MARIA Término:agosto/2001 Custo:R$ 7,5 milhões

                Este viaduto passou a permitir o acesso direto de Santa Maria à BR 040 eliminando os conflitos, congestionamentos e, portanto, garantindo segurança as usuários. O tempo de 120 minutos antes gastos por motoristas para perfazerem o trecho entre Santa Maria e o Plano Piloto, hoje ficou reduzido a 50 minutos. A obra é composta por 4 viadutos, cada um deles com 25 metros de extensão e 16,6 metros de largura.

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      VIADUTO PÓLO VERDE Término: janeiro/2002 Custo:R$ 5,3 milhões

                A obra, no acesso às áreas residenciais norte de Brasília(EPPR/EPTT - Estrada Parque Paranoá / Estrada Parque Torto), reduziu o percurso para os 100 mil moradores do Paranoá, Varjão, Lago Norte e condomínios em direção ao Plano Piloto. A obra é composta por 2 viadutos com 43 metros de extensão cada um, e uma pista dupla de acesso com 2,5 quilômetros de extensão.

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      VIADUTO DE SOBRADINHO Término: em andamento (previsão:março/2002) Custo:R$ 5 milhões

                Situado no acesso norte do Distrito Federal na BR 020, ligação de Brasília à Região Nordeste, o viaduto melhora a fluidez do tráfego para os moradores de Planaltina, Sobradinho e cidades do entorno como Formosa e Planaltina de Goiás. São 35 mil veículos trafegando por dia no local.


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      O que vai pelos DERs

      DER/SP
      Estado de São Paulo terá novas regras para BITREM

                Foi publicada no Diário Oficial de 23 de fevereiro Portaria do DER do Estado de São Paulo, que começou a valer a partir de 1º de março de 2002, estabelecendo as novas regras para concessão e obtenção de Autorizações Especiais de Trânsito - AET's para as Combinações de Veículos de Carga - CVC (bitrem, rodotrem e treminhão), conforme Resolução 68 do CONTRAN.
                As principais mudanças dizem respeito às regras para a obtenção da AET, para a viabilização da transposição de pontes e viadutos, que passam a levar em conta o número de eixos e o comprimento das CVC's e quanto aos horários permitidos para circulação.
                Para os bitrens para 57 toneladas, com 7 eixos e comprimento igual ou superior a 19,8m, não houve qualquer alteração. Os mesmos continuarão sendo autorizados em toda a malha, tendo sua circulação proibida apenas nas pontes com algum tipo de problema conhecido, normalmente informado através de portarias e comunicados do DER e constantes da AET.
                As demais configurações, que já vinham recebendo algum tipo de restrição, serão analisadas tendo como base o comprimento da combinação e as classes de projeto das obras de arte a serem transpostas. Dessa forma as CVC's com 8 eixos e comprimento superior a 22m só serão autorizados sem restrição nas pontes e viadutos de classe de projeto 36 ou superior. Para as combinações com 9 eixos vale a mesma regra desde que o comprimento seja superior a 24m.
                As demais configurações, em especial, o rodotrem para 74 toneladas, com 9 eixos e apenas 19,8m, de acordo com a nova Portaria, só serão autorizados mediante estudos de viabilidade que comprovem a capacidade portante das pontes e viadutos a serem transpostos, executados por empresas de engenharia credenciadas junto ao DER. 
                A Portaria apesar de mais restritiva quanto à relação peso/comprimento das combinações traz boas novidades quanto aos horários de circulação. A partir da sua vigência, nas vias com pista dupla e duplo sentido de direção, dotadas de separadores físicos e que possuam duas ou mais faixas de circulação, o trânsito será diuturno para qualquer comprimento até o limite de 30m. Também será diuturno em toda a malha o trânsito das combinações com comprimento máximo de até 25m. Nas rodovias de pista simples, atendidas algumas condições, o órgão poderá autorizar, também para tráfego noturno, as combinações até o limite de 30m.
                Com essa flexibilização dos horários de circulação, pelo menos no estado de São Paulo, não há mais razão para a fabricação de veículos extremamente curtos e concentradores de carga. É preciso analisar a possibilidade de ampliação dessa regra para o resto do país.
                A Portaria simplifica, também, o processo de obtenção da AET ao permitir a utilização de um mesmo estudo de capacitação técnica para cavalos mecânicos adicionais desde que os mesmos apresentem especificações semelhantes.
                A publicação dessa nova portaria com importantes novidades quanto à questão das pontes e horários de circulação, expõe a urgência da revisão da Resolução 68 do CONTRAN, que precisa ser modernizada e atualizada com a introdução de novos conceitos técnicos e operacionais para as CVC's. (fonte: Guia do TRC)

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      DERTES/ES
      Campanha Social "Abro mão do meu desconto" no VII ENACOR

                Uma iniciativa de destaque no VII Enacor é a realização da Campanha Social "Abro mão do meu desconto". O objetivo é incentivar os participantes do evento a doaremo desconto oferecido no ato da inscrição, para o Abrigo de Idosos Aveldama, localizado em Cariacica, Espírito Santo.
                A campanha será realizada até o dia 7 de maio, quando as inscrições no evento ainda estarão sendo efetuadas. Para participar, basta que os congressistas assinalem no campo de preenchimento que consta na ficha de inscrição e confirmar a doação.
                Segundo a comissão orga-nizadora, serão concedidos descontos de 5%, para 3 a 5 participantes; de 7%, para 6 a 10 participantes e, de 10%, a partir de 11 participantes de um mesmo órgão ou entidade.
                No final do encontro, os nomes das empresas que do-aram seus descontos serão disponibilizados no site www.enacor.com.br. Os recursos arrecadados serão revertidos à instituição na forma de alimentos.
      Vitória da Vida
                Outra iniciativa realizada em meio à organização do VII Enacor foi a primeira campanha educativa do Dertes contra acidentes de trânsito, que aconteceu nos dias 1 e 2 de fevereiro, com o objetivo de alertar a população sobre os riscos de acidentes de trânsito, despertando a atenção dos motoristas para os cuidados a serem tomados antes de viajar.
                A ação foi promovida no pedágio da Terceira Ponte, em Vitória, e nos postos de gasolina que possuem movimento mais intenso, com a distribuição de folders explicativos aos motoristas. O material incluía dicas para que as pessoas viagem com segurança, estatísticas oficiais e curiosidades sobre o que acontece quando alguém se torna vítima de um acidente.











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      DAER/RS
      Governo gaúcho define valor da AET para caminhões acima de sete eixos

                A Secretaria dos Transportes do Rio Grande do Sul, seguindo orientação do Diretor de Operações e Concessões do DAER, Engº Marcos Ledermann, definiu a taxa de Autorização Especial de Trânsito (AET) para caminhões acima de sete eixos (bitrens e rodotrens) cadastrados no território gaúcho.
                Diante dos diferentes custos de um Estado para outro, a deputada Ana Maria Corso PT/RS, que esteve com o secretário Beto Albuquerque, ratificou a necessidade de estabelecer uma política única para cobrança da AET em todo o Brasil. "É necessário existir uma regra geral que atenda todo o território brasileiro de forma igualitária", defendeu. O Secretário Beto Albuquerque ressaltou que, enquanto não existir uma cobrança nacional, torna-se importante o Estado possuir uma norma específica. "Caso contrário, poderemos ficar à mercê de uma cobrança muito mais dura", considerou. Albuquerque explicou que para renovar a AET o motorista deverá anexar ao pedido de renovação cópia da AET anterior e laudo técnico assinado por engenheiro, apresentando as condições do veículo e a descrição do itinerário. A ABDER, preocupada com isso já tem um grupo de trabalho sobre AET, cujo o coordenador é o Engº Marcos Ledermann do RS, que tem procurado reunir todos os DERs para debater essa questão.

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      DER/SC
      BID aprova empréstimo para estradas catarinenses

                O Estado de Santa Catarina teve aprovado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) um empréstimo de US$ 150 milhões destinado à pavimentação e recuperação de rodovias estaduais.
                O programa, chamado BID 4, inclui 24 estradas do Estado, tem um custo total de US$ 300 milhões, incluindo a contrapartida do Estado, de US$ 150 milhões. O dinheiro vai ser suficiente para a recuperação de 700 quilômetros de vias em mau estado e para a pavimentação de 450 quilômetros. O empréstimo do banco deverá ser aprovado pelo Senado por se tratar de um financiamento internacional. O valor a ser pago pelo Estado já está previsto no Orçamento de 2002, de acordo com o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem, Edgar Roman. O Estado terá 20 anos para pagar o empréstimo, com cinco anos de carência. O juro previsto é de 6% ao ano.


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      DER/RR
      Excesso de peso transportado está danificando BR e vicinais em Roraima

                Se a danificação dos pavimentos das rodovias federais em decorrência do excesso de peso transportado pelos caminhoneiros no sul do País, é um fato que tem sido denunciado fartamente mas que é contemporizado por decisões contraditórias do Contran, em Roraima o problema afeta principalmente as estradas vicinais, de responsabilidade dos Municípios mas que o Governo do Estado tem sido chamado a conservá-las e a recuperá-las porque os prefeitos alegam não dispor de verbas para essa manutenção. A BR-174, que liga Manaus a Boa Vista, foi uma vítima do excesso de carga transportado, que em menos de três anos viu o seu pavimento totalmente danificado, principalmente no trecho de 123 quilômetros dentro da reserva indígena Waimiri-Atroari.
                Mas a maior dificuldade para minimizar o problema é a ausência de balanças ao longo das rodovias federais, e uma forma de fiscalização rigorosa nas vicinais. Estas sofrem durante o inverno com o transporte de toras de madeira pelos caminhões toreiros, que transportam, às vezes, cargas com mais de 15 toneladas de excesso. E são muitos os toreiros que atuam na região, para atender a um sempre crescente setor madeireiro do Estado. Alguns municípios, como Cantá e Mucajaí, já criaram leis que impedem o transporte de madeira em toras com peso superior a 1.500 quilos, mas isso gerou controvérsias entre os prefeitos e os donos de serraria.
                No caso da BR-174 - e no futuro as BR 401 e 432 -, só existe uma solução: balanças para fiscalizar com mais rigor o excesso de peso transportado. O Governo de Roraima já adquiriu duas balanças móveis que serão utilizadas ao longo da BR-174. Mas isso não resolve o problema, segundo o diretor geral do DER/RR, engenheiro Carlos Levischi. Para ele, se no quilômetro zero da rodovia, em Manaus, não houver balança, o problema continuará. "É preciso que em Manaus essa fiscalização comece. Porque se fiscalizarmos apenas dentro do Estado, o problema vai continuar", teoriza Carlos Levischi. Segundo ele, o trecho da reserva indígena é o mais sacrificado. "Se fiscalizarmos na saída da reserva indígena, a coisa não funcionará porque o caminhoneiro já percorreu parte da rodovia sem ser molestado pela fiscalização porque ele não encontrará uma balança ao entrar na BR-174", afirma. "E quando for pego em Roraima ele já danificou parte da rodovia", completa Levischi.

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      AGETOP/GO Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas consegue empréstimo de US$ 65 milhões do BIRD

                O presidente da AGETOP- Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas do Estado de Goiás, Eng. Carlos Rosemberg G. dos Reis, ao participar da Assembléia Geral da ABDER, no dia 5 de fevereiro, informou ter conseguido um empréstimo do BIRD no valor de US$ 65 milhões, tendo o estado, em contrapartida, que aplicar também US$ 65 milhões dentro do Programa de Gerenciamento e Melhoramento da Malha rodoviária do Estado de Goiás.
                O Projeto num total de US$ 260 milhões será implantado em duas fases de US$ 130 milhões, sendo que na 1a fase o BIRD entra com US$ 65 milhões e o Estado de Goiás com US$ 65 milhões para fazer a reabilitação de 1500 km e a pavimentação de 300 km. Na Segunda fase, também de US$ 130 milhões, serão reabilitados 1000 km e pavimentados 700 km, no período de 2002 a 2006.
                Segundo o Presidente da Agetop o estado de Goiás também criou o Fundo de Transportes, capitalizado com recursos do IPVA e que financiará a conservação das rodovias. O fundo goiano conta hoje com recursos da ordem de R$ 40 milhões.








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      Rodoviarismo O Patrimônio Rodoviário
      Riumar dos Santos

                Nas décadas de 60,70 e 80 nosso país viveu grandes momentos de crescimento e consolidação da malha rodoviária brasileira. Nos anos 70, 1,23% do PIB nacional era destinado ao Setor de Transportes, na abertura de inúmeras rodovias em todo o território nacional, e foi neste tempo em que nossa matriz rodoviária se firmou como a principal modalidade de transportes da nação brasileira. Nos anos 80, apenas 0,5% tinha a mesma destinação, enquanto nos dias de hoje somente 0,002% do PIB é investido no setor rodoviário. Acertamos na escolha do modal rodoviário como sendo o principal? Bem, aqui cabem bons debates entre os diversos setores da economia nacional. O certo é que o Brasil pegou esta estrada e atualmente 63% das cargas são transportadas pelas rodovias e 96% dos passageiros também viajam pelas estradas.
                É claro que ainda temos que construir e duplicar muitas rodovias por todo o país, assim como dotá-las de um nível de segurança a muito desejado por todos os usuários, mas, a conservação da rede viária pelos poderes públicos é indispensável e deve constar das prioridades governamentais.
                A União e os estados ampliaram suas malhas viárias, aumentaram suas capacidades de tráfego em função do aumento do número de veículos e aumentaram a conta anual da conservação e operação das rodovias. O Fundo Rodoviário Nacional foi-se em 1988 e até hoje não possuímos uma Política Financeira adequada e realística compatível com as necessidades do setor, principalmente no que se refere à conservação de rodovias.
                As rodovias são o maior patrimônio dos brasileiros, hoje estimado em 160 bilhões de reais, o que levaríamos décadas para construir ou para implantá-las.
                O Fundo Nacional de Transportes - FNT, em tramitação no Congresso Nacional, talvez não supra as necessidades dos vários modos de transportes, os quais foram contemplados neste fundo.
                O certo é que necessita-se de uma nova política econômica voltada à área rodoviária do Brasil. Ela deve partir do Governo Federal e compartilhado com os Governos Estaduais e que vise basicamente o resgate da qualidade e do padrão das rodovias em todo território nacional e não apenas em algumas regiões. Nosso país é rodoviário e sua economia depende fundamentalmente deste setor.
                É com a determinação de discutir e buscar soluções para o setor rodoviário, que a ABDER e o DERTES promoverão o VII Encontro Nacional de Conservação Rodoviária - ENACOR que acontecerá de 7 a 10 de maio deste ano na cidade de Vitória-ES.
                A exemplo dos seis últimos encontros, centenas de técnicos de órgãos rodoviários, empresários, palestrantes e dirigentes de órgãos estarão participando deste grande evento que marcará o ano 2002 como o ano do início da recuperação das rodovias do Brasil.

      *Engº Riumar dos Santos é Secretário Geral da ABDER


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      No Congresso Nacional Senado analisa projeto que prevê indenização por inadequada conservação de vias

                Está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal, o Projeto de Lei nº 21/2001, de autoria do Senador Maguito Vilela (PMDB-GO) determinando que o órgão ou entidade componente do Sistema Nacional de Trânsito, no prazo máximo de trinta (30) dias, a contar da data do sinistro, efetuará pagamento à vítima, ou a seu representante, a título de reparação pelo dano decorrente de imprópria conservação de rodovia sob sua responsabilidade.
                O projeto considera responsável pela efetiva reparação pecuniária o órgão ou entidade componente do Sistema Nacional de Trânsito incumbido de manter as condições de tráfego rodoviário e determina que o pagamento do valor indenizatório autoriza o órgão ou entidade a promover ação regressiva contra o responsável direto pelos danos, se cabível, além de salientar que a omissão no pagamento no prazo estipulado sujeita o responsável a multa de até o décuplo da soma dos valores devidos.
                A indenização prevista no projeto compreende despesas de locomoção, médico-hospitalares, psicológicas, de reabilitação, com medicamentos e próteses; auxílio-invalidez; pensão por morte; danos patrimoniais no veículo e pertences da vítima.
                O Senador Maguito Vilela, diz em sua justificativa que o Poder Público existe para propiciar o bem comum e recolhe impostos exatamente para gerir a máquina administrativa, que deve se mostrar capaz de realizar os benefícios materiais exigidos pela sociedade. Dessa condição decorrem duas verdades, alternativas e antípodas: ou o Poder Público realiza eficientemente o seu trabalho, ou não há razão para que as pessoas recolham os impostos destinados à realização do bem comum.
                "Por isso é inaceitável que as pessoas sofram lesões físicas que as levem à incapacitação ou à morte, por culpa exatamente dos entes que deveriam promover a conservação das estradas. Exatamente em função deste fator é que dentre os principais responsáveis pela reparação dos danos causados são os órgãos e entidades que, direta ou indiretamente, estão associados ao fato gerador do dano. Ele salienta ainda que já há previsão de que os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito respondam, objetivamente, no âmbito de suas competências, por danos causados ao cidadão, em razão de ação, erro ou omissão na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que propiciem o trânsito seguro nas vias rodoviárias do País.
                Segundo Maguito Vilela, essa responsabilidade, por ser objetiva, não exige da vítima ou dos seus representantes prova da culpabilidade dos órgãos e entidades, conforme dispõe o § 3º do art. 1º do Código de Trânsito. "Embora o Código Brasileiro de Trânsito faça alusão a essa situação, ela se dá de forma genérica e pouco objetiva. A aprovação deste projeto significará a inserção de um elemento concreto, capaz de dar sustentação legal para aquelas vítimas ou suas famílias que se sintam no direito de cobrar a responsabilidade dos governos", observa o autor.
                A ABDER já recebeu do DER-SP um parecer exarado pela sua procuradoria jurídica sobre o projeto de lei 21/2001 e estará acompanhando a tramitação da matéria, buscando, inclusive um contato com o relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, Senador Jefferson Peres (PDT-AM) para debater o assunto.

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