
J O R N
A L ABDER - SETEMBRO/OUTUBRO 2005
SANTA CATARINA PRONTA
PARA X ENACOR
ESTADUALIZAÇÃO DE RODOVIAS NA PAUTA DA ASSEMBLÉIA DA ABDER
CIDE: Outubro termina o prazo para enviara programa
Congresso cria Frente Parlamentar da Engenharia
I Seminário de Gestão Rodoviária
DESCENTRALIZAÇÃO É O IMPERATIVO MAIOR
34ª REDORE TRAÇA NOVO PAPEL DA ABDER
LUZ NO FINAL DO TÚNEL
Grupo de Comunicação e Marketing apresenta resultados das pesquisas
ABDER debate faixa de domínio como fonte de receita
DERT-CE
RODOVIVA completa um ano de existência
AGETOP-GO
Goiás investe R$ 88 mil em conservação e duplicação de rodovias
Parceria entre Softplan/Poligraph e ABDER gera modernização na
Gestão da Malha Rodoviária
SANTA CATARINA PRONTA PARA O X ENACOR
Política
nacional para o setor rodoviário; descentralização da malha rodoviária federal;
excesso de peso nas rodovias e a conservação das estradas; auditoria e fiscalização de
obras públicas; novos investimentos no setor rodoviário; faixa de domínio como fonte de
receita; segurança de trânsito e qual o papel das universidades na formação de
profissionais para a melhoria das rodovias brasileiras.
Esses são os principais temas a serem debatidos no X ENACOR - Encontro Nacional de
Conservação Rodoviária, que será realizado de 4 a 7 de outubro, em Joinville, Santa
Catarina. O X ENACOR, o maior evento do setor rodoviário da América do Sul, deverá
reunir 600 técnicos e especialistas do setor. De acordo com o engenheiro Romualdo
Thephanes de França Júnior, presidente do ENACOR o evento servirá para demonstrar como
Santa Catarina vem administrando sua malha rodoviária.
"Queremos mostrar que Santa Catarina cuidou da pavimentação de 750 kms de rodovias,
e como foram investidos mais de US$ 250 milhões", informou França Junior. Não é
à toa que o próprio Governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, fez
questão de participar do encerramento do evento, fazendo uma palestra com o tema: "A
descentralização administrativa em Santa Catarina".
Durante o X ENACOR, ocorrerão dois outros eventos extremamente importantes para o setor
rodoviário nacional. No dia 4, a ABDER - Associação Brasileira dos Departamentos
Estaduais de Estradas de Rodagem- estará realizando uma Assembléia Geral
Extraordinária; e, no dia 7, haverá o Fórum dos Secretários de Transporte e
Infra-Estrutura. A falta de recursos para os estados promoverem a conservação da malha
rodoviária federal que foi estadualizada em 2002 deverá esquentar os debates.
ESTADUALIZAÇÃO DE RODOVIAS NA PAUTA DA ASSEMBLÉIA DA ABDER
A Associação Brasileira dos
Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagens -ABDER- irá aproveitar o X ENACOR, que
ocorrerá de 4 a 7 de outubro, em Joinville, Santa Catarina, para realizar a 2ª
Assembléia Geral Extraordinária do ano. A primeira convocação da assembléia está
prevista para as 13h30 do dia 04; a segunda convocação, para as 14h00. O evento
prossegue no dia seguinte, das 09h00 às 12h00, no mesmo local do ENACOR, no Centro de
Convenções Cau Hansen.
Na pauta, debate sobre as condições de conservação e vida útil das obras de arte
especiais; assinaturas do convênio e contrato com a SOFTPLAN/POLIGRAPH para doação do
software Sistema de Cadastro Rodoviário; custo de materiais betuminosos; assinatura do
Protocolo de Intenções ABDER/ABCP; delegação/transferência de rodovias federais aos
Estados; reavaliação e distribuição dos recursos da CIDE.
Na assembléia haverá ainda a apresentação do relatório da reunião ocorrida em
Vitória/ES do Grupo de Trabalho Fontes de Receita; sugestões para elaboração de um
calendário regional e nacional de eventos para esse exercício e para o de 2006;
apresentação dos resultados do Workshop para elaboração do plano de ação da ABDER
para o biênio 2005/2007 e discussão de assuntos Gerais.
O presidente da ABDER, Carlos Rosemberg, lembrou ainda que, no dia 07 de outubro, das 10
às 16 horas, ocorrerá a 56ª Reunião do Fórum de Secretários de Estado de
Transportes, na qual estarão sendo debatidos assuntos de interesse de todos os dirigentes
de órgãos rodoviários estaduais.
CIDE: outubro termina o prazo
para enviar programa
O presidente da ABDER, Carlos Rosemberg, enviou ofício a todos os diretores de órgãos rodoviários estaduais lembrando que de acordo com a lei 10.866/04, os Estados e o Distrito Federal deverão encaminhar ao Ministério dos Transportes até o último dia útil de outubro, proposta de Programa de Trabalho para utilização dos recursos da CIDE -Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, para o exercício do ano seguinte.
Congresso cria Frente Parlamentar da Engenharia
A nova Frente Parlamentar, criada no final de agosto, terá como missão primordial defender, apoiar e promover o desenvolvimento e a valorização da Engenharia e das demais profissões do setor tecnológico brasileiro. A Frente objetiva ainda conduzir as demandas políticas de interesse da Engenharia.
I Seminário de Gestão Rodoviária
Gestores e
técnicos dos órgãos rodoviários, empreiteiros e consultores, representantes de classe,
fornecedores e estudiosos do setor rodoviário têm encontro marcado em Fortaleza, Ceará,
no "I Seminário de Gestão Rodoviária", que será realizado nos próximos dias
19 a 21 de outubro. Promovido pela ABDER-NE e pela DERT-CE, o evento tem como objetivo
debater alternativas de financiamento e otimização da aplicação dos recursos, modelos
de gestão da conservação, tecnologias, técnicas de execução e produtos utilizados na
construção e conservação rodoviária. Mais informações no site www.dert.ce.gov.br ou
pelo e-mail ascom@dert.ce.gov.br.
DESCENTRALIZAÇÃO É O IMPERATIVO MAIOR
O País
vive uma nova realidade. Mais do que nunca, racionalidade administrativa deve ser o norte
dos governos - sejam municipais, estaduais e federal -, das empresas e de quaisquer
instâncias organizacionais. Racionalidade administrativa pressupõe eficiência, enfim,
otimização de resultados.
A ABDER também deve atuar sob a égide da racionalização administrativa. Ao longo dos
anos e nesse momento, estamos realizando várias ações específicas para a melhoria do
transporte no Brasil. São exemplos claros os grupos de trabalho de ações técnicas,
como o que estuda os problemas e soluções das faixas de domínio, entre outros.
Mas o grande desafio que está colocado é que precisamos de um novo enfoque em nossa
atuação. Temos de repensar o setor de transporte no Brasil de forma muita mais ampla.
Os Departamentos Estaduais sofrem os impactos da falta de investimentos nos últimos 20
anos, principalmente com a extinção, em 1988, do Fundo Rodoviário Nacional.
Isso provocou uma desestruturação do setor. É claro que a Contribuição de
Intervenção no Domínio Econômico-CIDE representa uma conquista. As Parcerias Público
Privadas vão reforçar, em um futuro que esperamos breve, os investimentos na
infra-estrutura de forma geral .
Mas a questão não se resume apenas a investimentos, embora seja esta realmente a
principal vertente. É preciso redefinir o modelo de gestão, considerando as novas
demandas representadas principalmente pelo aumento das exportações, a produção
agrícola que cresce safra após safra, e até mesmo o aumento da frota veicular no
Brasil.
Hoje temos um modelo centralizado, que se caracteriza pela falta de agilidade nas
decisões. Não é concebível, dentro de normas de bom senso, que um ministro chegue ao
extremo do País, por exemplo, e seja cobrado pelos moradores por causa da falta de
estradas em rincões distantes. Esse ministro nem tem como saber das necessidades daquele
lugar.
O Brasil é um país continental. Os problemas, portanto, são maiores. Por isso mesmo, a
ABDER vem se batendo pela urgente necessidade de descentralizar a manutenção da malha
viária federal. Essa bandeira é um imperativo para nossa entidade.
Há a necessidade de uma nova política para o setor, repensando a matriz de transporte no
Brasil. Precisamos fortalecer sempre os sistemas portuário e ferroviário, mas
considerando que a matriz rodoviária é a mais importante.
O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, o DNIT, de certa forma executa
tarefas semelhantes aos Departamentos Estaduais de Estradas. Isso provoca dispersão de
energia e de recursos, porque as decisões centralizadas em Brasília são extremamente
morosas nas ações de manutenção e melhoria da rede federal.
As consequências são imediatas na rede estadual. Planejadas para serem secundárias e
alimentadoras de rede federal, as malhas estaduais têm recebido o tráfego pesado das BRs
em função do melhor estado de conservação. Essa situação leva à deterioração das
rodovias estaduais principalmente em Estados de travessia, como Minas, Bahia, Goiás e
outros, que fazem ligação com o Sul e Norte e Nordeste do Brasil.
Portanto, a ABDDER vai continuar seu trabalho técnico, pois muito temos a contribuir
nesse sentido para a melhoria do transporte no País. Mas o grande desafio que nossa
entidade enfrenta a partir de agora é a mudança na gestão, o que significa mudança de
mentalidade.
Para os novos tempos, novas formas de ação.
Para as novas demandas, só a agilidade e a eficiência administrativa darão a resposta
necessária.
Descentralização é a nossa bandeira.
Carlos Rosemberg
Presidente da Associação Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas de Rodagem
(ABDER) e da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop)
34ª REDORE TRAÇA NOVO PAPEL DA ABDER
A ABDER - Associação
Brasileira dos Departamentos Estaduais de Estradas e Rodagens - deve assumir sua
responsabilidade de promover a integração dos vários órgãos rodoviários estaduais,
junto com universidades, associações e outras entidades que vêm desenvolvendo trabalhos
isolados para a melhoria do sistema rodoviário brasileiro.
De acordo com o presidente da ABDER, engenheiro Carlos Rosemberg dos Reis, essa foi a
principal conclusão do 34 ª REDORE - Reunião de Diretores de Órgãos Rodoviários
Estaduais, ocorrida entre os dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, e que contou com 15
Estados participantes.
"A nova diretoria da ABDER está consciente dos desafios que tem pela frente. Vamos
reforçar nossa luta por um modelo descentralizado de transporte para o Brasil. Não vamos
fugir da responsabilidade de ser a força catalisadora nessa proposta", destacou
Rosemberg, durante a solenidade de abertura do evento.
Na pauta da nova diretoria da ABDER, de acordo com Rosemberg, está o trabalho político
junto ao Congresso Nacional para garantir recursos para o setor rodoviário. Outros itens
prioritários para a ABDER, salientou Rosemberg, são: norma-tização do sistema
rodoviário, implantação sistemática de fundos rodoviários estaduais - como já é
realidade em Goiás e em outros Estados - e o acompanhamento das reuniões das Comissões
de Infra-Estrutura do Senado Federal e de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.
Para Rosemberg, a ABDER deve ter uma visibilidade maior, mais abrangente, o que
possibilitará a criação de mecanismos de discussão de problemas nacionais junto à
sociedade.
"A partir daí teremos mais condições de fazer chegar à sociedade a noção da
importância do trabalho que nossa entidade realiza. Se temos um papel político e
institucional a cumprir, temos também a obrigação de comunicar isso bem, dando
conhecimento das nossas ações. Para isso, a equipe da ABDER terá de estar afinada,
atuando em uníssono. Só teremos sucesso se os associados da ABDER estiverem realmente
conscientes disso, e dispostos a atuar de forma entrosada, como um time", finalizou.
Workshop
A reunião foi marcada também pelo início dos trabalhos dos dirigentes rodoviários na
elaboração de um plano de ação que vai orientar e embasar as decisões e ações da
diretoria da ABDER no biênio 2005-2007. O workshop foi coordenado pelo consultor da
AGETOP - Agência Goiana de Transportes e Obras, Gilvan Azevêdo,em função de uma
pesquisa realizada junto aos associados da ABDER pelo Grupo de Comunicação e Marketing.
Durante o exercício os diretores trocaram experiências e focalizaram na classificação
dos principais pontos do setor rodoviário brasileiro. Entre os assuntos debatidos
destacam-se a discussão sobre a Medida Provisória 82, políticas nacionais de
conservação rodoviária e de custos de obras.
Fonte: Jorn. Ricardo Caldas (DER-PR)
A ABDER vai apresentar, no X ENACOR, uma
série de sugestões para solucionar o impasse na transferência de rodovias federais aos
Estados, gerado pela edição da MP 82, de 13 de dezembro de 2002. Entre as sugestões
estão: elevação dos recursos destinados aos Estados para recuperação e conservação;
continuidade da aplicação de recursos federais em obras conveniadas; liberação de mais
recursos da CIDE aos Estados para integral recuperação e preservação das rodovias
transferidas; aplicação de recursos federais,enquanto não se conclui as
transferências, para manutenção das estradas estadualizadas e prorrogação da
conclusão do plano de transferência de 2006 para 2009.
O impasse surgiu com a edição da MP 82/02, no final do governo Fernando Henrique
Cardoso. De acordo com a MP 82/02, o Governo Federal transferiria aos Estados, em um
período de 4 anos, 14.805 kms de rodovias. Mas o projeto de conversão da MP 82/02 foi
vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em maio de 2003. Neste período de seis
meses, a União repassou aos 15 Estados que receberam a malha federal, R$ 130 mil por
quilômetro transferido para cobrir as despesas de recuperação e conservação, num
total de R$1,885 bilhão. Resultado: equanto os Estados reclamam que não têm condições
financeiras para recuperar a malha viária transferida, a União finca o pé afirmando que
já repassou recursos suficientes para eles.
Neste ano, especialistas do Governo Federal reconheceram que alguns estados não têm
condições de assumir integralmente o plano de transferência previsto pela MP 82/02.
Técnicos do Planejamento chegaram a prever a possibilidade de alocação de recursos no
Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentária para que o Ministério dos Transportes
oferecesse o esperado socorro aos Estados. Mas a Contoladoria Geral da União (CGU)
interpretou a intenção como ilegal, pois o teor original da MP 82/02, na visão da CGU,
continuaria em vigência e, portanto, a malha viária transferida não pertenceria mais à
União, que estaria, assim, impedida de investir na recuperação de estradas que já não
eram mais federais.
Reunidos em maio, no 54º Fórum Nacional de Secretários de Estado de Transporte, em Belo
Horizonte, 19 secretários firmaram documento não reconhecendo os procedimentos de
transferência de rodovias federais.
Os secretários criticaram a falta de critério para o estabelecimento do valor de R$ 130
mil para recuperação de cada quilômetro; a não contabilização nesse valor das
indenizações a serem pagas àqueles desapropriados pela União para a construção de
rodovias; a falta de regras para exploração das faixas de domínio; a inexistência de
leis estaduais para o gerenciamento da malha transferida; o não fornecimento de planos de
recuperação das rodovias pelo DNIT. O órgão não teria feito também o levantamento
dos bens acessórios e benfeitorias que deveriam ser transferidos conjuntamente com as
rodovias.
A falta de uma situação jurisdicional definida tem provocado rápida deterioração de
trechos da malha viária estadualizada. A situação é mais grave justamente nos Estados
com maior extensão de estradas transferidas, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Minas
Gerais recebeu do Governo Federal 6 mil quilômetros de rodovias e cerca de R$ 780
milhões, o Rio Grande do Sul recebeu 1.987 quilômetros e aproximadamente R$ 260 milhões
para mantê-los e recuperá-los, colocando-os em condições de segurança de tráfego.
Os técnicos do Ministério do Transporte evitam falar sobre o assunto. O imbróglio vem
sendo tratado na esfera jurídica. O Ministério tem buscado encontrar uma solução. Para
o presidente da Comissão de Transportes da Câmara dos Deputados, Márcio Assad Júnior
(PL-MG), que tem intermediado parte das negociações com os Estados, "este é um
problema jurídico, mas a solução tem que ser política e tem que ser imediata".
Grupo de Comunicação e Marketing apresenta resultados das pesquisas
Durante o 34ª Reunião de Diretores de
Órgãos Rodoviários Estaduais (REDORE), o grupo de Comunicação e Marketing da ABDER
apresentou um resumo da pesquisa realizada com dirigentes rodoviários estaduais para o
estabelecimento de um diagnóstico da situação atual da entidade, visando fornecer
subsídios para tomadas de decisão conjunta quanto às estratégias políticas e
administrativas da Associação.
Os dirigentes apresentaram sugestões para ampliar a inserção da ABDER nos debates
nacionais, e promover maior integração com Órgãos Estaduais para alcançar melhores
resultados. Os diretores também apresentaram alternativas para otimizar os grupos de
trabalho e melhorar os eventos organizados pela ABDER.
Fonte: jornalista Ricardo Caldas (DER-PR)
ABDER debate faixa de domínio como fonte de receita
A V Reunião do Grupo de Fontes de
Receita da ABDER, realizada em Vitória/ES, nos dias 25 e 26 de agosto, teve como pauta
principal a padronização dos métodos de cobrança pelo uso da Faixa de Domínio
(terrenos que margeiam as rodovias) em todos os Estados.
Segundo o eng. João Bosco de Castro, gerente do Setor de Faixa de Domínio do
Departamento de Edificações, Rodovias e Transportes - DERT, o encontro teve por meta
conscientizar os orgãos rodoviários estaduais participantes para a importância de se
implantar um Programa de Gerencia-mento do Setor.
Para se ter uma idéia das desigualdades estaduais, enquanto o Rio Grande do Sul e
Pernambuco cobram pela Faixa de Domínio desde 1999, Alagoas passará a cobrá-la somente
a partir de 2006. Outros estados, como Espírito Santo, estão sofrendo contestação pela
cobrança em seus respectivos órgãos. Já Minas Gerais e Rio Grande do Sul têm
convênios com as respectivas Secretarias de Fazenda para colocar os inadimplentes no
CADIN - Cadastro Informativo.
Representando a Anatel, o economista Jorge Ernesto Sanchez Ruiz informou que o DNIT,
através de Grupo de Trabalho constituído pela Portaria do Ministério dos Transportes
nº 227/05, deverá promover, em novembro, consulta pública sobre projeto de
regulamentação do Valor Básico de Remuneração - VBR.
O projeto embrionário foi elaborado por outro grupo de trabalho que contou com
representantes da própria Anatel, do DNIT, Ministério dos Transportes, ANTT e ANEL. Ruiz
lembrou que a criação do grupo de trabalho, em 2004, obedeceu a uma determinação do
Tribunal de Contas da União.
"Faixa de Domínio: Fonte de Receita" será tema de mesa redonda no X ENACOR,
que contará com representantes do Governo Federal, das Agências Reguladoras,
concessionárias e do próprio Grupo Fontes de Receita da ABDER.
DERT-CE
RODOVIVA completa um ano de existência
Criado
pelo Departamento de Edificações Rodovias e Transportes (DERT) com a finalidade de
disciplinar o uso das rodovias estaduais por veículos de carga, o Programa RODOVIVA
conseguiu reduzir em 89% o tráfego de veículos pesados nas rodovias cearenses em um ano.
O Programa tem como objetivo preservar as estradas estaduais cearenses que não foram
projetadas para comportar tráfego intenso de veículos de carga. Este tráfego tinha sido
desviado das rodovias federais. Pelo Programa, os veículos de carga podem trafegar pelas
rodovias estaduais, contan-to que o motorista possua uma Autorização Especial de
Trânsito (AET), emitido gratuitamente na sede do DERT, em seus Distritos Operacio-nais e
nos postos da Companhia de Policiamento Rodoviário da Polícia Militar.
Para receber a AET, o usuário tem que comprovar a necessidade absoluta de se fazer uso
das CE's, mediante comprovação do seu destino, através da apresentação da nota fiscal
da carga. Com isso, o RODOVIVA trouxe mais segurança e provocou o aumento na
arrecadação. Trafegar em rodovia estadual no Ceará, só com a nota fiscal da
mercadoria, o IPVA e o licenciamento do veículo em dia.
AGETOP-GO
Goiás investe R$ 88 mil em conservação e duplicação de
rodovias
O Governo de Goiás está investindo R$
88.441.090,07 na duplicação e restauração dos principais rodovias estaduais, aquelas
que ligam Goiânia às várias cidades e regiões do Estado. A Agência Goiana de
Transportes e Obras (Agetop) está duplicando as GOs 040, 070 e 080, e restaurando as GOs
020 e 060.
De acordo com o presidente da Agetop, Carlos Rosemberg, as obras vão acelerar o
escoamento da produção e promover maior segurança e conforto ao transporte de
passageiros.
A duplicação dos 33 quilômetros da rodovia GO-080, trecho entre Goiânia e Nerópolis,
vai custar cerca de R$ 27 milhões. Na GO-040, trecho entre Goiânia e Aragoiânia, a
duplicação compreende 19,4 quilômetros de extensão e o valor do investimento é de R$
17,7 milhões. A duplicação da GO-070, entre Goiânia e Inhumas, é a maior em
extensão: 41,6 quilômetros. O investimento previsto na obra é de R$ 18 milhões.
Duas outras rodovias estão sendo recuperadas com o financiamento do Banco Mundial: as GOs
020 e 060. A primeira, liga Goiânia a Caldas Novas e Rio Quente, onde está localizado o
maior complexo turístico do Estado. A segunda liga Goiânia à Trindade, município de
grande importância religiosa.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Agetop