J O R N A L    ABDER - NOV/DEZ  2002


    Índice


    Regulamentação da CIDE terá prioridade na Câmara dos Deputados
    Comissão apresentará emendão para corrigir aplicação da CIDE
    Deputados protestam contra o desvio da CIDE
    Deputado quer fiscalizar aplicação da CIDE
    Brasileiro aprova radares nas rodovias
    CONTRAN proíbe lucro com multas
    DERBA-BA - O DERBA recebe a qualificação no nível D do Programa de Qualidade de Obras Públicas da Bahia
    POLÍTICA DA QUALIDADE
    Recurso contra multa de trânsito gera polêmica no setor rodoviário
    DAER-RS - Governo lança edital internacional para segunda fase do Programa Restauração
    DERT-CE inicia projeto: Redesenho do Processo da Gestão do Trânsito
    COMUNICADO
    DER-SP - Infrações por excesso de velocidade registradas por radares nas rodovias estaduais
    DER-RJ - Estado prepara estradas para garantir verão mais seguro no Rio




    Regulamentação da CIDE terá prioridade na Câmara dos Deputados

    A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) instituída pela Emenda Constitucional 33 vem mobilizando parlamentares ligados ao setor de transportes que querem urgência na sua regulamentação de forma a evitar maiores prejuízos ao setor.

              Apesar da vinculação prevista em lei, o governo vem usando a arrecadação da CIDE para garantir o superávit primário porque a legislação prevê que "durante o ano de 2002 será avaliada a efetiva utilização dos recursos obtidos da CIDE e, a partir de 2003, os critérios e diretrizes serão previstos em lei específica". Foi constatado que o governo aplicou na infra-estrutura de transportes apenas 4,7% do total de R$ 5,6 bilhões de recursos arrecadados com a CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) neste ano, quando a emenda constitucional que criou a CIDE vinculou a aplicação de seus recursos a investimentos nas áreas de transporte e ambiente, além de custear subsídios.
              A cada litro de gasolina comercializado, a Receita Federal arrecada uma parcela fixa de R$ 0,50 relativa à CIDE. A arrecadação deste ano está em R$ 10,1 bilhões. Uma parte (R$ 0,22 por litro) é referente ao PIS e a Cofins embutidos na contribuição. Do total arrecadado, R$ 5,6 bilhões poderiam ser usados nas áreas de transporte e ambiente e no pagamento de subsídios.
              O Plenário da Câmara deve reiniciar suas atividades apreciando o PLnº 6710/02, o qual estabelece os critérios e as diretrizes para a aplicação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), que foi aprovada na Comissão de Viação e Transportes e ganhou pedido de urgência urgen-tíssima dos líderes, em razão da necessidade de se aprovar a proposição antes da votação do Orçamento de 2003.
              Inconformado com a atitude do Governo, o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) solicitou ao Ministério Público Federal que exija a imediata aplicação da CIDE ou, caso contrário, a suspensão da cobrança até que os investimentos ocorram. "Não somos contra a CIDE, apenas exigimos que ela seja, de fato, aplicada na destinação constitucional prevista. Afinal, a malha rodoviária está escandalosamente abandonada e o Governo nada faz para recuperá-la", acusou o parlamentar, ao afirmar que a demora na aprovação do PL 6710/02 não desobriga o Governo a aplicar a CIDE corretamente. "Independentemente de aprovação pelo Congresso, os recursos da Contribuição já estão amarrados, isto é, vinculados à melhoria da infra- estrutura dos transportes, portanto o Governo não pode desviá-los."


    Voltar ao índeice


    Comissão apresentará emendão para corrigir aplicação da CIDE

              No dia 30 de outubro a Comissão de Viação e Transportes aprovou o requerimento do deputado Eliseu Rezende (PFL-MG) que corrige a proposta de orçamento enviada, em agosto, pelo Governo ao Congresso Nacional de forma a rever as distorções no que se refere a CIDE.
              Com base num relatório formulado pelo Grupo de Trabalho da Comissão de Viação e Transportes da Câmara, observou-se uma distorção na proposta do Governo, no que se refere à aplicação dos recursos da CIDE - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE). Pela proposta, apenas R$1400 bilhão seriam aplicados em 2003 no devido objetivo, quando, constitucionalmente, deveriam estar assegurados R$5 bilhões. Boa parte da diferença entre esses valores está sendo utilizada no pagamento de inativos e amortização da dívida interna e externa do País.
              Os membros da comissão pretendem corrigir essa distorção, apresentando uma grande emenda que adeque os recursos da CIDE ao seu real objetivo e aponte novas fontes de custeio para os pagamento dos inativos e da dívida. O chamado emendão receberá sugestões do ministério dos Transportes, sendo esta uma das finalidades do requerimento aprovado na Comissão


    Voltar ao índeice


    Deputados protestam contra o desvio da CIDE

             
     
    O relator do PL nº6710/02, deputado Eliseu Resende (PFL-MG), que é favorável ao novo tributo, considera imperiosa sua aplicação nos três objetivos constitucionais: custeio da infra-estrutura de transportes; nos projetos de recuperação e preservação ambiental relacionados à indústria do petróleo e nos encargos financeiros da União, aí compreendidos a dívida interna da Conta Petróleo e o subsídio do Auxílio gás.
              Ele lembra que, além do Fundo Nacional de Infra-estrutura de Transportes-FNIT, o PL nº6710/02, cria também o Conselho de Gestão do FNIT, composto pelos ministros dos transportes, do Desenvolvimento Urbano, do Planejamento e pela sociedade civil, sindical ou patronal, fato importante na garantia da vinculação.
              "O Governo está desrespeitando a Constituição. Enviou ao Congresso, no dia 31 de agosto, a proposta orçamentária, destinando apenas um bilhão e quatrocentos milhões de reais para a infra-estrutura de transportes em 2003, quando deveria vincular sete bilhões. Há um claro contingenciamento de recursos, chamado de reserva de contin-genciamento e pagamento de serviços da dívida, e isso não é razoável. O Congresso pode e deve modificar a proposta do Governo, impedindo este desvio. Temos que trabalhar a lei orçamentária, assegurando que a Cide seja corretamente aplicada", completou.
              Embora concorde com os argumentos do deputado Beto Albuquerque ao acionar o MP, Eliseu Resende acha que a situação não será alterada até a aprovação do PLnº6710/02 pelo Congresso, por isso está empenhado na votação do Projeto na Câmara de forma que o mesmo possa ser enviado ao Senado e apreciado antes da votação do Orçamento de 2003", explicou o relator.
              Ao lado dos deputados Eliseu Rezende e Beto Albu-querque as entidades representativas do setor transporte também protestam contra o desvio da CIDE como a Associação Brasileira dos Transportes de Carga que alerta que a situação atual do setor pode levar a um "apagão do Transporte", tendo o presidente da entidade Newton Gibson enviado ofício aos Ministros do Planejamento e dos Transportes protestando contra o desvio de recursos da CIDE.


    Voltar ao índeice


    Deputado quer fiscalizar aplicação da CIDE

              
    O deputado Beto Albu-querque (PSB-RS) apresentou Proposta de Fiscalização e Controle (PFC 75/02) para que a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle fiscalize o Governo Federal, em especial os Ministérios da Fazenda, do Planejamento, Orçamento e Gestão e dos Transportes, quanto aos procedimentos de controle dos recursos da Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que não estão sendo aplicados na sua finalidade legal.
              A Cide foi criada pela Emenda Constitucional 33 e regulamentada em dezembro do ano passado (Lei 10336/01), com a determinação de se aplicar seus recursos em ações de proteção ao meio-ambiente, infra- estrutura de transportes e subsídios a transporte e preço de combustíveis. Ela incide sobre a importação e a comercialização de derivados de petróleo, gás natural e álcool.
              O autor afirma que a Cide é mais um imposto cujos recursos estão sendo desviados de seu destino previsto. Segundo Beto Albuquerque, basta verificar o verdadeiro caos nas BR, no Brasil inteiro, "abandonadas, sem conservação e restauração de longa data. Na prática o povo brasileiro está sendo explorado e enganado. Seu patrimônio e sua vida estão ameaçados por esse caos irresponsável", disse.
              Para o deputado, há evidente desvio de finalidade no uso dos recursos, o que caracteriza, segundo ele, crime de responsabilidade de parte do Governo Federal. "São mais de R$ 4,5 bilhões até agora arrecadados e quase nada revertido para a área dos transportes", denuncia.
              Beto Albuquerque informa que já encaminhou a denúncia ao Ministério Público Federal, solicitando que fossem apuradas as respectivas responsabilidades. "É fundamental que esta comissão, em defesa dos cidadãos brasileiros, solicite a apuração dos fatos e a adoção das respectivas medidas legais que possam propiciar as soluções neces-sárias. Em suma, ou são feitos os investimentos devidos ou cancele-se a cobrança da Cide", propõe.


    Voltar ao índeice



    Brasileiro aprova radares nas rodovias

              
    A instalação de radares eletrônicos nas rodovias satisfaz 84% da população brasileira, revela pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Pesquisa (Ibope) divulgada pelo Jornal Diário Catarinense. O trabalho foi realizado em oito capitais do Brasil, incluindo Florianópolis.
              A maior parte das 1,3 mil pessoas entrevistadas pelo Ibope acredita que os equipamentos de monitoramento eletrônico de trânsito são eficientes na diminuição dos acidentes. A opinião é de 46% dos entrevistados. Outros 30% pensam que o trânsito ficou igual e 13% acreditam que aumentaram os acidentes com o uso dos equipamentos.
              O trabalho do Ibope conclui que apenas 12% da população é contra os radares eletrônicos. Esses equipamentos são instalados nas rodovias e registram quando os veículos ultrapassam a velocidade limite. Os mais comuns são os radares fixos (pardais) e as barreiras eletrônicas (lombadas).
              Os pardais são discretos e monitoram toda a extensão de uma rodovia. A lombada tem dispositivos sonoros e luminosos e é usada em pontos específicos, como próximo a um local de grande fluxo de pedestres no perímetro urbano.
              A pesquisa reflete a preocupação da maioria da população brasileira com a segurança no trânsito, afirma o gerente de segurança rodoviária do Departamento de Estradas de Rodagem de Santa Catarina-DER/SC, César Leal. Segundo ele, as lombadas eletrônicas foram desenvolvidas para reduzir a velocidade pontualmente e proteger os pedestres. São instaladas em pontos críticos e de grande fluxo de pessoas e veículos, geralmente nas entradas e saídas das cidades. Já os radares (pardais) foram instalados com a finalidade de coibir excesso de velocidade dos veículos para até o máximo permitido nas rodovias visando proteger os motoristas e passageiros e não para penalizá-los. César Leal ressalta a importância e necessidade dos equipamentos para melhoria do trânsito rodoviário na diminuição do índice de acidentes como foi constatado pela pesquisa do Ibope.
              De acordo com o diretor geral do DER-SC, Edgar Roman, não chegava a 1% a taxa de motoristas multados pelos pardais em Santa Catarina. Estes equipamentos deixaram de ser usados em junho último no Estado.
              A população também se manifestou favorável às multas na pesquisa do Ibope. Dos entrevistados, 51% opinaram que as multas aplicadas são merecidas. Apenas 20% disseram que a maior parte delas é injusta.


    Voltar ao índeice



    CONTRAN proíbe lucro com multas
              O Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) determinou em outubro o fim dos contratos de radares com cláusulas de produtividade, com a publicação da resolução nº 141.
              Devido ao alto custo tecnológico dos radares, muitos estados e prefeituras contratavam o serviço com cláusulas de produtividade. As empresas proprietárias dos radares recebiam per-centuais das multas aplicadas.


    Voltar ao índeice



    DERBA-BA
    O DERBA recebe a qualificação no nível D do Programa de Qualidade de Obras Públicas da Bahia

              Estabelecer um novo padrão de excelência nas obras públicas do Estado. Este é um dos principais objetivos do Programa de Qualidade de Obras Públicas da Bahia (Qualiop). O Derba acaba de receber a qualificação no nível D. São requisitos para obter a certificação, a apresentação de uma declaração de compromisso, o controle de documentos e a elaboração de um manual da qualidade para uso de todos os setores técnicos e administrativos do órgão.
              O programa, que está sendo coordenado pela Sucab - Superintendência de Construções Administrativas da Bahia, baseia-se na metodologia da qualificação evolutiva. Para estipular o grau de qualidade das empresas foram criados quatro níveis denominados como D, C, B e A. Esse último possui um estágio de exigência equivalente ao ISO 9000.
              Entre os objetivos do Qualiop estão a otimização da qualidade dos materiais, componentes, sistemas construtivos, projetos e obras nos empreendimentos do Governo; o estabelecimento de acordos setoriais de qualidade, com os segmentos da construção civil; a implantação de processos de qualificação, homologação e certificação de produtos e serviços, visando a melhoria das obras contratadas.
              "A certificação do órgão é importante porque garante a otimização dos processos de trabalho. Um dos principais aspectos disso é a redução das perdas nas obras, que implicam dinheiro e tempo", destaca a consultora de qualidade Carolina Campos. Ela diz que a implantação do programa vai mexer em quatro fundamentos importantes na autarquia: a satisfação do usuário, a preservação ambiental, a melhoria constante dos processos construtivos e o desenvolvimento profissional.
              O Derba inseriu em sua atual estrutura organizacional a Coordenação de Qualidade, com a finalidade de acompanhar, orientar e supervisionar a adoção dos procedimentos preconizados no manual da qualidade.


    Voltar ao índeice


    POLÍTICA DA QUALIDADE

              Ainda este ano, todos os funcionários das Residências de Manutenção contarão com um novo fardamento. Serão capas de chuvas, botas, máscaras e agasalhos, adquiridos através de licitação pública. Esta é apenas uma das ações desenvolvidas pelo Serviço Social. Implantado em setembro do ano passado e tendo à frente a assistente social Juliane Colavolpe de Andrade, o serviço já contabiliza muitas outras conquistas.
              "Estamos priorizando neste primeiro momento os servidores que atuam nas Residências. Levando informações, levantando as carências e as necessidades de cada um", conta Juliane.
              Até agora já foram visitadas 11 das 20 Residências. O trabalho consiste em entrevistas individuais com os servidores e levantamento sócio-econômico. A partir deste trabalho, o Serviço Social tem agilizado a marcação de consultas médicas e odon-tológicas, dando entrada em pedidos de pensão e auxílio funeral, encaminhando servidores para perícias médicas e realizando, em parceria com o PAS, campanhas de vacinação contra gripe e a rubéola, além de palestras sobre métodos anticonceptivos.
              Outra importante conquista foi aumentar o número de tíquetes refeição de 10 para até 16 unidades. O Serviço Social também tem atuado junto às famílias que são remanejadas para a construção ou restauração de estradas. No trecho Gandu/Itamari, por exemplo, 40 famílias que viviam na faixa de domínio da rodovia foram transferidas para um loteamento, com toda infra-estrutura.
              O mesmo tratamento foi dispensado às famílias que moravam na comunidade de Sucupió, na Linha Verde. Na Estrada do Feijão, um casal de idosos, que vivia debaixo de uma lona, ganhou um casa da Prefeitura de Serra Preta, a partir deste trabalho social.


    Voltar ao índeice



    Recurso contra multa de trânsito gera polêmica no setor rodoviário

              
    Desde o dia 25 de outubro os motoristas brasileiros terão mais facilidades para contestar multas de trânsito, devido a publicação da Medida Provisória 75/2002 que disciplina o prazo de julgamento dos recursos das multas aplicadas pelos Departamentos de Trânsito de todo o País.
              O texto da MP determina alterações no Código de Trânsito, estabelecendo que os recursos referentes a multas recebidos pelos Departamentos deverão ser encaminhados num prazo máximo de 10 dias, contados a partir da data que o infrator entrou com o pedido, para as Juntas Administrativas de Recursos de Infração (JARI's) que terão prazo máximo de 30 dias para o julgamento.
              Com a medida provisória, porém, se o recurso não for julgado em um mês pela JARI, o órgão de trânsito deverá conceder efeito suspensivo, ou seja, o usuário poderá regularizar o veículo junto ao órgão de trânsito.
              O efeito suspensivo perdurará por 30 dias, quando, se o recurso ainda não tiver sido julgado, a multa é definitivamente cancelada. Outra novidade é que o motorista não terá de pagar a multa para recorrer em segunda instância, como acontecia até agora. Assim, a partir do dia 25 de outubro, as multas de trânsito que não forem julgadas pelas JARI's em 60 dias serão canceladas.
              As novas regras valem inclusive para os recursos em andamento, cujos prazos passam a contar a partir da edição da MP. Além disso, durante o período de julgamento, o motorista poderá transferir, licenciar ou vender seu veículo.
              A Medida, no entanto, vem gerando manifestações o presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara, deputado Duílio Pisaneschi (PTB-SP), que elogiou a decisão do Governo: "Aproveitando a municipalização do trânsito, o que se fez neste País foi uma verdadeira indústria da multas para tomar dinheiro do povo e aumentar a arrecadação do município. Agora, com a Medida Provisória 75, os motoristas pelo menos vão ter direito de defesa".
              Já o deputado Ary Kara (PPB-SP), lembra que a Medida Provisória vem de encontro ao Projeto de Lei 3.766/2000, de sua autoria que busca alterar o artigo 285 do Código Brasileiro de Trânsito. Ele lembra que além de desburocratizar o recurso contra a multa, seu projeto também protege os cidadãos contra as arbitrariedades que estão ocorrendo, determinando o cancelamento das penalidades aplicadas e o arquivamento de seus registros, quando as JARI´s não realizarem os julgamentos dos recursos nos prazos previstos em lei
              No entendimento do Grupo de Multas da ABDER, coordenado por Ana Paula Duarte Mendes (DER/MG) e Jorge Rêgo da Silva (DER/DF) a medida Provisória 75/2002 vem acarretando uma série de problemas operacionais a todos os Órgãos Rodoviários Estaduais do país, chegando ao ponto de comprometer a credibilidade do sistema utilizados pelos DERs.
              Reunidos, no último dia 07 de novembro, na sede da ABDER, representantes dos DERs de Minas Gerais, Distrito Federal, Paraná, Pernambuco, Bahia, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Ceará e Rio Grande do Sul, que compõem o Grupo de Multas da ABDER, concluíram que as multas, segundo levantamento do DETRAN/MG, é o 5º motivo de não licenciamento, demonstrando assim que, as multas não são a causa principal de transtornos aos infratores que infratores não ultrapassam a 5% do total de habilitados e que nos equipamentos de medição de velocidade fixos as autuações, após o segundo mês de operação, são inferiores a 0,5% do volume de tráfego, sendo que 40% destes infratores são reincidentes. Diante dessas constatações o Grupo entende que a instituição de novos prazos para recursos, sem que os órgãos rodoviários tenham um período de adequação, pode estimular a "indústria de infratores", fazendo com que os condutores que cumprem a lei tenham grande liberdade de praticarem infrações.
              O Grupo entendeu também que o prazo imposto para julgamento é bastante curto, tendo em vista, que em alguns processos há a necessidade de diligências, que provavelmente não poderão se realizar, comprometendo a qualidade do julgamento. Além disso a MP obrigará os órgão de trânsito a realizarem em 60 dias, o julgamento de milhares de processos que não foram julgados nos últimos anos.
              Preocupados com a adoção dessa medida, os integrante do Grupo de Multas da ABDER acreditam que a MP 75 coloca em risco a segurança de trânsito, uma vez que inibe o poder de punição aos infratores, o que prejudica a política dos DERs para reduzir os acidentes e as mortes nas rodovias estaduais.
              O Grupo de Multas quer que ABDER e os Diretores Gerais de todos os Órgãos Rodoviários Estaduais façam gestões junto ao DENATRAN, CONTRAN, Ministro da Justiça e Presidência da República, para que seja concedido o prazo de 180 dias para atualização do julgamento dos recursos protocolados antes do dia 25 de outubro de 2002 e que os prazos da MP só tenham validade para os recursos protocolados após o dia 25 de outubro de 2002.


    Voltar ao índeice



    DAER-RS
    Governo lança edital internacional para segunda fase do Programa Restauração

              A Secretaria dos Transportes, através do Daer- Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem, lançou no dia 25/09, o aviso internacional de pré-qualificação para as empresas que pretendem participar da licitação da segunda fase do Programa Restauração. Poderão se habilitar empresas ou consórcios de empresas brasileiras e estrangeiras que tenham experiência em obras de construção, restauração e duplicação de rodovias e já tenham executado satisfatoriamente projetos de natureza e complexidade semelhantes nos últimos cinco anos. Também será exigido que as empresas interessadas tenham em seus currículos a execução concluída de, no mínimo, 50 Km de obras rodoviárias.
              O resultado, com a lista de empresas pré-qualificadas para o processo de licitação deverá ser divulgado até o final do ano.
              Esta segunda fase do Programa Restauração abrange 2.894 Km de rodovias pavimentadas, divididas em oito lotes, nas regiões Sul, Centro Sul, Vale do Rio Pardo, Metropolitana, Vale dos Sinos, Vale do Caí, Vale do Taquari, Litoral, Hortênsias, Central, Fronteira Oeste e Campanha. A primeira fase do programa, formada por sete lotes e que abrange a recuperação das rodovias das regiões da metade norte do Estado, já está em andamento desde janeiro de 2002. No total, o Programa Restauração irá investir aproximadamente R$400 milhões, para a completa recuperação e manutenção, por cinco anos, de 5.350 quilômetros de estradas estaduais.

    Voltar ao índeice


    DERT - CE
    DERT-CE inicia projeto: Redesenho do Processo da Gestão do Trânsito

              O DERT - Departamento de Edificações, Rodovias e Transportes, através do Instituto de Estudos, Pesquisas e Projetos da Universidade Estadual do Ceará - IEPRO, está desenvolvendo um Projeto de Redesenho do Processo da Gestão de Trânsito. As apresentações e exposições são realizadas por Luíza Andréa Farias Nogueira, consultora da IEPRO. Segundo Andréa, para poder redesenhar é preciso saber o objetivo do processo da gestão de trânsito: Deve-se trabalhar o Cenário em que será trabalhado o Redesenho (Organizações e Foco); Objetivos do Redesenho; Etapas (Plano Diretor, com prioridade para a Gestão de Trânsito, Análise do Processo Atual, Redesenho do Novo Processo e Planejamento da Implantação das Atividades); Metodologia; Estrutura Envolvida (Equipe de Coordenação, Equipe de Redesenho, Patrocinador e Facilitadores Internos); Gestão de Trânsito e Processos da Gestão (Planejamento Operacional, Logística, Operação e Fiscalização nas Rodovias).
              Para redesenhar o Processo de Gestão de Trânsito do DERT é preciso atentar para as restrições que limitam o alcance do Redesenho, para os pressupostos a serem considerados para o Redesenho, para os impactos que os outros projetos em andamento exercem sobre o Redesenho e para as Ações de Comunicação que serão desenvolvidas para apoiar o Redesenho. Participam do processo de Redesenho 15 funcionários do Órgão.


    Voltar ao índeice


    COMUNICADO

              A Assessoria de Comunicação e Marketing - ASCOM - do Departamento de Edificações, Rodovias e Transportes do Ceará - DERT - comunica que, desde o dia 1º de novembro, o Eng.º Lucio de Castro Bomfim Junior encontra-se à frente da Superintendência deste Órgão.


    Voltar ao índeice



    DER-SP
    Infrações por excesso de velocidade registradas por radares nas rodovias estaduais

              O DER/SP emitiu nota oficial em setembro na qual explica multas emitidas em rodovias estaduais. Segunda a nota o intuito do Governo do Estado de São Paulo, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), é o de coibir o excesso de velocidade nas estradas paulistas, com o objetivo de reduzir os acidentes e, principalmente, o número de mortes.
              A fiscalização do controle de velocidade é realizada por funcionários do DER, Polícia Militar Rodoviária e, em algumas rodovias concedidas, por empresas prestadoras de serviços, devidamente fiscalizadas por esta autarquia.
              As empresas prestadoras são remuneradas pelo serviço efetivamente prestado, sem qualquer participação no valor ou no número de multas registradas.
              Todos os instrumentos ou equipamentos de medição de velocidade (radares) em operação, sob responsabilidade do DER, nas rodovias estaduais - concedidas ou não - atendem à legislação vigente. Tais equipamentos, estão com os Certificados de Verificação ou Laudos de Exame Metrológico válidos. Esses documentos são emitidos pelo IPEM - Instituto de Pesos e Medidas.
              O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) considera que todos os autos de infração lavrados são válidos, e os infratores que não concordarem poderão utilizar-se da legislação vigente, por meio das várias instâncias referidas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).


    Voltar ao índeice



    DER-RJ
    Estado prepara estradas para garantir verão mais seguro no Rio


              O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro já começa a preparar as estradas para garantir um verão mais seguro nas rodovias estaduais. As obras de recuperação de pista da RJ-114, rodovia que liga Itaboraí a Maricá, já estão concluídas e obras para aumentar drenagem e melhorar o traçado de trecho da RJ-118, que liga Maricá a Saquarema, no distrito de Sampaio Correia, estão sendo iniciadas. As duas rodovias são importantes acessos à Região dos Lagos. O Programa Sinalização nas Estradas também está sendo ampliado.
              Já a RJ-093, que liga a BR-116 ao distrito de Lajes (Paracambi), foi incorporada ao Programa Sinalização nas Estradas, que já sinalizou 130 quilômetros de rodovias estaduais. O trecho entre Engenheiro Pedreira e Japeri da RJ-093 vai ganhar novas placas e pinturas de bordos e centro de pista. O Programa foi iniciado em julho na RJ-104 (Tribobó-Itaboraí), concluindo trabalhos também na RJ-106 (Sampaio Correia-Araruama) e na RJ-130 (Teresópolis Friburgo). Equipes do DER estão finalizando os serviços na RJ-105 (BR-040-BR-116).
              Até o momento, já foram instaladas 2.250 placas de sinalização, sendo 1.700 apenas no projeto turístico da RJ-130, que está transformando a estrada na Rodovia das Flores. Segundo o engenheiro José Luiz Teixeira da Silva, diretor da Superintendência de Sinalização (SSI/DER) a previsão é de que, até o final do ano, sejam instaladas mais de 4.500 placas nas rodovias estaduais.


    Voltar ao índeice