J O R N A L   ABDER -  OUT/NOV  2003



    Índice

    Conservação Rodoviária reúne mais de mil técnicos no Rio Grande do Sul
    REFORMA TRIBUTÁRIA JÁ ESTÁ NO SENADO FEDERAL
    Ministro dos Transportes explica investimentos na área rodoviária
    AGU não teve como questionar liminares contra Cide
    ABDER pede esclarecimento sobre autorização especial de trânsito
    Minas prepara plano estratégico para contenção dos efeitos da chuva
    Tecnologia do asfalto-borracha foi uma das atrações do 8º ENACOR
    Principal reivindicação do 8º ENACOR é atendida pela Câmara dos Deputados
    8º ENACOR homenageia autores de grandes obras
    Inspeção veicular será obrigatória em 2004
    DER/SP completa 69 anos com 18 milquilômetros de malha rodoviária
    AGETOP/GO - Goiás executa maior programa de recuperação asfáltica do País




    Conservação Rodoviária reúne mais de mil técnicos no Rio Grande do Sul

              
    Principal reivindicação do setor rodoviário foi atendida pela Câmara dos Deputados, com a manutenção do repasse de 25% da Cide aos Estados.
              No período de 09 a 12 de setembro, a cidade de Gramado-RS, foi palco do maior encontro de conservação rodoviária da América Latina que reuniu técnicos, especialistas e representantes governamentais do setor.
              Numa realização da ABDER e do DAER/RS, o 8º Encontro Nacional de Conservação contou com a presença do Diretor Geral do DNIT, José Carlos Coutinho e do secretário executivo do Ministério dos Transportes, Keiji Kanaschiro, além de representantes de organismos de financiamentos do setor rodoviários, empresas e autoridades convidadas, com o ex-presidente nacional do Sebrae, Sérgio Moreira, o consultor francês Pierre Casan, considerado uma das maiores autoridades mundiais em pavimentação e o Engenheiro César Queiroz, do Banco Mundial
              A principal discussão girou em torno do aumento da CIDE (Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico) para os Estados.
              O 8º Encontro Nacional de Conservação Rodoviária, além de contar com a realização de diversos painéis sobre novas tecnologias de pavimentação, também debateu nos seminários e mini-cursos, reciclagem e fresagem de pavimentos, novas tecnologias para rodovias, controle de cargas excessivas, concessão de rodovias, pedágio, segurança rodoviária, sinalização, custos rodoviários, condições da malha rodoviária e questões ambientais.
              Na avaliação do presidente da Comissão Organizadora do 8º Enacor, Engenheiro Eudes Missio, Diretor de Operação e Concessões do DAER, o encontro superou todas as expectativas com a presença de 1293 participantes, entre técnicos rodoviários, palestrantes, expositores e servidores do DAER/RS.
              Para Eudes Missio, o encontro acabou sendo um sucesso sem precedentes e transformou-se no maior encontro de conservação rodoviária da ABDER, tendo em vista o número de participantes.
              A seu ver, o 8º Enacor confirmou a tese básica de que a conservação rodoviária é uma questão inarredável de qualquer governo, porque conservar aquilo que se construiu é preservar o patrimônio rodoviário e, segundo acentuou, preservar é uma condição de competitividade industrial.
              Para Eudes Missio, não se pode admitir que esse patrimônio seja deteriorado por falta de conservação, porque recuperar ou construir custa muito mais que conservar.
              O 8º Enacor teve a participação de todos os estados da federação e contou com eventos paralelos como o Fórum Nacional dos Secretários Estaduais de Transportes, a Assembléia Geral Estraordinária da ABDER e a reunião dos Coordenadores das representações estaduais do DNIT.


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    REFORMA TRIBUTÁRIA JÁ ESTÁ NO SENADO FEDERAL

             
     A Câmara dos Deputados aprovou em segundo turno a proposta de Reforma Tributária que já iniciou sua tramitação no Senado Federal, onde tem como relator o Senador Romero Jucá (PMDB-RR) que já anunciou, que a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania deverá ouvir o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, cinco governadores e representantes do setor empresarial para colher sugestões de reparos à proposta original. A PEC da reforma tributária tramitará na CCJ e depois será apreciada pelo Plenário, necessitando passar por dois turnos de votação para ser considerada aprovada. O Jornal da ABDER elenca os principais pontos do texto aprovado e que dizem respeito ao setor de Transportes e aos órgãos rodoviários estaduais, a seguir:
    ENERGIA E PETRÓLEO
    O texto final prevê que a cobrança desse imposto será somente no estado de destino até quando a alíquota interestadual para essas operações a favor do estado de origem não atingir 4%. Depois disso, o Senado definirá as alíquotas que caberão ao estado produtor.
    IPVA
    O imposto deverá incidir também sobre veículos aéreos e aquáticos
    PEDÁGIO
    O texto remetido pelo governo à Câmara previa a retirada da Constituição do dispositivo que vincula o uso de pedágio à utilização de vias conservadas pelo Poder Público. Esse ponto da reforma foi aprovado sem alterações.
    CIDE
    De acordo com o texto aprovado, sua arrecadação fica incluída nos valores sujeitos à Desvinculação de Receitas da União (DRU) e o governo repassará 25% aos estados para o financiamento de programas de infra-estrutura de transportes. Desse montante, os estados repassarão 25% aos municípios, segundo critérios estabelecidos em lei.
    Outras contribuições de intervenção do domínio econômico que vierem a ser instituídas seguem as mesmas regras quanto à desvinculação de receitas e, de maneira genérica, incidirão também sobre produtos estrangeiros.
    DESVINCULAÇÃO DE RECEITAS
    A Desvinculação de Receitas da União, cujo prazo vencerá em 2003, é prorrogada até 2007. Por meio da DRU, o governo federal pode usar 20% dos recursos de impostos e contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico em outras despesas, desvinculando-os de órgão, fundo ou despesa específica. Além dos repasses constitucionais atualmente excluídos do montante a ser desvinculado, também serão excluídos os recursos destinados ao financiamento de programas de desenvolvimento regional. Isso quer dizer que a própria CIDE poderá ter 20% de sua arrecadação desvinculada da parte do governo federal, contribuindo para piorar ainda mais a situação dos recursos destinados ao setor de transportes


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    Ministro dos Transportes explica investimentos na área rodoviária

            
     
     Ministro dos Transportes explica investimentos na área rodoviáriaAo participar, n dia 23 de setembro, da audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, da Câmara dos Deputados, sobre as obras inacabadas no País, o ministro dos Transportes, Anderson Adauto, anunciou que ainda neste ano serão realizadas licitações para a restauração de sete mil quilômetros de rodovias e, até fevereiro de 2004, outros sete mil quilômetros também serão restaurados. Anderson Adauto disse ainda que o principal programa do Ministério dos Transportes será o de recuperação da malha viária nacional, que, ao todo, tem 52 mil quilômetros de estradas. Ele explicou que mais de 70% das rodovias estão em estado ruim ou irregular e cerca de 80% das estradas de todo o País estão com mais de dez anos de vida útil.
              O ministro informou que serão gastos cerca de R$ 6 bilhões com os serviços de recuperação, assinalando que, apesar de alguns trechos já terem mais de 15 anos de vida útil, os estragos ainda são superficiais. O ministro dos Transportes reclamou que em 2003 houve redução de verbas e a existente já está comprometida com o programa de recuperação das rodovias.
              Segundo ele, em 2003, a situação não é diferente. Dos R$ 8 bilhões previstos, R$ 7,3 bilhões foram contingenciados pelo Governo. No entanto, ele acenou para boas perspectivas se a arrecadação da Cide - contribuição sobre combustíveis tiver uma parcela direcionada para o custeio de investimentos na recuperação da malha viária do País.


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    AGU não teve como questionar liminares contra Cide

              
    Em Audiência Pública na CPI dos Combustíveis da Câmara dos Deputados, no dia 23 de setembro, o advogado-geral da União, Álvaro Augusto Ribeiro da Costa, disse que Razões técnicas impediram a Advocacia Geral da União (AGU) de impetrar uma Ação Declaratória de Constitu-cionalidade (ADC) referente à cobrança da Cide - contribuição sobre combustíveis -, medida que derrubaria todas as liminares que questionam o pagamento do tributo.
              Segundo Álvaro Costa, a AGU tem dados da Petrobras e da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional que mostram uma queda no volume de combustíveis vendidos sem a cobrança da Cide, de dezembro de 2002 até este mês. Segundo ele, em março de 2002, eram comercializados 3,5 mil m³ de gasolina sem incidência da contribuição e hoje esse número é de 1,2 mil m³.
              Costa apontou também a redução no tempo gasto pelo Judiciário para a cassação de liminares. Além disso, segundo ele, o entendimento na Justiça Federal em segunda instância contra as liminares vem-se uniformizando. Com isso, o Governo já teve êxito no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª,2ª ,3ª e 4ª regiões - falta apenas o tribunal da 5ª região.
              O advogado-geral da União afirmou ainda que "não tem dúvida de que a indisciplinada concessão de liminares está sob controle". Fonte: Agência Câmara


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    ABDER pede esclarecimento sobre autorização especial de trânsito

              A ABDER vem contestando junto ao Denatran e ao DNIT, o fato de estarem sendo descumpridas as Resoluções nº 12/98, 68/98 e 75/98 do CONTRAN, que dispõe sobre Autorização Especial de Trânsito-AET, argumentando que tem se constatado nas fiscalizações executadas nos Estados relativas a Autorização Especial de Trânsito - AET, que veículos licenciados por DETRAN's cujas dimensões são superiores as definidas nas citadas resoluções tais como: balanço traseiro superior à 3,50 metros, veículos articulados com comprimento superior à 18,15 metros e veículos com reboque com comprimento superior à 19,80 metros. A ABDER questiona os dois órgãos federais de Transportes sobre qual legislação tem se baseado alguns DETRAN's para permitir o licenciamento dos veículos com dimensões superiores, uma vez que os DERs entendem que pela resolução em vigor "As dimensões autorizadas para veículos, com carga ou sem carga, são as seguintes: largura máxima de 2,60 metros, altura máxima de 4,40 metros e comprimento total de 14,00 metros para veículos simples, 18,15 metros para veículos articulados e 19,80 metros para veículos com reboque.
              A Engenheira Vânia Sobrado do DER/SP, informa que o Estado de São Paulo vem cumprindo rigorosamente a Resolução nº 12/98 do CONTRAN, mas esclarece que a própria Resolução contempla exceções para veículos com excesso de comprimento construídos até novembro de 1996. Para as combinações de veículos de carga enquadradas na Resolução nº 68/98 do CONTRAN e não constantes de seu anexo I, vem sendo expedidas as autorizações pelo Órgão, desde de que autorizadas pelo DENATRAN. Acrescenta ainda que o DER/SP em análise desses conjuntos impôs Regulamento para transposição em suas obras de arte; observada sua capacidade portante; com intuito de preservar sua segurança e integridade. Dentro desta metodologia praticada pelo DER/SP não vem registrando problemas na concessão de AET´s, no cumprimento das Resoluções nº 12 e 75 bem como de seu Regulamento com base na Resolução nº 68/98.
              Embora não constatado problemas no Estado de São Paulo, acredita ser necessário uma revisão na Resolução nº 12 no que se refere as dimensões dos veículos e no anexo I da Resolução nº 68 contemplando as novas configurações.



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    Minas prepara plano estratégico para contenção dos efeitos da chuva

              
    A partir do dia 7 de outubro, a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) colocará em alerta as 47 entidades que participam do Plano Estratégico para Contenção dos Efeitos das Chuvas no Sistema Rodoviário. O objetivo do governo é mobilizar órgãos públicos, iniciativa privada e sociedade civil para que não ocorra o chamado "paradão" nas rodovias mineiras com o início das chuvas. O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) identificou dezenas de trechos, em rodovias federais e estaduais, prestes a serem interrompidos. Como não existe verba sequer para a recuperação e manutenção das estradas, a Setop planeja utilizar recursos contingenciados do orçamento, da ordem de R$ 56 milhões, apenas em caso de emergência absoluta: interrupção de tráfego e isolamento de cidades. De acordo com entidades que participam do plano, o governo estadual informou que o montante de R$ 10 milhões seria suficiente para a recuperação dos trechos danificados.
              "Toda a rede está sem manutenção há alguns anos. Só vamos conseguir fazer a manutenção geral talvez ao longo de um a dois anos de trabalho", justificou ontem o secretário de Transportes, Agostinho Patrus, ao final da quarta reunião com as entidades participantes do plano, realizada na sede da Setop. Além dos órgãos de governo estadual, a "força-tarefa" contará ainda com representantes do governo federal, Fiemg, Federaminas, Crea, Faemg, Sinduscon e Fetcemg, dentre outras.
              Todos eles estão divididos em seis grupos de trabalho, sendo que o primeiro, Gestão Executiva e Mobilização, terá a responsabilidade de colocar em prática o plano. No próximo dia 7, haverá a última reunião para acertar os detalhes para o início dos trabalhos. Segundo Patrus, a prioridade serão os abatimentos de rodovias (onde já existe o rompimento de parte da pista), limpeza de canaletas e bueiros. O secretário não informou o número exato dos trechos com alto índice de depreciação. Fonte: Diário do Comércio


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    Tecnologia do asfalto-borracha foi uma das atrações do 8º ENACOR

              
    A experiência gaúcha na utilização do asfalto-borracha foi apresentada durante o 8º Encontro Nacional de Conservação Rodoviária. Durante o evento, os técnicos do DAER - Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem mostraram as vantagens da utilização do asfalto-borracha, que está sendo experimentado no quilômetro 28 da RS -122, junto ao Posto da Polícia Rodoviária Estadual de Bom Princípio.
              Os técnicos da Divisão de Normas e Pesquisas do DAER, que coordenam a pesquisa, mostraram as vantagens na utilização de pneus inservíveis na mistura da massa asfáltica. A incorporação de borracha de pneus nas misturas asfálticas aumenta a durabilidade do pavimento, entre outras vantagens.
              O DAER pretende introduzir na conservação da malha viária do Estado o emprego da nova tecnologia, reutilizando pneus velhos e contribuindo para a preservação ambiental, além de otimizar os investimentos, reduzindo os custos de manutenção das rodovias estaduais



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    Principal reivindicação do 8º ENACOR é atendida pela Câmara dos Deputados

              
    Com a aprovação em segundo turno da Proposta de Reforma Tributária, a Câmara dos deputados, atendeu uma das principais reivindicações do setor rodoviário, amplamente discutida e reclamada no 8º Enacor, que será o repasse de 25% da CIDE aos estados para o financiamento de programas de infra-estrutura de transportes. Desse montante, os estados repassarão 25% aos municípios, segundo critérios estabelecidos em lei.
              Além da luta da ABDER pelos recursos da CIDE, os secretários estaduais de transportes que se reuniram durante o 8º Encontro Nacional de Conservação Rodoviária prometeram mobilizar governadores e deputados federais para reverter a negociação da reforma tributária que baixou de 25% para 16,25% o percentual dos Estados sobre a CIDE (Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico).
              Ao abrir a reunião, o presidente do Forum de Secretários de Transportes, Agostinho Patrus disse que os 6,25% dos municípios devem sair dos 75% da União e não da parte dos Estados. "Os recursos da CIDE devem ser totalmente revertidos para o setor de transportes", afirmou Patrus, que classificou a contribuição como um "pedágio extra".
               A luta dos secretários pelos 25% da CIDE, conforme estava previsto no relatório inicial da reforma tributária, ocorre em um momento em que as rodovias brasileiras enfrentam um processo de deterioração pela falta de recursos. O secretário dos Transportes do Rio Grande do Sul, Jair Foscarini, afirmou que a CIDE representará um incremento de R$ 150 milhões para o Estado, número próximo dos R$ 190 milhões previstos para o setor em 2003, incluindo receitas próprias, emissão de debêntures e empréstimos internacionais. No caso de Minas Gerais o impacto da CIDE será ainda maior. De acordo com o secretário de OIbras e Transportes, Agostinho Patrus, a receita de Minas Gerais através da CIDE poderá chegar a R$ 250 milhões/ano, contra os R$ 100 milhões que serão investidos no setor este ano.


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    8º ENACOR homenageia autores de grandes obras

              
    Três autores de grandes obras rodoviárias foram homenageados durante o 8º Encontro Nacional de Conservação Rodoviária (Enacor): Pedro Simon, pelas Estrada do Mar e Rota do Sol, Mário Andreazza (in-memorian) em nome da BR 290 (freway) e BR-116, trechos de São Leopoldo - Poa, Poa- Pelotas e o terceiro, Eliseu Resende, ex-ministro dos Transportes e atualmente deputado federal pelo PFL de Minas Gerais.















                          


          


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    Inspeção veicular será obrigatória em 2004

              O Diretor Geral do Denatran, Ailton Brasiliense defende que a partir de 2004, a inspeção veicular se torne obrigatória a partir do segundo semestre. Ainda não há uma definição sobre se a competência da fiscalização será do Estado ou do Município e se a norma será imposta por preojeto de lei ou resolução. O único fato concreto, entretanto, é que as empresas responsáveis por fazer a vistoria deverão ser escolhidas por licitação e terão dedicação exclusiva a essa atividade. A vistoria será um documento exigido para o licenciamento do carro. Veículos particulares terão de fazer o teste uma vez por ano; veículos de passageiros e carga poderão estar sujeitos a uma freqüência menor: a cada seis meses. No primeiro ano, freio e emissão de gases fora do padrão poderão reprovar o veículo. Na segunda inspeção a deficiência na suspensão do veículo também poderá impedir o licenciamento.



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    DER/SP completa 69 anos com 18 milquilômetros de malha rodoviária

             
     O DER - Departamento de Estradas de Rodagem está completando 69 anos. Ao longo desse tempo, segundo a Agência Imprensa Oficial, passou por várias mudanças. Deixou de ser apenas um construtor de estradas para tornar-se órgão de fiscalização, manutenção e duplicação. " Ainda atuamos na construção de alguns trechos, com pessoal e máquinas próprias. Mas as maiores obras são feitas por contratos de licitação", informa o superintendente Pedro Ricardo Blassioli.
              Atualmente , o DER é responsável por 18 mil quilômetros da malha rodoviária paulista. Há outros 3,2 mil quilômetros que pertencem ao DER, mas são administrados por contratos de concessão. AS obras de conservação são feitas pelas concessionárias com o que arrecadam na cobrança de pedágios.
              O DER tem orçamento anual de aproximadamente R$ 600 milhões. Blassioli ressalta que metade do valor vem dos cofres públicos e a outra de recursos próprios com a cobrança de pedágios e multas.
              "Dividimos sempre o orçamento de forma igualitária para investimentos e pagamento de custeio" - acrescentou o superintendente Blassioli. No primeiro caso, o montante é utilizado em novos projetos de construção de vicinais, duplicação e recuperação. Com o restante, são pagos cerca de 4,5 mil funcionários da ativa, trabalhos de sinalização e outros. Blassioli assegura que nos últimos dez anos o DER realizou no Estado quase 20% de tudo o que fora feito desde a sua fundação, em 1934. " Foram 1,2 mil quilômetros de duplicação e pavimentação, quatro mil quilômetros de vicinais construídas, 2,35 mil de recapeamento e 15 mil recuperados e conservados."
              Entre as maiores obras em andamento, ele cita as duplicações de SP-88 no trecho que liga Mogi das Cruzes a Rodovia Ayrton Senna, da SP-308, de Piracicaba à Unimep, a SP-55 (Rio-Santos), de Itanhaém a Peruíbe, SP-332, de Cosmópolis a Artur Nogueira, SP-270, entre os quilômetros 169 a 174 (região de Itape-tininga), SP-320, no contorno de Santa Fé do Sul e da SP-270, no trecho urbanizado de Cotia.
              Em 2002, a Assembléia Legislativa do Estado aprovou acordo de parceria entre o DER e o Banco Interarmericano de Desenvolvimento (BID). Pela iniciativa, o BID ficou responsável pelo empréstimo de US$ 120 milhões e contrapartida do governo do Estado de igual valor. Com US$240 milhões , foi oficializado o Programa de Recuperação de Rodovias do Estado de São Paulo, dividido em duas fases.
              As obras da primeira etapa estão em andamento e a conclusão é prevista para 2004. Os projetos da fase seguinte estão em elaboração e as obras poderão ser licitadas até o final do ano. "Nossa intenção é recuperar 1,4 mil quilômetros de malha rodoviária sob nossa administração", explica o superintendente do DER. A maioria das obras de duplicação de estradas não faz parte dos projetos do BID.
              O Programa de recuperação, garante Blassioli, está sendo executados de forma a privilegiar a segurança do usuário e o respeito ao meio ambiente. Estão previstas a construção e restauração de acostamentos, pontes, viadutos, passarelas, terceiras faixas em aclives, ciclovias e calçadas nos trechos urbanos.
              O DER tem sede nas capital e 14 divisões regionais espalhadas pelo Estado, como nas cidades de Campinas, Itapetininga, Taubaté, Ribeirão Preto.
              As 54 Unidades Básicas de Atendimento (UBA) no Estado prestam auxílio aos usuários das estradas administradas pelo DER. Todas reunidas, dispõem de uma frota de aproximadamente 200 veículos. O motorista que necessitar de auxílio deve solicitar pelo telefone 0800-555510, também usado por usuários da Desenvolvimento Rodoviário S/A (DERSA), outra empresa pertencente à Secretaria dos Transportes.

              Em comparação aos 69 anos, o DER montou a exposição Caminhos Paulistas, com peças que retratam a história do desenvolvimento rodoviário do Estado de São Paulo. Na mostra, o visitante viu máquinas, mapas, aparelhos, cadernos, livros e outros apetrechos utilizados por engenheiros e técnicos do departamento, que desbravaram estradas no Estado por mais de meio século.
              Outra curiosidade é a evolução do mapa rodoviário do Estado até chegar ao atual. O primeiro deles é uma réplica da Província de São Paulo em 1836. Na época, o Estado do Paraná fazia parte do território paulista.


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    AGETOP/GO - Goiás executa maior programa de recuperação asfáltica do País

              A Agência Goiana de Transportes e Obras (AGETOP) concluiu, em setembro, mais 78,53 quilômetros de recuperação asfáltica em rodovias estaduais. São 53,63 quilômetros na GO-139 (trecho Caldas Novas/Corumbaíba) e 24,90 quilômetros na GO-215 (trecho Entroncamento da BR-153/Pontalina). Essas obras fazem parte do Programa de Melhoramento e Geren-ciamento da Malha Rodoviária de Goiás (Pro-Melhor), com recursos do Banco Mundial e do Tesouro Estadual. Também devem ser concluídos até novembro mais cerca de 200 quilômetros na GO-070 (Inhumas/Entroncamento da BR-154, com 28,58 quilômetros); GO-326 (Anicuns GO-164/Sanclerlândia, com 53,32 quilômetros); e GO-330 (Pires do Rio/Ipameri/Catalão, com 115,24 quilômetros). Além disso, a Agetop trabalha com a expectativa de concluir ainda este ano 50% da reabilitação da GO-080 (trecho Goiânia/Nerópolis/BR-153). E serão deixados bem adiantados os serviços na GO-080 (Goiânia/BR-153), com 95 quilômetros; GO-060 (Goiânia/Trindade/Santa Bárbara), com 58,8 quilômetros; e GO-010 (Leopoldo de Bulhões/Vianópolis), com 32,4 quilômetros.
              O presidente da AGETOP, Carlos Rosemberg, explica que o Pro-Melhor é hoje o maior programa de recuperação asfáltica em execução no Brasil. Ele informa que a AGETOP está trabalhando atualmente em oito rodovias estaduais, e vai entrar em mais duas nos próximos dias (GO-330, trecho Anápolis/Distrito de Rodrigues Nascimento, e GO-010, trecho Leopoldo de Bulhões/Vianópolis). No ano passado, foram recuperados cerca de 480 quilômetros de rodovias em Goiás, com a conclusão dos serviços do primeiro grupo de obras (422,25 quilômetros) da primeira etapa do Pró-Melhor, incluindo 54 quilômetros do segundo grupo de obras (GO-320, trecho BR-153/Goiatuba até entroncamento da GO-040, e GO-139, trecho Caldas Novas/Corumbaíba).
              O presidente da AGETOP adianta que a expectativa é que até o final do ano sejam executados ainda 50% da pavimentação na GO-050 (Paraúna/Entroncamento de Montividiu, trecho total de 97,78 quilômetros), GO-309 (Pires do Rio/Caldas Novas, trecho total de 58,04 quilômetros), GO-436 (Cristalina/Divisa de Goiás-DF, trecho total de 79,62 quilômetros) e GO-142 (Montividiu do Norte/Divisa de GO-TO, trecho total de 32,13 quilômetros).
              O trabalho de reabilitação que o Governo Marconi Perillo vem executando por meio da AGETOP, com recursos do BIRD, consiste na recuperação total da rodovia, ou seja, a estrada ganha base e capa asfáltica novas. Esse processo envolve um conjunto de medidas destinadas a recompor totalmente o pavimento, dando a ele um visual de estrada recém-pavimentada e não remendada. Além disso, a rodovia é também adaptada às condições de tráfego atual e futuro. São feitas melhorias no acostamento e na resistência do asfalto, por exemplo, que está sempre sofrendo as interações causadas pelo excesso de peso de caminhões de carga. Tudo isso diferencia a reabilitação da conservação rotineira, onde se faz a manutenção da via com tapa-buraco.


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