
J O R N A L ABDER - Setembro
/ Outubro 2009
Índice
| 1º) |
Conservar: ação permanente para estradas e ecossistemas |
| 2º) |
AGE debate CIDE e MP 82/02 |
| 3º) |
Mensagem do Presidente - Negociação entre os entes da
federação |
| 4º) |
Consetrans defende liberação do Profaa |
| 5º) |
Governo planeja licitar 2,6 mil km neste ano |
| 6º) |
BNDES: R$ 3,5 bilhões em concessão de vias |
| 7º) |
Conservar: ação permanente para estradas e ecossistemas |
| 8º) |
Mercado de asfalto irá bater recorde em 2009 |
| 9º) |
Tecnologia da Informação -Vídeo conferência entre órgãos
rodoviários |
| 10º) |
DAER/RS - Aniversário e novo portal |
11º) |
DEINFRA/SC - Novo Mapa Rodoviário |
| 12º) |
DERTINS/TO - Sob nova direção |
| 13º) |
DER/MG - Reengenharia administrativa |
| 14º) |
SIDER - Novo modelo integrado de gestão é apresentado no
ENACOR |
| 15º) |
Expediente |
|
|
Conservar: ação permanente para estradas e ecossistemas

A tecnologia rodoviária hoje supera o antigo antagonismo existente
entre construir estradas ou preservar ecossistemas. Isso é o que ficou comprovado no 14º
ENACOR Encontro Nacional de Conservação Rodoviária que reuniu, entre os dias 25
e 28 de agosto, em Belo Horizonte, Minas Gerais, aproximadamente 700 especialistas em
estradas de rodagem, entre pesquisadores, acadêmicos, engenheiros e técnicos
rodoviários, no maior evento do setor na América Latina.
Com o tema Conservar uma ação permanente, o ENACOR neste ano
enfatizou não apenas as novas tecnologias em pavimentação como também a importância
da preservação ambiental. A palestra Sustentabilidade: Desafios e Oportunidades
para as Empresas e Empresários, realizada por Aron Belinky, pesquisador e
consultor, conclamou a comunidade rodoviária a engenhar com espírito de
sustentabilidade, ou seja, focados na preservação ampla e irrestrita do meio
ambiente.
O presidente da
Comissão Organizadora do 14ºENACOR, eng. João Afonso Baeta, acredita que a partir
deste encontro, a criatividade do engenheiro rodoviário vai estar bem focada na
preservação do meio ambiente ao construir e conservar rodovias, isto é, mais
sintonizada com a realidade e necessidade do planeta.
O evento foi organizado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais
(DER/MG) e pela Associação dos Engenheiros do DER/MG (ASSENDER), em parceria com a
Associação Brasileira dos DER´s (ABDER), com apoio do governo mineiro e do Sindicato da
Indústria de Construção Pesada do Estado de Minas Gerais Sicepot-MG.
O Programa de Conservação de Rodovias, denominado PROMG, foi foco de várias palestras e
não podia ser diferente: além de serem os anfitriões do encontro, os mineiros ocupam
uma posição geográfica central no território brasileiro. Por terras mineiras transitam
a maioria das mercadorias, interligando os centros produtores aos consumidores de norte a
sul do país. Não poderia ser diferente, Minas Gerais possui a maior extensão de malha
rodoviária do país, com uma extensão total de 34.086 quilômetros sendo mais de
25 mil sob jurisdição do DER/MG a malha rodoviária mineira, que constitui
patrimônio avaliado em R$ 17 bilhões, tem recebido investimentos anuais na ordem de R$ 2
bilhões.
O consultor eng. Paulo Gontijo, da Strata Engenharia, que falou sobre A Excelência
dos Resultados do PROMG na Conservação das Rodovias Mineiras, destacou o alto grau
de soluções de ponta apresentadas pelos engenheiros do DER/MG na condução do Programa.
Na visão de Gontijo, os técnicos do órgão rodoviário mineiro procuram
metodologias que destaquem para a concepção e para a real mecânica dos pavimentos,
calcadas em muita investigação de campo e soluções práticas de custo baixo e alta
eficiência.
Para que exista conservação é preciso haver educação dos usuários das rodovias. Com
base nesse paradigma, o Projeto de Educação Ambiental no PROACESSO, exposto
pela psicóloga Rosely Fantoni Silva e pela arquiteta Andréa Greiner, e Os Desafios
da Segurança no Trânsito para o Brasil que Queremos do Jornalista e Consultor J.
Pedro Correa abordaram o fato de que para conservar também é preciso educar.
O PROACESSO foi outro destaque do trabalho dos mineiros. O objetivo do Programa é
pavimentar o acesso a todos os municípios do estado e, assim, contribuir para o
desenvolvimento sócio-econômico de municípios com baixo IDH. Em 2003, 26% dos
municípios mineiros 225 cidades, não tinham ligação pavimentada à rede
rodoviária principal do Estado, totalizando 5,5 mil quilômetros. De lá para cá, foram
concluídas as pavimentações de 117 acessos, beneficiando diretamente cerca de 800 mil
pessoas, no total de 3.021 km de rodovias, com investimentos superiores a R$ 1,7 bilhão.
O encontro contou ainda com uma palestra muito bem humorada do cineasta, crítico e
comentarista Arnaldo Jabor, que fez uma retrospectiva histórica do Brasil, entre 1964 e
2009, preparando seus ouvintes para enfrentar o futuro, evitando erros ou leituras
equivocadas. Para encerrar com chave de ouro, o ex-ministro Mailson da Nóbrega realizou
uma retrospectiva macroeconômica, com ênfase para as crises, começando com a de 1929,
comparando-a com a de 2008/2009. Tranquilizando os participantes, Mailson afirmou que a
nau brasileira sobreviveu à tormenta da crise, pois os bancos nacionais estavam
capitalizados e os fundamentos da economia preservados, além da inflação controlada.
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AGE debate CIDE e MP 82/02
Paralelamente ao 14º ENACOR, a ABDER realizou a sua Assembléia Geral Extraordinária de
2009 (AGE), na qual o superintendente da entidade, Engº Júlio Xavier Rangel, expôs a
situação atual de dois antigos problemas dos órgãos rodoviários estaduais:
1. o contencioso entre o Governo Federal e 15 estados por causa de 14,8 mil km de rodovias
federais que foram estadualizadas pela Medida Provisória nº 82, de dezembro
2002, cujo processo de transferência, porém, nunca foi de fato concretizado. Os estados
são: AM, BA, ES, GO, MA, MG, MS, PB, PE, PI, PR, RO, RR, RS, TO;
2. a redução dos recursos arrecadados com a Contribuição de Intervenção no Domínio
Econômico CIDE e repassados aos estados. Segundo estimativa da ABDER, os repasses
da União aos estados serão em torno de 12,4% menores que os percebidos até abril do ano
passado. De 2004, ano em que os estados e municípios começaram a participar na divisão
Contribuição, até junho deste ano, os estados receberam R$ 6,5 bilhões da CIDE,
equivalente a 16,9% do total arrecadado com a Contribuição. A instabilidade dos recursos
é uma grande dor de cabeça para os órgãos rodoviários estaduais.
O imbróglio da estadualização dos 14,8 km de rodovias, como lembrou o engº Júlio
Rangel na AGE, começou com a edição da Medida Provisória nº 82 em 7 de dezembro de
2002. Pela MP, a União transferiria o domínio de trechos rodoviários aos estados e
pagaria para que o estado ficasse com a rodovia R$ 130 mil por km. A transferência seria
concluída em janeiro de 2006. A MP exigia ainda que, para a transferência de domínio,
os estados reconhecessem que a União não ressarciria obras realizadas por eles nos
trechos transferidos quando estes ainda eram federais.
O Projeto de Lei de Conversão nº 03/2003, que transformaria a MP 82/02 em Lei, foi
vetado pelo Presidente Lula em 19 de maio de 2003. Os estados demandaram ser ressarcidos
por obras já realizadas e que estradas fossem restauradas ou pavimentadas.
O Governo Federal acabou aceitando pleito dos estados e, desde 2006, vem editando MPs
autorizando o DNIT a realizar obras e serviços nas rodovias estadualizadas
por períodos determinados. A Lei 11.960, de 29 de junho de 2009, conversão da MP 457/09,
em seu artigo 6º, autoriza o DNIT a aplicar recursos até 31 de dezembro de 2010.
A AGE chegou ao entendimento que a utilização da via Judicial para resolução
desse impasse prejudicará ainda mais os usuários enquanto durar o litígio.
Recomendando-se, assim, que sejam exauridos todos os meios de negociação para que se
chegue a um acordo.
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Não
é preciso ser economista para saber que uma das definições clássicas de ciências
econômicas é a administração de recursos escassos. Com exceção de uma ínfima
parcela da população mundial, todos nós precisamos fazer economia. E o que serve para
os indivíduos, vale também paras as empresas e os governos, em todas as esferas:
federal, estadual e municipal.
Também não é preciso ser psicólogo ou antropólogo para prever a disputa acirrada
entre indivíduos famintos por um pedaço de pão, quando a fome já assola comunidades
extremamente carentes. Nessas situações limite, de necessidades desesperadoras, não
raro a luta pela sobrevivência fala mais alto e as boas regras de convivência social
simplesmente são enviadas às favas. Nesses casos, entretanto, o que vale para os
indivíduos pode servir pra as empresas, mas nunca poderá se aplicar às três
instâncias de governo.
Com efeito, o que é o governo federal sem os demais entes da Federação Estados,
Municípios e do Distrito Federal , conforme define do Artigo 1º da Constituição?
O governo federal precisa reconhecer que, por mais diminutos que sejam os recursos, é
imperativo que haja a partilha destes com as demais partícipes da Federação, sob pena
de comprometer a qualidade de vida dos próprios cidadãos, os verdadeiros detentores do
poder em um país que se autodenomina democrático e de Direito.
Na última Assembléia Geral Ordinária da ABDER, realizada em Belo Horizonte, durante o
XIV ENACOR, debateu-se problemas que há muito afligem os órgãos rodoviários estaduais,
entre eles a distribuição dos recursos da CIDE e o processo de estadualização de 14,8
mil km de rodovias federais, iniciado com a edição da MP 82, em dezembro de 2002.
Em relação à CIDE, os Estados são fortemente prejudicados com a instabilidade dos
recursos repassados. Ninguém sabe ao certo de quanto será o próximo repasse e, nessa
incerteza, como se pode fazer um bom planejamento de investimentos? Em maio de 2008, com a
edição do Decreto 6.446, os repasses da CIDE aos estados chegaram à retração de quase
40%, o que levou muitos estados a cancelar projetos de infraestrutura já acordados com
organismos internacionais, porque faltou dinheiro para a contrapartida estadual.
Em relação à MP 82/02, a solução mais adequada é a transferência de titularidade
das rodovias para os estados após a recuperação desses trechos pelo governo federal. Os
estados simplesmente não têm condições financeiras para prover a pavimentação ou
recuperação de todas as rodovias estadualizadas e o governo federal já
havia aceitado essa realidade, tanto que vinha autorizando o DNIT a promover ou financiar
essas obras.
Entre os entes da federação não pode haver a prevalência do mais forte, nem a
concorrência entre as instâncias, e muito menos se pode abrir mão das boas regras de
convivência. Na mesa de negociações entre os entes federativos, diferenças
ideológicas ou de qualquer natureza tem que ser postas de lado e o objetivo deve ser,
acima de tudo, a busca do bem comum. Essa sim é a verdadeira negociação política.
Engenheiro Romualdo Theophanes de França Júnior
Presidente do DEINFRA/SC e Presidente da ABDER
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Consetrans defende liberação do Profaa
Ao participar de audiência pública patrocinada pela Comissão de Viação e Transportes
da Câmara para debater a concessão de aeroportos, dia 2 de setembro, o presidente do
Conselho Nacional de Secretários de Transportes Consetrans, e secretário de Obras
Públicas e de Transportes de Mato Grosso do Sul, Edson Girotto, defendeu a melhor
distribuição dos recursos do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Profaa) entre os
estados. Girotto criticou o contingenciamento dos recursos do Profaa e a falta de
abrangência do programa que não financia obras de estacionamento em aeródromos, por
exemplo. Ele reivindicou a criação de uma política de interiorização de aeródromos
para beneficiar os pequenos municípios.
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Governo planeja licitar 2,6 mil km neste ano
O secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, confirmou
que o governo federal vai conceder mais 2.600 km de rodovias para a administração
privada. A abertura da concorrência será feita até o fim deste ano. No início de 2010,
o MT planeja oferecer mais 680 km de rodovias na Bahia, linhas ferroviárias que estão em
obras pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e viabilizar, por meio de
investimentos privados, a construção do trecho oeste-leste que vai ligar a ferrovia
Norte-Sul ao litoral baiano.
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BNDES: R$ 3,5 bilhões em concessão de vias
O gerente do Departamento de Logística do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Marcos Brito Azevedo, estima que em seis anos
o banco terá aplicado R$ 3,5 bilhões em concessões de rodovias. O BNDES considera o
setor de concessão de rodovias federais uma área de potencialidade para investimentos e
já aplicou R$ 1,127 bilhão em financiamentos para três consórcios que atuam no
segmento.
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Conservar: ação permanente para estradas e ecossistemas
O presidente da Comissão Organizadora do 14ºENACOR, eng. João Afonso Baeta,
acredita que a partir deste encontro, a criatividade do engenheiro rodoviário vai
estar bem focada na preservação do meio ambiente ao construir e conservar rodovias, isto
é, mais sintonizada com a realidade e necessidade do planeta.
O evento foi organizado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais
(DER/MG) e pela Associação dos Engenheiros do DER/MG (ASSENDER), em parceria com a
Associação Brasileira dos DER´s (ABDER), com apoio do governo mineiro e do Sindicato da
Indústria de Construção Pesada do Estado de Minas Gerais Sicepot-MG.
O Programa de Conservação de Rodovias, denominado PROMG, foi foco de várias palestras e
não podia ser diferente: além de serem os anfitriões do encontro, os mineiros ocupam
uma posição geográfica central no território brasileiro. Por terras mineiras transitam
a maioria das mercadorias, interligando os centros produtores aos consumidores de norte a
sul do país. Não poderia ser diferente, Minas Gerais possui a maior extensão de malha
rodoviária do país, com uma extensão total de 34.086 quilômetros sendo mais de
25 mil sob jurisdição do DER/MG a malha rodoviária mineira, que constitui
patrimônio avaliado em R$ 17 bilhões, tem recebido investimentos anuais na ordem de R$ 2
bilhões.
O consultor eng. Paulo Gontijo, da Strata Engenharia, que falou sobre A Excelência
dos Resultados do PROMG na Conservação das Rodovias Mineiras, destacou o alto grau
de soluções de ponta apresentadas pelos engenheiros do DER/MG na condução do Programa.
Na visão de Gontijo, os técnicos do órgão rodoviário mineiro procuram
metodologias que destaquem para a concepção e para a real mecânica dos pavimentos,
calcadas em muita investigação de campo e soluções práticas de custo baixo e alta
eficiência.
Para que exista conservação é preciso haver educação dos usuários das rodovias. Com
base nesse paradigma, o Projeto de Educação Ambiental no PROACESSO, exposto
pela psicóloga Rosely Fantoni Silva e pela arquiteta Andréa Greiner, e Os Desafios
da Segurança no Trânsito para o Brasil que Queremos do Jornalista e Consultor J.
Pedro Correa abordaram o fato de que para conservar também é preciso educar.
O PROACESSO foi outro destaque do trabalho dos mineiros. O objetivo do Programa é
pavimentar o acesso a todos os municípios do estado e, assim, contribuir para o
desenvolvimento sócio-econômico de municípios com baixo IDH. Em 2003, 26% dos
municípios mineiros 225 cidades, não tinham ligação pavimentada à rede
rodoviária principal do Estado, totalizando 5,5 mil quilômetros. De lá para cá, foram
concluídas as pavimentações de 117 acessos, beneficiando diretamente cerca de 800 mil
pessoas, no total de 3.021 km de rodovias, com investimentos superiores a R$ 1,7 bilhão.
O encontro contou ainda com uma palestra muito bem humorada do cineasta, crítico e
comentarista Arnaldo Jabor, que fez uma retrospectiva histórica do Brasil, entre 1964 e
2009, preparando seus ouvintes para enfrentar o futuro, evitando erros ou leituras
equivocadas. Para encerrar com chave de ouro, o ex-ministro Mailson da Nóbrega realizou
uma retrospectiva macroeconômica, com ênfase para as crises, começando com a de 1929,
comparando-a com a de 2008/2009. Tranquilizando os participantes, Mailson afirmou que a
nau brasileira sobreviveu à tormenta da crise, pois os bancos nacionais estavam
capitalizados e os fundamentos da economia preservados, além da inflação controlada.
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Mercado de asfalto irá bater recorde em 2009
O diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação
das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Manuel Rossitto, prevê que a demanda por asfalto
no Brasil irá atingir a marca de 2,2 milhões de toneladas em 2009; volume superior ao
consumo recorde do ano passado, que foi de 2,17 milhões de toneladas.
Autor de estudo Cadeia Produtiva do Asfalto: diagnóstico de problemas e
proposições de aprimoramento da cadeia produtiva do asfalto, Rossitto observa que
a demanda por asfalto vem se mantendo em alta desde o início de 2009, um ano não
eleitoral, um comportamento atípico do mercado, regulado pela sazonalidade das chuvas e
das eleições: em ano eleitoral, aumenta o consumo do produto.
O Diretor do Deconcic aponta problemas na qualidade, fornecimento e preço do asfalto como
os principais gargalos para o desenvolvimento do mercado brasileiro. Para ele, a
volatilidade dos preços aumenta os riscos e eventuais desequilíbrios
econômico/financeiros de contratos. Além disso, a cobrança do IPI (Imposto sobre
Produtos Industrializados) ao longo da cadeia e a incidência de ICMS (Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços) sempre que o asfalto é transportado (dentro ou
fora de um estado) elevam o preço para o consumidor final.
Em relação à qualidade, Rossitto assinala a necessidade de maior fiscalização do
asfalto ao longo da cadeia produtiva, aos moldes do que a ANP faz com os combustíveis. E
em relação ao fornecimento, ele prega a padronização das especificações do asfalto
entre os países da América Latina para estimular a importação e exportação de
aslfalto. Só existe uma coisa que regula o preço: a concorrência, diz
Manuel Rossitto, crítico do monopólio exercido pela Petrobras sobre o mercado nacional
de asfalto.
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Tecnologia da Informação
Vídeo conferência entre órgãos rodoviários
Técnicos da EMBRATEL, da Simens, multinacional de tecnologia que desenvolve
entre outros produtos sistemas de teleconferências de ponta, e da Softplan/Poligraph,
empresa especializada em gestão físico-financeira de contratos de obras rodoviárias e
da segurança rodoviária, foram a principal atração da VII reunião do Grupo de
Trabalho de Tecnologia da Informação da ABDER, realizada dia 13 de agosto.
A Siemens é uma multinacional de renome que sempre agrega algum conhecimento novo e
principalmente a respeito do assunto que é videoconferências. Pois esta tecnologia é um
excelente suporte de comunicação para um país das dimensões do Brasil. A Poligraph é
uma empresa de experiência rodoviária muito grande e que todos os desenvolvimentos
apresentados tem sido de grande aproveitamento para o grupo, pois são problemas do nosso
dia a dia que apresenta soluções bastante trabalhadas e que visam sempre a melhoria de
produtividade afirmou o Coordenador do Grupo: Paulo Roberto Lucas Viana
AGETOP GO.
O superintendente Executivo ABDER, Júlio Xavier Rangel, afirmou que As reuniões do
Grupo de Tecnologia de Informação possibilitaram um desenvolvimento harmônico entre os
diversos setores dos órgãos rodoviários, podendo agora consolidar uma sistemática de
bancos de dados, dinâmica e confiável. Nessas reuniões com a presença de empresas
fornecedoras de equipamentos e serviços possibilita a oportunidade de se apresentarem
novas soluções.
O representante da Siemens, Regional Brasília, Everton Garcia da Silva, apresentou para o
grupo de Tecnologia da Informação, a Tecnologia de Voz sobre IP (Voip) com o conceito de
Comunicações unificadas englobando voz, dados e vídeo.
Além de Paulo Viana, Júlio Rangel e Everton Silva, participaram da reunião: Rogério
Cordeiro de Souza - DER/RN; Jonas de Sousa Vasconcelos DER/TO; Joselito Souza
Britto DER/BA; Osmar Quirino DER/DF; Marcelo Simão Bechelony DER/MG;
Célio Degan Furtado DER/PR; Iannê N. Feitosa DER/PE; Carmen Medeiros
DER /PE; Guilherme da Penha Macedo, Gledson Giron Porto e João Henrique M.
Teixeira da EMBRATEL; Luizmar J. Almeida Siemens; Moacir Marafon e Marcos
Florão Poligraph e Aguinaldo Barbosa da Polycom.
O coordenador do grupo lamentou a ausência de representantes dos demais órgãos
rodoviários: lamentamos que assuntos e debates interessantes e importantes foram
perdidos por grande parte dos nossos colegas que não pode comparecer. Afinal oito estados
estiveram presentes e puderam partilhar conosco estas horas de discussão e troca de
conhecimento. Para 2010 temos de contar com o apoio dos órgãos rodoviários para
podermos realizar uma plenária com uma maior número de participantes.
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DAER/RS
Aniversário e novo portal
Para comemorar os 72 anos de criação, dia 11/09, o Departamento Autônomo de
Estradas de Rodagem (Daer) inaugurou o novo portal www.daer.rs.gov.br . O novo portal foi
desenvolvido a partir dos conceitos de usabilidade e acessibilidade, e contará com
novidades que facilitam a navegação do internauta, como a localização de mapas de
pedágios diretamente no Google Maps, informações sobre tarifas, além de fotos e
acompanhamento de obras, localização de lombadas eletrônicas e um espaço com perguntas
frequentes e informações básicas. A parceria de desenvolvimento da agência Novacentro
com o DZ Estúdio se diferencia, principalmente, pela estruturação e organização do
portal. O acesso poderá ser realizado por diferentes plataformas, como PCs, portáteis,
palms e aparelhos celulares com acesso à Internet. O conteúdo também poderá ser lido
por portadores de deficiências visuais leves e moderadas por meio de recursos de aumento
de tamanho de fontes e contraste ampliado em tela.
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DEINFRA/SC
Novo Mapa Rodoviário
A nova versão do Mapa Rodoviário do Estado de Santa Catarina está
disponível para download na seção Download do Mapa Rodoviário do site do
DEINFRA. A principal alteração foi a atualização da situação da pavimentação de
todas as rodovias.Para fazer o download do Mapa Rodoviário clique em:
www.deinfra.sc.gov.br/servicos/mapa_rodoviario/
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DERTINS/TO
Sob nova direção
O engenheiro civil Paulo Roberto Vilela assumiu a presidência do
Dertins Departamento de Estradas de Rodagem, no dia 11 de setembro. Acompanhado
pelo Secretário da Infraestrutura, Rômulo do Carmo, e pelo ex-presidente do Dertins,
Manoel Pedreira, Vilela foi apresentado à equipe técnica do Departamento, à qual
reiterou confiança e solicitou empenho no cumprimento das novas diretrizes
governamentais. O novo diretor tem vasta experiência em obras rodoviárias e obras de
saneamento básico no Brasil e já ministrou palestras sobre gestão rodoviária em
países como México, Portugal, França, Inglaterra e Holanda.
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DER/MG
Reengenharia administrativa
O Sistema de Transportes e Obras Públicas, que inclui a Secretaria de
Transportes e Obras Públicas (Setop), o Departamento Estadual de Obras Públicas (Deop) e
o Departamento de Estrada de Rodagem (DER), assinou contrato com o Instituto de
Desenvolvimento Gerencial (INDG), dia 3 de setembro, para mapear, redesenhar e padronizar
os processos de trabalho dos três órgãos, visando a redução dos prazos de execução
das atividades destes e aumento de produtividade de suas equipes internas. Os trabalhos,
que serão executados em seis meses, começarão pelo DER, sendo a mesma metodologia
aplicada aos demais órgãos. O secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas,
Fuad Noman, destacou: Precisamos nos engajar de forma intensa e acreditar que o
processo é para melhorar a nossa forma de atuação, reorganizando e simplificando nossos
serviços.
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